Política Internacional
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Odessa Ficou Dentro de Mim
Crónica autobiográfica e humanista sobre a leitura de Contos de Odessa na adolescência, a construção de uma consciência intelectual e a admiração pelo povo ucraniano na sua luta pela liberdade contra a invasão russa.
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Quando a rua fala e o poder escuta
Em plena guerra, protestos contra a remodelação militar ucraniana produziram uma mudança rápida no comando das Forças Armadas. Uma reflexão sobre escuta democrática, responsabilidade política e o contraste com a cultura governativa portuguesa.
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A Europa à Venda
A Europa não domesticou Putin. Putin estudou-lhe a dependência energética, a fragmentação política, a permeabilidade ao dinheiro e a hesitação perante assassínios, sabotagens e operações de guerra híbrida.
- Democracia e Sociedade, Manipulação da verdade, Mediocridade, Política Internacional, Sociedade e politica
Reino Unido: a tribo por cima da nação — quando a política vira identidade e a identidade vira faísca
BOX DE FACTOS Percepção de divisão em máximos: 84% dizem que o Reino Unido “se sente dividido” (King’s College London / Policy Institute). Divisão percebida como perigosa: 85% vêem o país como dividido; 55% acham as diferenças políticas perigosas para a sociedade (Ipsos). Confiança no governo baixa: 27% reportam confiança alta ou moderada no governo nacional (OCDE, dados de 2023). Conflito visível em indicadores: crimes de ódio registados e componentes religiosos/raciais com variações relevantes (Governo do Reino Unido). O risco maior: a política deixa de ser debate e passa a ser pertença — e a pertença, quando ferida, não argumenta: reage. Reino Unido: a tribo por cima da nação —…
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Os ‘Corajosos’ Dirigentes Russos: bravura de Telegram, prudência de gabinete
BOX DE FACTOS Personagem: Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança russo, voltou a atacar o Ocidente com retórica teatral. Momento: reacções russas aos ataques EUA/Israel ao Irão (fim de Fevereiro de 2026), com acusações de “negociações-cobertura”. Padrão: bravata pública, ameaça e sarcasmo — seguidos de apelos à “responsabilidade” quando o risco aumenta. Função: manter o público em modo “cerco”, justificar rigidez e projectar culpa para fora. Os “Corajosos” Dirigentes Russos Há coragem que se mede pelo risco assumido. E há “coragem” que se mede pela distância ao risco — escrita a quente, mas sempre a partir de um lugar seguro. Há homens que enfrentam tempestades. E há homens que…
- Banalidade do mal extremo, Burocracia, Corrupção, Crime Organizado, Democracia e Sociedade, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, Política Internacional
Quando os Bons Cantam Hinos, o Mal Escreve a História
BOX DE FACTOS A apaziguamento nos anos 30 foi, em muitos estudos e memórias institucionais, considerado um fracasso: não evitou a guerra, e deu tempo ao agressor. (USHMM / IWM) O Acordo de Munique (30 Set 1938) permitiu a anexação alemã dos Sudetas, símbolo máximo de concessão ao agressor. (Britannica) Em Rwanda (1994), uma investigação independente concluiu que o genocídio foi uma falha do sistema ONU como um todo, com falta de meios e vontade política. (ReliefWeb/ONU) Em Srebrenica (1995), relatórios e análises apontam falhas graves na protecção de civis e na resposta internacional. (Human Rights Watch) No direito dos conflitos armados, há uma ideia desconfortável mas essencial: a obrigação…
- Banalidade do mal extremo, Burocracia, Corrupção, Crime Organizado, Democracia e Sociedade, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, Novas formas domesticar opiniões, Política Internacional, Totalitarismo
Para Que Nunca Mais — Holocausto: História Documental e Ensaio sobre a Máquina do Esquecimento
BOX DE FACTOS Antes de 1933, o antissemitismo já existia há séculos na Europa, em formas religiosas, sociais e políticas. Após 1918, a Alemanha viveu derrota, humilhação, instabilidade e polarização; o ressentimento tornou-se combustível. Crises económicas e medo social aceleram a procura de “culpados simples” para problemas complexos. Ideologias totalitárias prosperam quando prometem ordem rápida, identidade rígida e um inimigo conveniente. O Holocausto não começou em Auschwitz; começou na forma como uma sociedade foi treinada a olhar para o outro. Para Que Nunca Mais Livro — História Documental e Ensaio sobre a Máquina do EsquecimentoA Semente Antes da Tempestade O horror não aparece do nada: ele germina. E germina melhor…
- Banalidade do mal extremo, Burocracia, Elites patéticas, Filosofia, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, Política Internacional
A Amnésia do Século: Porque a Humanidade Insiste em Não Aprender com a História
BOX DE FACTOS A História não falha; falha a nossa relação com ela: reduzimo-la a datas, slogans e vitrines sem mecanismo. O esquecimento é um produto: pode ser fabricado por propaganda, algoritmos, interesses instalados e cansaço social. Memória colectiva não é arquivo: é um processo social, moldado por repetição, narrativa e poder. Educação histórica útil é a que ensina padrões (desumanização, bode expiatório, captura institucional), não apenas cronologias. Prevenir atrocidades exige mais do que “lembrar”: exige políticas de educação, literacia e instituições que resistam ao delírio. A Amnésia do Século: Porque a Humanidade Insiste em Não Aprender com a História Há um velho truque no teatro humano: fingir que o…
- Assalto a "coisa pública", Banalidade do mal extremo, Corrupção, Crime Organizado, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, Política, Política Internacional, Totalitarismo
A Democracia como Cenário: quando a Civilização troca Consciência por Espectáculo
BOX DE FACTOS Declínio democrático: múltiplos relatórios internacionais descrevem uma tendência persistente de erosão de direitos, representação e freios institucionais. Crise de confiança: a confiança nos governos permanece baixa e ligada à percepção de justiça, integridade e capacidade de entrega. Concentração de riqueza: a acumulação de riqueza reforça desigualdade e influência política, pressionando o contrato social. Iliteracia funcional: quedas recentes em desempenho escolar e literacia fragilizam a cidadania crítica e aumentam vulnerabilidade à propaganda. Risco civilizacional: quando a política vira teatro e a ética vira decoração, a queda não é um evento — é um processo. A Democracia como Cenário: quando a Civilização troca Consciência por Espectáculo Há um instante…
- Banalidade do mal extremo, Crime Organizado, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, Política Internacional
A Europa e os ‘cavalos de troia’ de Putin
BOX DE FACTOS O padrão: aquisição de imóveis discretos (casas de férias, armazéns, edifícios devolutos) junto a bases militares e infra-estruturas críticas. O objectivo provável: apoio a operações híbridas (vigilância, logística, sabotagem, “pontos de apoio” no terreno) sem levantar alarmes imediatos. A falha europeia: mercado aberto + burocracia lenta + dificuldade em identificar o beneficiário efectivo. Reacção concreta: Finlândia avançou para proibir/restringir compras por razões de segurança; outros países seguem o rasto. Resposta estrutural: a UE está a reforçar o quadro de triagem de investimento estrangeiro (FDI screening) para sectores sensíveis. A Europa e os Cavalos de Tróia: quando um telhado vale mais do que um batalhão “O perigo moderno…





























