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Crónica do Afundamento Anunciado
O grupo Impresa continua a afundar-se em prejuízos, e a culpa, como sempre, é da “reestruturação”, da “inflação”, do “mercado publicitário”, da “guerra na Ucrânia” — de tudo, menos daquilo que realmente importa: o divórcio brutal entre os grandes media e o povo português. Quando uma empresa de comunicação social deixa de ser farol e passa a megafone do regime, o público desliga, os leitores fogem, e os anunciantes seguem-nos. A SIC tornou-se um teatro de entretenimento repetitivo.O Expresso, uma folha de favores e conveniências. Não informam — formam opinião ao serviço de quem manda.Não investigam — protegemos os que convém.Não servem a verdade — servem-se dela. E agora, sem…
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O Cargo de Luxo para Supervisionar o Vazio
Num país onde os jovens emigrados sustentam os pais reformados, onde os hospitais fecham por falta de médicos, e onde se debatem cêntimos no preço da merenda escolar, há um cargo que permanece intocável pela realidade: o de governador do Banco de Portugal. Álvaro Santos Pereira, ex-ministro reciclado, ex-consultor global, ex-tudo-e-mais-alguma-coisa, prepara-se para ocupar esse trono — com vencimento de quase 20 mil euros por mês, regalias à parte.Tudo para “supervisionar” um setor que já não existe como o povo pensa: a banca privada nacional foi devorada, desfeita ou vendida ao desbarato — muitas vezes com o selo de aprovação desta mesma “supervisão”. 💼 Um cargo dourado para um papel…
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Os Senhores do Silêncio: Lacaios de Luxo da Banca Corrupta
Durante décadas, o Banco de Portugal ostentou um título pomposo: “autoridade supervisora do sistema financeiro”.Mas essa pompa escondia um vazio funcional e um abismo ético. Hoje, com escândalos atrás de escândalos, falências atrás de falências, e fortunas públicas escoadas como areia pelos dedos, temos a obrigação de dizer a verdade nua e crua: O Banco de Portugal falhou.E os seus governadores foram cúmplices, ou no mínimo, lacaios passivos, dos poderes corruptos que arruinaram a banca portuguesa. Salários de Ouro, Serviço Zero Os governadores e vice-governadores do Banco de Portugal recebem vencimentos superiores ao presidente do Tesouro dos EUA.Num país onde a maioria da população sobrevive com salários mínimos e pensões…
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🌍 O Fio da Navalha: Democracias à Deriva e o Espectro do Retrocesso Civilizacional
Vivemos uma época inquieta, em que a civilização que tanto se gabou do seu progresso científico, humanista e tecnológico, começa a dar sinais de regressão profunda.Um retrocesso que não acontece com guerras mundiais ou meteoritos visíveis, mas com o desgaste silencioso das instituições democráticas, da ética comum e da confiança entre os povos. 🏛️ 1. A Democracia Representativa Deixou de Representar Em vez de uma democracia viva, deliberativa e participada, temos hoje um simulacro de soberania popular.Os parlamentos enchem-se de carreiristas políticos, obedientes ao partido e alheios ao povo. As decisões são tomadas em gabinetes opacos, influenciadas por lobbies, interesses empresariais e consultoras globais. Os cidadãos votam de quatro em…
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Portugal: Da Liberdade Sonhada à Democracia de Fachada
"O que começou com cravos e esperança degenerou, em muitos aspetos, numa democracia de fachada — onde os partidos vivem para si, a justiça dorme e o povo assiste, mudo, à encenação do poder."
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Este regime de nepotismo e corrupção não respeita a sociedade civil
“O povo serve-lhes de escada e alimento. A cidadania é tolerada… desde que seja muda. Quem ousa propor soluções é ignorado ou silenciado. E quando ousamos falar, respondem-nos: ‘Quem és tu para te meteres na política?’ — Salazar não faria melhor.”
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📜 MANIFESTO NO PAÍS DOS CORRUPTOS SEM VERGONHA
Por um povo que já não aguenta ser empurrado Neste pedaço de território onde ainda se fala português com sotaques doces e corações duros de tanto esperar, governa-se com a arte da obstrução. O que devia ser simples — marcar uma consulta, renovar uma receita, pedir uma informação, iniciar um projeto — transforma-se num circuito de obstáculos kafkiano, com barreiras invisíveis mas eficazes: chamadas que não atendem, plataformas que não funcionam, filas que não andam, e decisões que nunca chegam. 2025 chegou, mas o espírito do Estado Novo burocrático e paternalista nunca saiu.Mudaram-se os nomes, os logótipos, os slogans — mas a máquina é a mesma: lenta, arrogante, e feita…
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🐌 O Caracol Jurídico – Guardião das Minutas, Senhor dos Impedimentos
Publicado em Fragmentos do Caos – Bestiário Corporativo Português, Episódio V Na densa floresta da burocracia nacional, entre regulamentos internos, normativos de compliance e pareceres que parecem sair de um grimório antigo, habita o mais lento e cauteloso dos seres: o Caracol Jurídico. Não se lhe pede velocidade.Não se lhe exige audácia.Exige-se apenas que diga, com a solenidade de um juiz do Supremo: “Temos de analisar isto com mais detalhe.” O Caracol Jurídico vive no seu casulo regulamentar, uma concha feita de cláusulas, artigos e anexos de quinze páginas. Nada é simples. Nada é direto. Tudo tem “implicações”. Se uma empresa quer lançar um novo produto?O Caracol pede uma “análise…
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🚗 Marcelo, o Presidente das Carrinhas Douradas
Crónica ácida sobre o derrapanço motorizado da República, da autoria de Francisco Gonçalves Enquanto Portugal anda de transportes públicos com ar condicionado avariado, o Presidente da República prefere a suavidade de bancos em pele e viaturas que nunca serão nossas. Desde 2021, foram esturricados 1,75 milhões de euros em carros alugados, com contratos de “longa” duração — leia-se: três aninhos e devolve-se. O truque?Chamam-lhe “aluguer operacional”. Traduzido: paga-se como se comprasse, mas no fim não há chave, nem registo, nem nada. Os carros vão para a sucata (ou para o próximo contrato de luxo com nova matrícula) e o património do Estado continua a zeros — mas bem polido. Isto…
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Portugal, a Excepção que se Esvaiu: Lições de Paul Collier sobre Dívida, Democracia e Desilusão
Por Francisco Gonçalves e a co-autoria de Augustus Veritas Há duas décadas, Paul Collier, economista britânico de renome, escreveu um livro que abalou consciências: The Bottom Billion — em português, Os Milhões da Pobreza. Nele, desmontou mitos sobre desenvolvimento e alertou para um paradoxo incómodo: a democracia, por si só, não salva países pobres do colapso económico, e muitas vezes até acelera esse declínio. No meio do nevoeiro africano e dos pós-golpes asiáticos, Collier apontou uma exceção inesperada — Portugal. Sim, Portugal. Um país que, ao contrário da regra, saiu da ditadura para a democracia e conseguiu reduzir a dívida pública. Uma raridade histórica. Uma nota de esperança num livro…




























