Produtividade e inovação
- Artificial Intelligence, Produtividade e inovação, Soberania Digital, Software, Team Collaboration, Tecnologias IT
DGX Station + DeepSeek: engenharia de IA local com memória coerente, contexto longo e agentes com ferramentas
BOX DE FACTOS DGX Station: primeira workstation “deskside” com o NVIDIA GB300 Grace Blackwell Ultra Desktop Superchip, com ~784GB de memória unificada/coerente (a NVIDIA refere também ~775GB em descrições), orientada a treino e inferência de larga escala no posto de trabalho. Rede: inclui ConnectX-8 SuperNIC até 800Gb/s, pensado para “multi-station scaling” e integração com infra-estrutura empresarial. DeepSeek-V3.2 (01/12/2025): primeiro modelo da DeepSeek a integrar “thinking” directamente no tool-use e a suportar ferramentas em modo “thinking” e “non-thinking”. DeepSeek-V3.2-Exp (29/09/2025): introduz DeepSeek Sparse Attention (DSA) para contexto longo com menor custo computacional; anunciado como passo intermédio para a próxima arquitectura. Mensagem técnica: a combinação “memória coerente massiva + contexto longo eficiente…
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Inovação: a Palavra-Perfume e a Arte de Transformar Ideias em Valor
BOX DE FACTOS Investigação: gastar dinheiro para produzir conhecimento, hipóteses, protótipos e descoberta. Inovação: transformar conhecimento em utilidade repetível — e em valor económico (receita, produtividade, exportação, impacto). Sem execução (produto, canal, escala), “inovação” é apenas literatura de conferência. Palavras-chavão prosperam onde faltam métricas e sobra vaidade. O país não precisa de mais “inovação” dita: precisa de mais inovação feita. Inovação: a Palavra-Perfume e a Arte de Transformar Ideias em Valor Em Portugal, “inovação” é frequentemente uma palavra de cerimónia: entra no discurso, tira fotografia, recebe aplauso e desaparece antes de chegar ao mundo real. A inovação verdadeira, essa, tem uma característica rara: paga contas. I — O país dos…
- Burocracia, Corrupção, Crime Organizado, Democracia e Sociedade, Ensaios, Ensino 3.0, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, Produtividade e inovação
A Europa Continua Igual a Si Própria: a produtividade não morre de ‘preguiça’, morre de má gestão
BOX DE FACTOS O problema: produtividade europeia persistentemente fraca, sobretudo face aos EUA, mesmo após choques e “planos”. A tese: não é só tecnologia ou horas — é qualidade de gestão, execução, incentivos e capacidade de fazer acontecer. O sintoma: sectores inteiros estagnam; empresas pouco produtivas sobrevivem; a renovação (entrada/saída) é lenta. O agravante: envelhecimento demográfico e pressão sobre finanças públicas reduzem margem para erro e adiam decisões difíceis. O risco: uma Europa “bem-intencionada” mas lenta — e, por isso, cada vez menos determinante. A Europa Continua Igual a Si Própria “Há um tipo de pobreza que não vem da falta de recursos, mas da falta de método. E há…
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Portugal, o País do PowerPoint: riqueza adiada, oportunidades perdidas
BOX DE FACTOS Portugal fala muito de inovação, mas foge do risco real da indústria: certificação, qualidade, garantia, cadeia de fornecimento. Há procura gigantesca por produtos físicos: energia (solar+baterias), água (RO), sensores, equipamentos clínicos, integração doméstica/industrial. O custo invisível: anos de talento desviados para apresentações, candidaturas, “pilotos” e “MVPs” que nunca se transformam em produto. A oportunidade perdida: valor acrescentado, exportação, emprego técnico, soberania industrial e resiliência económica. Portugal, o País do PowerPoint: riqueza adiada, oportunidades perdidas “Há países que medem progresso em protótipos e exportações. Nós medimos em pitch decks, eventos e promessas. E depois perguntamos, com ar inocente, porque não há riqueza.” Há um vício nacional que se…
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Ser Humano na Era da IA: coragem, destruição criativa e a arte de simplificar sem mentir
BOX DE FACTOS IA amplifica tudo: produtividade, criatividade, mas também erro e ilusão de certeza. Complexidade não se “vence”: aprende-se a modelar, a decidir por camadas e a medir efeitos. Inovação disruptiva não é polir o velho: é substituir o mapa quando ele já mente. Destruição criativa é abrir espaço ao novo com método — não com vandalismo. Simplificar é destilar sem falsificar: cortar ruído, não cortar realidade. Coragem é a competência invisível: sustentar a mudança quando o ambiente pede conformismo. Ser Humano na Era da IA: coragem, destruição criativa e a arte de simplificar sem mentir A IA escreve depressa. O mundo muda depressa. Mas a pressa não é…
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A IA não tira empregos — tira desculpas
BOX DE FACTOS A IA não rouba só tarefas: rouba o teatro e encurta o caminho entre “parecer” e “ser”. O medo da IA é real: uma fatia relevante de trabalhadores declara-se preocupada e/ou esmagada pela mudança. O mercado pede mais “humano”: pensamento analítico, criatividade, resiliência, liderança e aprendizagem contínua sobem de valor. Há um risco perverso: a “miragem de falsa mestria” — produzir sem compreender, decidir sem saber porquê. O futuro decide-se numa frase: ou a IA serve a dignidade do trabalho… ou serve a economia do disfarce. A IA Não Rouba Lugares: Rouba Disfarces — e Expõe a Mediocridade A cada salto da IA, cai um verniz.…
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A Ucrânia fez indústria com o fogo na pele — Portugal continua a fazer desculpas com gravata
BOX DE FACTOS Em guerra, a Ucrânia industrializou a urgência: prototipa, testa, falha e corrige a um ritmo que a paz burocrática raramente permite. Drones no topo: interceptores e soluções de baixo custo tornaram-se peça central na defesa aérea e na modernização industrial. Exportação em horizonte: Kiev começou a abrir a porta a vendas externas e a “centros” de exportação na Europa. Europa muda de marcha: capital de risco e fundos ligados à NATO apostam em defesa “escala, rapidez e preço”. Portugal: em 50 anos, continua preso a uma economia de licenças, intermediação e “projectos” sem fábrica. A Ucrânia fez indústria com o fogo na pele — Portugal continua a…
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Portugal e o Ensino da Iliteracia: Quando a Escola Falha e a Internet Abre as Portas
BOX DE FACTOS Tese central: um sistema de ensino degradado forma cidadãos para a iliteracia funcional. Consequência: um país com menos pensamento crítico torna-se presa fácil do ruído, do favor e da manipulação. Alternativa real: e-learning e recursos abertos com qualidade global — sem pedir licença ao conformismo. Ideia-chave: quando a escola falha, a responsabilidade passa a ser do indivíduo: estudar é um acto de soberania. Base: texto original (17 Agosto 2013), revisto e actualizado. Portugal e o Ensino da Iliteracia “Quando a escola deixa de formar pensamento, passa a fabricar obediência. E um povo que desaprende a pensar é um povo que aprende a ajoelhar.” Portugal não tem apenas…
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Democracia 3.0: Da Urna à Soberania em Tempo Real
BOX DE FACTOS Democracia 1.0: representação por mandato longo; participação episódica; grande distância entre eleitor e decisão. Democracia 2.0: participação e deliberação (orçamentos participativos, consultas, assembleias de cidadãos), muitas vezes sem efeito vinculativo. Democracia 3.0: democracia directa com deliberação, verificação e auditoria — participação com impacto real ao longo do ciclo da política pública. Risco central: sem salvaguardas, a democracia directa degrada-se em plebiscitarismo emocional e manipulação algorítmica. Chave do sucesso: deliberação antes da decisão, identidade robusta, auditoria independente, inclusão e transparência. Democracia 3.0: Da Urna à Soberania em Tempo Real A democracia nasceu para um mundo lento. Mas o mundo acelerou — e a soberania ficou presa a um…
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Burocracia Tecnológica: o Estado Digital que herdou o labirinto do papel
BOX DE FACTOS A OCDE reporta que muitos países já têm sistemas de interoperabilidade, mas a adopção efectiva continua limitada. Na UE, o OOTS (Once-Only Technical System) foi criado para permitir troca de dados entre administrações, evitando pedidos repetidos ao cidadão. O Reino Unido institucionalizou princípios de desenho centrado no utilizador e “resolver o problema inteiro”, não apenas digitalizar um formulário. O caso estónio (X-Road) mostra que interoperabilidade com base aberta e governação consistente reduz fricção e acelera serviços. Sem redesenho de processo e de responsabilidade, digitalização vira “burocracia em ecrã”. Burocracia Tecnológica: o Estado Digital que herdou o labirinto do papel Digitalizámos o balcão, não o serviço. O formulário…





























