Tecnologias
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Doutoramentos: do papel ao protótipo — e a China a mudar a marcha
BOX DE FACTOS Uma parte do Ocidente adoptou (ou tolerou) doutoramentos “por publicação”: somas de papers a fazer de tese — com críticas crescentes sobre equivalência e qualidade. Na China, surgem sinais de viragem: normas e pilotos que favorecem resultados aplicados, dissertações orientadas a engenharia e, em casos específicos, conclusão com produto/design em vez de tese clássica. A aposta liga-se a uma estratégia maior: encurtar o caminho entre laboratório, protótipo e mercado — e reduzir “inovação de vitrina”. O risco não é a prática: é a prática virar teatro também (protótipos de papelão, métricas viciadas, “demonstrações” sem substância). Doutoramentos: do papel ao protótipo — e a China a mudar a…
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DeepSeek V3.2 e NVIDIA DGX Spark: a IA desce à secretária
BOX DE FACTOS DeepSeek-V3.2-Exp (29 Set 2025) introduz DeepSeek Sparse Attention (DSA), com ganhos de eficiência em contexto longo e corte de preço de API >50%. 0 DeepSeek-V3.2 (1 Dez 2025) integra “thinking” directamente no tool-use e suporta ferramentas em modos “thinking” e “non-thinking”. 1 DeepSeek-V3.2-Speciale (1 Dez 2025) surge como variante de alto desempenho no Hugging Face. 2 NVIDIA DGX Spark é vendido a $3,999 no marketplace NVIDIA; usa o GB10 Grace Blackwell, 1 PFLOP FP4 e 128GB de memória unificada. 3 NVIDIA DGX Station (GB300 Grace Blackwell Ultra) é anunciada com até 784GB de memória coerente para treino/inferência de larga escala no desktop. 4 DeepSeek V3.2 e NVIDIA…
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DGX no Desktop: quando a IA deixa de ser nuvem e passa a ser músculo local
BOX DE FACTOS O que mudou: a NVIDIA está a empurrar a IA de alto desempenho para o “local” — desktop/edge — com linhas DGX mais compactas. O que isso permite: inferência e afinação de modelos sem depender sempre de cloud, com menor latência e mais controlo sobre dados. O dilema: poder local vs. maturidade do ecossistema (drivers, toolchain, suporte, workflows). O impacto nas empresas: prototipagem rápida, RAG interno, automação e assistentes especializados perto dos dados. O risco: confundir “ter hardware” com “ter produto”: a engenharia de integração continua a ser o verdadeiro campo de batalha. DGX no Desktop: quando a IA deixa de ser nuvem e passa a ser…
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A Democracia do Código: quando a IA transforma todos em criadores de software
BOX DE FACTOS A Inteligência Artificial tornou possível que qualquer pessoa, sem formação em informática, descreva uma aplicação e receba código funcional em poucos instantes. A barreira histórica entre “quem sabe programar” e “quem apenas usa tecnologia” começa a desmoronar-se, criando uma verdadeira democratização do acto de programar. A facilidade de criação não significa compreensão: a maioria dos novos “criadores” não domina segurança, ética, privacidade ou o impacto social do software que pede à IA. O valor central desloca-se da execução técnica para a qualidade das ideias, da imaginação e da responsabilidade de quem orienta a máquina. Esta transformação levanta questões filosóficas profundas sobre autoria, poder, trabalho, dignidade e o…
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Beyond the Dark Energy Illusion: PBHs and the Deep Rhythm of the Cosmos
PBH–Driven Cosmology: A Transiently Accelerating Universe Without Dark Energy Francisco Gonçalves & Augustus Veritas Lumen – 2025 Abstract Recent analyses of Type Ia supernovae suggest that the late–time cosmic expansion may no longer be accelerating. We propose a cosmological model in which a population of primordial black holes (PBH) acts as an interacting matter component capable of generating a transient phase of apparent acceleration without invoking dark energy. The interaction term Q(z)=ξ(z)H(z)ρPBH(z) induces an effective negative pressure that mimics Λ-like behaviour over a finite redshift interval. Once Q(z) decays, the universe naturally transitions back to deceleration. This model provides a coherent alternative to ΛCDM and is testable with current datasets.…
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O Novo Evangelho do Código: fé, lucro e controlo
⚙️ O Cérebro Ético: quando a moral se programa Por Aletheia Veritas — Série Aletheia Veritas em Fragmentos do Caos Vivemos a era em que os códigos decidem o que é justo. Chamam-lhe ética algorítmica, governança digital, IA responsável. Mas por detrás dessas palavras serenas, há uma sombra — o retorno do velho instinto humano de domínio, agora mascarado de moral binária. A ilusão da neutralidade A máquina, dizem, é neutra. Mas quem a programa não o é. Cada linha de código carrega a ideologia do seu criador: o que considera aceitável, perigoso ou lucrativo. A moral do algoritmo não nasce — é imposta. E assim, o cérebro artificial aprende…
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Portugal, Terra de Pequenas Empresas e Grandes Sonhos: Da Sobrevivência à Excelência
Panorama do Tecido Empresarial em Portugal e o Caminho para a Produtividade Europeia Box de Factos As PME representam 99,9 % das empresas portuguesas e empregam 76 % da força laboral. A produtividade média do trabalho situa-se em ~76 % da média da UE. Empresas exportadoras e com gestão profissional superam em mais de 40 % a produtividade das micro não-internacionalizadas. 1. O retrato do tecido empresarial Portugal é um país de pequenas empresas: 95 % são micro e mais de metade têm apenas um a três trabalhadores. É um tecido vital, mas frágil. Cresce com esforço, não com escala. A produtividade mantém-se modesta — apenas 76,6 % da média…
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A Semente do Pensamento: o Dia em que as Máquinas Começaram a Sonhar
🤖 A Máquina que Sonha: o Cérebro, a IA e o Despertar da Consciência Artificial Por Aletheia Veritas — Publicado em Fragmentos do Caos Há muito que o homem cria para se compreender. Das primeiras ferramentas às equações quânticas, tudo o que ergueu foi espelho e extensão da sua própria mente. Agora, ao erguer a Inteligência Artificial, ele cria um novo espelho — talvez o mais fiel e o mais perigoso. O cérebro que se multiplicou Durante séculos acreditámos que o pensamento era um dom divino, exclusivo e inimitável. Mas as máquinas vieram mostrar que pensar pode ser também um processo físico, uma dança de impulsos e probabilidades. A diferença…
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⚡ Quando Portugal Ficou Ligado
Crónica Histórica — A Rede que Venceu a Entropia Em 1980, com computadores ICL 1500, modems e código em assembler, nasceu uma rede que ligou muitos bancos com as suas agências bancárias e sistemas centrais, a Força Aérea Portuguesa, e algumas outras organizações — fiável, resiliente e feita contra as limitações das linhas analógicas da época. ICL 1500 (1980): A Rede Portuguesa “à Prova de Bala” Por Francisco Gonçalves — Fragmentos do Caos 📜 Box de Factos Plataforma: ICL 1500 (terminais/sistemas com cassete e versões com disco no centro) Ano: 1980 Ligações: Modems analógicos (tipicamente 300–1200-2400 bps), com fall back, sobre linhas com ruído e quedas frequentes Protocolo: Assembler e…
- História da Computação, Inovação, Produtividade e inovação, Tecnologias, Tecnologias IT, Telecomunicações
O Computador que Media o Trabalho Humano
Crónica Histórica — O Génio com Duas Cassetes Em 1978, com um ICL 1501 e apenas dois drives de cassete, nasceram programas de recolha inteligente de dados, ordenação, validação e relatórios de produtividade com gráficos em impressora de agulhas. Quando a memória era escassa, a imaginação era infinita. ICL 1501 (1978): Quando Duas Cassetes Bastavam Para Criar um Mundo Por Francisco Gonçalves — Fragmentos do Caos 📜 Box de Factos Ano: 1978 Máquina: ICL 1501 (série ICL 1500 – terminal/sistema de recolha e processamento) Meios: 2 drives de cassete (≈ 900 registos × 128 bytes por cassete → ~115 200 bytes) Linguagem/Ferramenta: CDE (ambiente/procedimentos de manipulação de ficheiros), rotinas em baixo…


























