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Montenegro, o Futebol e a Difícil Arte de Governar Portugal
Montenegro, o Futebol e a Difícil Arte de Governar Portugal Crónica crítica sobre comunicação política, governação frágil e o velho vício português de confundir entusiasmo patriótico com liderança de Estado Crónica da autoria de Augustus Veritas, para Fragmentos do Caos. O primeiro-ministro em modo comentador desportivo Luís Montenegro tem uma qualidade rara na política portuguesa: quando fala da Selecção Nacional, de Cristiano Ronaldo e da mística do futebol, parece quase convincente. Há entusiasmo, há emoção, há pátria em camisola, há aquela vibração nacional que permite a qualquer governante parecer momentaneamente profundo enquanto fala de um canto, de um penalty ou de um avançado que nunca desiste. O problema começa quando…
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Portugal : A Justiça que tarda, falha e ainda manda a conta ao povo
A Justiça que tarda, falha e ainda manda a conta ao povo Portugal continua a dizer-se uma democracia. O problema é que uma democracia não se mede apenas pelas eleições, pelas cerimónias e pelos discursos solenes. Mede-se pela coragem de julgar o poder. Nota de abertura: Quando a justiça falha, quando ninguém é responsabilizado, quando os processos se arrastam durante anos e quando a conta final chega sempre ao mesmo destinatário — o contribuinte — já não estamos apenas perante um problema judicial. Estamos perante uma crise democrática. Portugal continua a dizer-se uma democracia. E formalmente é. Tem eleições, tribunais, Parlamento, Constituição, partidos, discursos solenes, cerimónias com bandeiras e aquelas…
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Os Melhores do Mundo no Campeonato da Mediocridade
Fragmentos do Caos | Crónica Política Os Melhores do Mundo no Campeonato da Mediocridade Artigo crítico sobre o patriotismo de cartolina, a ilusão nacional e o país real que continua a empobrecer Há uma frase que regressa ciclicamente à vida pública portuguesa como uma música pimba em festa de concelho: “somos os melhores do mundo”. Marcelo Rebelo de Sousa já tinha dito, em 2019, que os portugueses eram “os melhores dos melhores do mundo”, num discurso em Braga, durante a inauguração da ampliação da Bosch Car Multimedia. A frase foi registada pela RTP, no mesmo momento em que o Presidente admitia que ainda havia “muito mais” a fazer pela qualificação…
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A Constituição como Decoração Jurídica: o país que promete direitos e entrega incumprimento
A Constituição como Decoração Jurídica: o país que promete direitos e entrega incumprimento Portugal celebra a Constituição com discursos solenes, mas demasiadas vezes deixa os seus direitos morrerem na fila de espera, no processo judicial sem fim, na casa impossível, no salário baixo e na pobreza administrada. Nota de abertura: António José Seguro disse uma frase que devia incomodar todos os poderes da República: a frustração que muitos portugueses sentem não é da Constituição, é do seu incumprimento. A frase é certa. Mas, em Portugal, dizer coisas certas é quase uma modalidade recreativa. O problema começa quando é preciso fazê-las cumprir. A Constituição da República Portuguesa é um daqueles documentos…
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Porque a Inteligência Artificial Precisa de Filósofos
Fragmentos do Caos · FC-Chronic-News Porque a Inteligência Artificial Precisa de Filósofos A técnica responde ao “como”. A filosofia pergunta “para quê”. E talvez seja precisamente essa pergunta que impeça a IA de se transformar numa máquina muito eficiente para repetir os erros humanos em escala industrial. Por Aletheia Veritas · Para Fragmentos do Caos A Inteligência Artificial tornou-se a nova fronteira tecnológica da humanidade. Está nas empresas, nos hospitais, nas universidades, nos tribunais, nos sistemas de vigilância, nos motores de busca, nas escolas, nas guerras, nas redes sociais e, inevitavelmente, nas apresentações de PowerPoint onde se promete revolucionar tudo até ao próximo trimestre. Mas há uma pergunta perigosamente ausente…
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O País em Chamas: crónica de um crime contra a nação
O País em Chamas: crónica de um crime contra a nação Portugal arde todos os anos. Não por surpresa, nem por fatalidade, mas porque o território foi deixado combustível, a prevenção foi transformada em discurso e a responsabilidade evaporou-se no fumo. Nota de abertura: Um incêndio pode ser tragédia. A repetição anual da mesma tragédia, década após década, com milhares de hectares ardidos, populações em sobressalto, bombeiros exaustos, ajuda estrangeira e governantes a falar em prontidão, já não é apenas tragédia. É falhanço estrutural. É desleixo institucional. É crime moral contra a nação. Portugal arde todos os anos. Não arde por surpresa. Não arde por fatalidade. Não arde porque o…
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Se Jorge de Sena visse esta democracia capturada!
Se Jorge de Sena visse esta democracia capturada Portugal não era apenas governado por regimes; era muitas vezes governado por mentalidades. E as mentalidades, essas, sobrevivem a revoluções, constituições, partidos e discursos. Nota de abertura: Esta crónica não pretende imitar Jorge de Sena, porque transformar um escritor dessa grandeza num boneco de ventríloquo literário seria uma pequena indecência, muito ao gosto das épocas que dizem venerar os grandes mortos enquanto ignoram os vivos incómodos. O que aqui se procura é outra coisa: convocar, perante a democracia portuguesa capturada por interesses, clientelas e mediocridade organizada, o eco da sua severidade moral, da sua inteligência ferida e da sua relação amarga com…
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Gerações com Diploma, Mas Sem Bússola: A Infantilização Cívica no Declínio das Democracias
BOX DE FACTOS Segundo a OCDE, em Portugal, a proporção de jovens dos 25 aos 34 anos com ensino superior subiu de 38% em 2019 para 43% em 2024. A mesma OCDE assinala que Portugal continua abaixo da média da OCDE em qualificação superior adulta, apesar do progresso recente. Nos resultados PISA 2022, os alunos portugueses ficaram perto da média da OCDE em matemática, leitura e ciência, mas os resultados baixaram face a avaliações anteriores. A OCDE indica também que 46% dos adultos portugueses entre os 25 e os 64 anos têm competências de literacia no nível 1 ou abaixo, acima da média da OCDE. A Freedom House registou em…
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A Banca Tradicional e a Árvore das Patacas: Quando a Mediocridade Descobre a Concorrência Digital
BOX DE FACTOS O Banco de Portugal indicou que, no 3.º trimestre de 2025, o sistema bancário português mantinha elevada rendibilidade, com ROA de 1,35%. Segundo dados sectoriais divulgados pela imprensa económica, a banca portuguesa encerrou 801 agências e reduziu cerca de 3.700 trabalhadores em cinco anos. Desde 2013, a rede bancária portuguesa reduziu fortemente o número de balcões, reflectindo reestruturação, digitalização e alteração dos hábitos dos clientes. A Revolut indicou ter 2,3 milhões de clientes em Portugal e objectivo de chegar a 2,5 milhões em 2026. O banco digital quer crescer em produtos de poupança e, no futuro, entrar também em áreas tradicionalmente dominadas pela banca clássica, como o…
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Portugal com Futuro: a revolução simples de pôr os competentes a governar
Portugal com Futuro: a revolução simples de pôr os competentes a governar Portugal ainda pode ter futuro. Mas não será por milagre, nem por decreto, nem por mais um plano estratégico adormecido numa gaveta. Será quando o país retirar poder a quem falha e o entregar a quem sabe produzir resultados. Nota de abertura: O futuro de Portugal não depende de mais promessas. Depende de uma ruptura moral: retirar poder a quem falha, promover quem entrega resultados e transformar a competência numa regra de governação, gestão e liderança. Portugal ainda pode ter futuro. A frase parece quase uma provocação, porque durante demasiadas décadas o país fez tudo para a desmentir…


























