Sociedade e politica
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O Código dos Mortos
"Somos programados para obedecer, não para pensar. Respiramos, votamos, trabalhamos — mas poucos ousam viver fora do código dos mortos. A liberdade começa onde a obediência cega termina." — Francisco Gonçalves
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A Arte de Bem Roubar em Portugal — Um livro que levanta o véu sobre o país dos espertos
Um livro corrosivo, lúcido e necessário. “A Arte de Bem Roubar em Portugal” expõe com humor e crítica feroz as entranhas de um país onde a corrupção se tornou hábito institucional.
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Crónica: O Teatro da Paz num Mundo de Abutres
Trump começa a recuar. As suas tarifas, anunciadas com a arrogância típica de um negociante de feira, revelam agora os efeitos perversos sobre o próprio mercado global. A retórica do “America First” colide com a realidade de uma economia interdependente, e até aliados internos, como Elon Musk, começam a sentir na pele os custos de alinharem com o populismo cego. Mas o problema não é só Trump. É o que ele representa: o desmantelamento progressivo da diplomacia americana, o abandono dos aliados europeus, a perversão das alianças estratégicas. Os EUA tornaram-se um país fragilizado, onde o sistema de freios e contrapesos parece encostado à parede, sem fôlego nem coragem. A…
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Crónicas da Ilusão Nacional – Episódio XXII: O Beato País do Comentário Eterno
Por Francisco Gonçalves – fragmentoscaos.eu Portugal entrou oficialmente em modo sacristia. Durante três dias — e a contar — fomos todos, por decreto mediático, convidados a ajoelhar perante os ecrãs e entoar loas ao falecido Papa Francisco. Não importa se és ateu, agnóstico, muçulmano ou apenas um cidadão exausto de tanta encenação — tinhas de assistir. Era obrigatório. Estava em todo o lado. Todos os canais. Todos os jornais. Todos os programas. Todos os políticos. Todos os comentadores. Todos os clérigos. Todos os ex-católicos reconvertidos à última hora. O Papa morreu. E com ele, morreu também a programação televisiva, a pluralidade editorial, e o direito de mudar de canal sem…
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Crónicas da Ilusão Nacional – Episódio XXI: A Televisão como Altares do Vazio
Por Francisco Gonçalves – fragmentoscaos.eu Vivemos tempos em que a televisão já não informa, não educa, não liberta. Limita-se a ocupar o espaço da consciência coletiva com ruído, como quem despeja areia nos olhos de um povo. Os canais públicos e privados tornaram-se púlpitos da mediocridade e instrumentos do adormecimento popular. Ontem, o país parou. Todos os canais – todos – renderam-se ao luto contínuo pela morte do Papa Francisco. O mesmo Papa que, apesar da sua postura progressista e humana, representava uma instituição arcaica, patriarcal e muitas vezes cúmplice com os grandes poderes. Durante 24 horas por dia, o ecrã transformou-se num altar. Repetições infinitas. Comentadores comovidos. Repórteres com…
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A Verdade Silenciada: O Mundo em Estado de Manipulação
Por Francisco Gonçalves I – A Verdade Tornou-se Inimiga Vivemos numa era paradoxal: temos acesso ilimitado à informação, mas nunca estivemos tão desinformados. A verdade tornou-se uma ameaça aos interesses instalados. Quem a busca é rotulado de radical, teórico da conspiração ou ingénuo. A mentira, pelo contrário, assumiu o centro do palco — sofisticada, repetida, legitimada. Os factos são distorcidos à medida da conveniência política e económica. Os media, em vez de serem o quarto poder, tornaram-se a extensão dos gabinetes de comunicação dos partidos, das empresas e dos lobbies. A narrativa não tem compromisso com a realidade — apenas com a sua utilidade estratégica. O jornalismo independente é minoria,…
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Quando a Ciência Vai na Frente e os Políticos Ficam na Penumbra: O Caso da Fusão Nuclear
Por Francisco Gonçalves “A ciência avança, silenciosa e luminosa. E os políticos? Ficam-se de boca aberta, pasmados, impotentes perante o novo que muda tudo.” I. Um Sol Artificial no Coração da Terra Em março de 2025, na cidade de Chengdu, no sudoeste da China, o reator experimental HL-3 deu um passo audaz rumo ao impossível: atingiu, simultaneamente, 117 milhões de graus Celsius nos eletrões e mais de 100 milhões nos iões — recriando assim, dentro de uma máquina em forma de donut (um tokamak), as condições do próprio Sol. Este feito, mais do que um marco científico, é uma declaração de intenções: a fusão nuclear deixou de ser um sonho…
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Europa no Fio da Navalha: Entre o Protecionismo Americano e a Abertura Chinesa
As novas tarifas anunciadas por Donald Trump são mais do que um erro económico interno: são um terramoto cujas ondas de choque se farão sentir em todo o planeta. E, como sempre, a Europa está no epicentro da turbulência sem ter provocado o sismo. A dependência comercial, tecnológica e estratégica da União Europeia em relação aos Estados Unidos torna-a vulnerável à imprevisibilidade de Washington. E quando essa imprevisibilidade toma a forma de protecionismo agressivo, a UE tem apenas duas opções: ajoelhar ou reposicionar-se. A história das relações transatlânticas está repleta de alianças cómodas e cumplicidades estratégicas. Mas também está marcada por assimetrias e submissões. A Europa tornou-se, em muitos aspetos,…
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Introdução ao livro “O Teatro dos Partidos”
Prefácio Este livro não foi escrito para agradar.Foi escrito para acordar. O Teatro dos Partidos é uma reflexão urgente sobre o estado da democracia representativa, onde os cidadãos votam, mas raramente decidem.É uma crítica ao sistema onde a pluralidade prometida se dissolve num ritual cíclico de promessas, escândalos e alianças calculadas. Não trago soluções fechadas. Trago perguntas abertas.Não aponto culpados individuais. Aponto a engrenagem que os reproduz. Se estas páginas forem desconfortáveis, então cumprem o seu papel: o de provocar pensamento — e, quem sabe, ação. Francisco Gonçalves Vivemos tempos de máscaras, de aplausos forçados e de encenações políticas cada vez mais óbvias. O que se apresenta como democracia já…
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Portugal – O Mercado dos Votos: Subvenções Estatais e o Vício dos Partidos
O Mercado dos Votos: Subvenções Estatais e o Vício dos Partidos Num país onde o povo ainda luta por dignidade, onde os salários roçam a sobrevivência e a juventude emigra de sonhos na mala, há uma casta que floresce sem risco, sem suor e sem mérito: os partidos políticos. Sim, os partidos — esses clubes fechados de gestão de poder — recebem milhões de euros por ano, pagos com o sangue fiscal de cada cidadão. Porquê? Porque alguém, algures num parlamento de interesses, decidiu que cada voto devia ser convertido em dinheiro público. Em Portugal, por cada voto conquistado numa eleição legislativa, um partido recebe cerca de 3,48 euros por…




























