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A Logística — a Deusa Oficial do Estado Português
BOX DE FACTOS Frase do dia: “Geradores europeus não fariam diferença; a nossa dificuldade é a logística.” Tradução simultânea: “Há soluções, mas nós não chegamos lá… porque… bom… porque não.” Estado da Nação: eficiência na desculpa, lentidão na acção. Unidade de medida oficial: 1 Logística = 1 ano de atraso + 3 conferências de imprensa. A Logística — a Deusa Oficial do Estado Português “Em Portugal, quando a realidade bate à porta, o Governo abre a janela e atira-lhe um palavrão técnico:logística.” Há países que têm ministérios. Portugal tem incantações. Em vez de planos, há mantras. Em vez de execução, há explicações. E quando a coisa aperta — quando o…
- Banalidade do mal extremo, Burocracia, Manipulação da verdade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
A Verdade que Incomoda: Memória Vivida, Regime Julgado e a Pobreza que Ficou
BOX DE FACTOS Tema: distinção entre memória pessoal e julgamento político do Estado Novo. Posição: rejeição da propaganda simplista — do passado e do presente. Comparação central: pobreza e desigualdade antes e depois de 50 anos de democracia. Tese: a verdade histórica não cabe em slogans e continua a ser temida. A Verdade que Incomoda Memória Vivida, Regime Julgado e a Pobreza que Ficou Não absolvo o regime. Mas também não aceito a mentira confortável. A minha memória não é propaganda — é vivência. E a verdade não tem medo de ser complexa. Vou ser directo, porque a honestidade exige clareza. Ao contrário do que a propaganda actual quer fazer…
- Cidadania, Ciência, Collective Intelligence, Democracia e Sociedade, Filosofia, Inovação, Literacia, Partilha, Política, Team Collaboration, Utopia
Fui Feliz sem Saber — A Minha Infância com Mundo (e a Biblioteca que Nasceu em Silêncio)
BOX DE FACTOS Género: memória autobiográfica, lírica e reflexiva. Tempo: infância e juventude em Belmonte e arredores, junto à natureza e às gentes simples. Escola/Liceu: leitura intensa como disciplina íntima; formação de uma biblioteca pessoal. Ideia central: ter sido feliz “sem saber” não absolve a História — apenas explica a vida imediata. Fui Feliz sem Saber — A Minha Infância com Mundo (e a Biblioteca que Nasceu em Silêncio) Fui feliz naquela época longínqua — e nem sequer sabia. Não porque a História fosse boa, mas porque a minha vida imediata era feita de terra, água, noite, silêncio, livros e liberdade física. A criança não vive em ideologias. Vive em…
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Epstein e a Realeza: Anatomia de uma Estranheza que o Poder Insiste em Normalizar
BOX DE FACTOS Contexto: novos documentos voltam a associar Jeffrey Epstein a figuras de casas reais europeias, reactivando um debate antigo sobre proximidade, poder e escrutínio. Natureza das ligações: contactos sociais, convites, trocas de mensagens e presença em círculos de elite — não imputações criminais directas. Impacto: dano reputacional, questionamento público e renovada atenção mediática. Tese: o caso revela menos sobre crimes concretos e mais sobre a arquitectura social do poder e a sua resistência à vigilância. Epstein e a Realeza: Anatomia de uma Estranheza que o Poder Insiste em Normalizar O espanto não está na existência de contactos. Está na recorrência com que o poder os trata como acidentes…
- Banalidade do mal extremo, Burocracia, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, País de Desigualdades e Injustiça
A Matemática da Misericórdia: 1.075€ ‘afinal’ vezes 12 — e a tempestade que não espera por correcções
BOX DE FACTOS Montante: apoio de 1.075€ para agregados em situação de carência pode ser mensal e pago até 12 meses (máximo 12.900€/ano), segundo a comunicação governamental corrigida. Âmbito: dirigido a situações de carência/perda de rendimentos, com avaliação e critérios (via Segurança Social). Ruído: houve “correcção” pública entre Governo/Ministério — no exacto momento em que as vítimas precisavam de certezas. Tese: numa calamidade, a falta de comando e clareza é a segunda tempestade — e essa é fabricada em gabinete. A Matemática da Misericórdia: 1.075€ “afinal” vezes 12 — e a tempestade que não espera por correcções Em Portugal, o desastre chega com chuva, vento e lama. A resposta oficial…
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Quando Todos Mandam, Ninguém Manda: Portugal e o Teatro da Calamidade
BOX DE FACTOS Problema: em cheias, incêndios ou sismos, Portugal cai recorrentemente em comando difuso e rivalidade institucional. Paradoxo: há heróis no terreno, mas excesso de chefias e interferência política; “coordenação” sem autoridade real. Tese: em calamidade nacional deve existir comando único efectivo, com cadeia clara e logística robusta. Proposta: activar comando operacional militar em nível máximo de emergência, integrando bombeiros e Protecção Civil numa estrutura única e auditável. Quando Todos Mandam, Ninguém Manda: Portugal e o Teatro da Calamidade Em Portugal, a calamidade tem uma coreografia antiga: chega o caos, abrem-se microfones, alinham-se chefias, multiplicam-se ordens contraditórias — e o tempo, que é vida, perde-se em vaidades. No terreno,…
- Banalidade do mal extremo, Burocracia, Corrupção, Crime Organizado, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
A Avença do Vazio: 25.000 euros por mês e o país sem relatórios
BOX DE FACTOS Notícia: em tribunal, um ex-secretário de Estado dos governos de José Sócrates confirmou uma avença mensal de 25.000 euros com uma empresa ligada a Carlos Santos Silva. Forma: alega prestação de aconselhamento verbal com base em fontes abertas, sem produção de relatórios ou entregáveis formais. Impacto: mesmo sem julgamento moral imediato, a combinação valor elevado + informalidade + ausência de documentação é um gatilho de desconfiança pública. Questão central: numa democracia, o que não deixa rasto não pode ser auditado — e o que não pode ser auditado corrói a confiança. A Avença do Vazio: 25.000 euros por mês e o país sem relatórios Há consultorias caras.…
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Os Centros de Dados e o Novo Colonialismo: Portugal 2030–2035 entre a factura e a soberania
BOX DE FACTOS Ideia-força: centros de dados podem ser infra-estruturas “extractivas”: consomem electricidade e água, geram poucos empregos directos e deslocam o valor para fora. Condição para ganhar: soberania algorítmica: governar dados, software, auditoria e regras — não apenas licenciar betão. Risco paralelo: stablecoins: privatização da moeda e instabilidade sistémica, com poder monetário a fugir ao espaço público. Panorama: 2030–2035 será a década em que Portugal escolhe entre “periferia de luxo” e “hub soberano”. “Os centros de dados são o novo colonialismo” — e Portugal tem de decidir se quer ser tomada eléctrica ou co-autor do futuro A nuvem não é vapor. É metal, cabos, água, quilowatts e disciplina. Se…
- Artificial Intelligence, Democracia e Sociedade, Inovação, Produtividade e inovação, Soberania Digital
Se Eu Fosse Primeiro-Ministro : Calamidade Não Se Anuncia — Executa-se
BOX DE FACTOS Uma calamidade prolongada exige comando único, meios no terreno e metas públicas. O essencial nas primeiras 72 horas: abrigo, alimentação, energia, acessos, saúde, segurança e comunicação. Reconstrução começa com o básico: telhados provisórios, remoção de destroços, restauro rápido de serviços. Transparência não é luxo: é condição para confiança e para evitar a “indústria do ajuste directo”. Se Eu Fosse Primeiro-Ministro: Calamidade Não Se Anuncia — Executa-se Eu não faria conferências. Eu faria telhados. E só depois falaria — com números, prazos e obra feita. Imaginemos que, por um instante, eu era Primeiro-Ministro de Portugal e o centro do país estava sob calamidade, destroços, casas abertas ao céu…
- Assalto a "coisa pública", Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
O ‘Ordenado do Mês Passado’: A Frase Que Expõe o Estado-Aviso
BOX DE FACTOS Em contexto de calamidade, o Governo anunciou apoios e mecanismos de resposta. Persistem atrasos e fragilidades na resposta imediata no terreno, segundo relatos e debate público. Uma frase atribuída a um membro do Governo (“usem o ordenado do mês passado”) gerou indignação pela falta de empatia. O “Ordenado do Mês Passado”: A Frase Que Expõe o Estado-Aviso Quando a casa não tem telhado, o Estado não pode oferecer conselhos de orçamento. Tem de oferecer telhado. E já. Há frases que não são “infelizes”. São reveladoras. Não tropeçam na língua: tropeçam na moral. E quando, em plena calamidade, se sugere às vítimas que “usem o ordenado do mês…





























