Democracia e Sociedade
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Combustíveis em Portugal: quando o depósito financia o Estado
BOX DE FACTOS Em Julho de 2008, o Brent atingiu cerca de 145,66 USD por barril. Nessa altura, o gasóleo em Portugal rondava cerca de 1,42 €/litro, não 1 euro. Na semana de 16 a 22 de Março de 2026, a ERSE apontou para um preço eficiente do gasóleo de 2,044 €/litro. O peso fiscal do gasóleo em Portugal rondou 51% no 3.º trimestre de 2025 e chegou a 56% no 4.º trimestre de 2024. O consumidor não paga apenas crude: paga refinação, logística, reservas, biocombustíveis, margens e impostos. Combustíveis em Portugal: quando o depósito financia o Estado O cidadão olha para o preço do barril e julga que está…
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Portugal: Reguladores de Papel, Predadores Reais
BOX DE FACTOS A OCDE sublinha que concorrência efectiva e boa regulação tendem a gerar preços mais baixos, mais escolha e mais inovação para os consumidores. Em 2025, a Reuters noticiou que as coimas de 225 milhões de euros aplicadas a 11 bancos no processo de cartelização do crédito à habitação foram anuladas por prescrição. A ERSE dispõe de poderes formais sobre tarifas e preços no sector eléctrico, mas isso não elimina a percepção de fragilidade dos consumidores face aos grandes operadores. O caso das barragens da EDP tornou-se símbolo da promiscuidade entre engenharia fiscal agressiva, poder económico e impotência pública. Mesmo quando o Estado investiga, sanciona ou escrutina, a…
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A idolatria não desapareceu com a modernidade
BOX DE FACTOS A idolatria não desapareceu com a modernidade; apenas mudou de objectos e de linguagem. Deuses, celebridades, futebolistas, líderes e influenciadores podem cumprir a mesma função simbólica de submissão. Uma sociedade tecnologicamente avançada pode continuar espiritualmente infantil. Admirar é saudável; endeusar é abdicar do juízo crítico. A idolatria favorece sempre algum poder, porque distrai, emociona e domestica. A Idolatria: A Doença Antiga da Humanidade A modernidade trocou os altares, mas não curou a velha doença de ajoelhar. Há doenças do corpo, há doenças da alma, e há doenças da civilização. A idolatria pertence a esta última categoria. É uma enfermidade antiga, persistente, adaptável, insinuante. Muda de nome, de…
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A Humanidade perante o Enigma
O Homem Diante do Enigma BOX DE FACTOS Os grandes problemas da existência não testam apenas a inteligência; testam o carácter. O enigma obriga o ser humano a sair da rotina mental e do conforto das respostas prontas. A verdadeira grandeza humana nasce da coragem de persistir diante do desconhecido. As civilizações avançam menos por certezas herdadas do que por perguntas fundadoras. Numa época saturada de opiniões instantâneas, pensar a sério tornou-se um acto de resistência. O enigma tem uma função quase sagrada: humilha a arrogância e acorda a inteligência. Há momentos em que o ser humano se vê frente a frente com aquilo que não domina, não compreende e…
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A Escola no Tempo da Inteligência Artificial
BOX DE FACTOS A UNESCO alerta que a rápida evolução da inteligência artificial está a ultrapassar os debates políticos e os enquadramentos regulatórios na educação. O Fórum Económico Mundial identifica a IA e os dados, a literacia tecnológica, o pensamento analítico e a criatividade entre as competências em maior crescimento até 2030. A OCDE defende o alargamento do acesso a aprendizagem de qualidade desde a infância até à idade adulta, com forte ênfase em literacia, numeracia e resolução adaptativa de problemas. O FMI sublinha que as escolhas de política pública e a preparação de competências determinarão quem beneficia e quem ficará para trás na revolução da IA. Portugal não pode…
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Finlândia, 1950: o frio, a pobreza e a disciplina que forjaram um país
BOX DE FACTOS Em 1950, a Finlândia ainda vivia sob o peso brutal do pós-guerra e das reparações impostas à União Soviética. Cerca de 400 mil deslocados da Carélia tiveram de ser reassentados dentro do país. A Finlândia era ainda uma sociedade marcada pela ruralidade, pela sobriedade e pelo esforço de reconstrucção. Politicamente, preservou a democracia, mas sob prudência extrema face ao poder soviético. Portugal, no mesmo ano, vivia também na pobreza — mas dentro da imobilidade autoritária do Estado Novo. Finlândia, 1950: o frio, a pobreza e a disciplina que forjaram um país A Finlândia de 1950 não era ainda o postal nórdico da prosperidade serena. Era uma nação…
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Ainda a Reforma Dourada da Democracia de Castas
Os Factos Santos Pereira afirmou na imprensa que a reforma antecipada de Mário Centeno “não custa um cêntimo aos contribuintes” e que, pelo contrário, o Banco de Portugal até poupará cerca de 2,2 milhões de euros com o acordo. A frase, porém, mais do que esclarecer, expõe a arrogância tecnocrática de um sistema que julga poder transformar privilégio em virtude apenas porque o embrulha em contabilidade e linguagem institucional. O mais inquietante neste episódio não é apenas o valor, nem sequer o mecanismo técnico invocado para o justificar. O mais inquietante é a leviandade moral com que se tenta apresentar ao País uma reforma dourada como se fosse um acto…
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Cinquenta Anos Depois: Já Não Basta Culpabilizar o Estado Novo
BOX DE FACTOS O Estado Novo foi um regime autoritário, repressivo e censor, responsável pelo atraso político, educativo e económico de Portugal. Portugal recebeu, ao longo das décadas da integração europeia, volumes muito significativos de fundos comunitários. Apesar disso, o País continua abaixo da média da União Europeia em PIB per capita em paridade de poder de compra. A produtividade portuguesa mantém fragilidades estruturais assinaladas por organismos internacionais. A corrupção e o compadrio continuam a degradar a qualidade institucional e a confiança pública. Ao fim de mais de meio século, a democracia já não pode esconder as suas falhas atrás do fantasma de Salazar. Cinquenta Anos Depois: Já Não Basta…
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Portugal : Quando a Universidade Premia a Mediocridade
BOX DE FACTOS O texto de Álvaro Rocha denuncia a legitimação institucional de avaliações académicas distorcidas. O contraste entre índices H muito díspares entre avaliadores e avaliados expõe um problema estrutural. A endogamia académica em Portugal está documentada em literatura científica. A Europa insiste em recrutamento aberto, transparente e baseado no mérito. Quando a excelência é punida dentro da universidade, o país inteiro perde capacidade de futuro. Quando a Universidade Premia a Mediocridade Há textos que não acariciam o país — acordam-no à bofetada. E, por vezes, uma instituição que devia produzir futuro acaba apenas a homologar a sua própria decadência. Há textos que não acariciam o país — acordam-no…
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Portugal Ainda Pode Erguer-se
BOX DE FACTOS Portugal não está morto: está bloqueado por décadas de mediocridade política, cultural e institucional. O país conserva talento, inteligência, capacidade técnica, criatividade e localização estratégica para voltar a crescer com ambição. O maior obstáculo não é a falta de recursos: é a normalização da pequenez, da dependência e do facilitismo. Sem regeneração da classe política e sem exigência da sociedade civil, a decadência continuará a vestir-se de estabilidade. Mas se a mediocridade foi cultivada, a excelência também pode ser construída — com coragem, exigência e visão nacional. Portugal Ainda Pode Erguer-se O problema de Portugal nunca foi a falta de alma. Foi a longa domesticação dessa alma…





























