Sociedade e politica
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O Monstro Cresceu no Jardim do Centrão
Quando os pais da crise fingem não conhecer o filho populista Por Francisco Gonçalves Nos últimos tempos, ouvimos figuras do PS e do PSD dizerem, com ar aflito, que não sabem como lidar com o Chega.É comovente. E também é cómico — se não fosse, acima de tudo, trágico. O Chega é a criatura do sistema que fingiu combatê-lo.Foi gestado no ventre da desilusão, alimentado com as sobras da má governação, educado nos corredores da frustração popular.Mas o sistema? O sistema estava ocupado a fingir que tudo estava bem. O berço da demagogia estava forrado a PS e PSD Durante cinquenta anos, os dois partidos que se alternaram no poder:…
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Lançamento do Livro “Porque Pensar Diferente Importa”
Publicado por Francisco Gonçalves em 24 de maio de 2025 Vivemos tempos de ruído, pressa e obediência disfarçada de consenso.Num mundo onde a maioria se ajoelha à comodidade das ideias pré-fabricadas, ousar pensar diferente tornou-se um ato quase revolucionário. É nesse contexto que nasce o meu novo livro:“Porque Pensar Diferente Importa – 18 Ensaios para Quem Recusa o Rebanho e Abraça a Lucidez” Este não é um livro para agradar.É um livro para acordar.Não serve ao algoritmo. Nem à tribo. Nem ao sistema. Serve ao leitor inquieto.Ao cidadão insubmisso.À alma que ainda escuta o sussurro da dúvida como bússola para a liberdade. Um Livro em 18 Sopro de Rebeldia Serena…
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Lançamento do Livro “Os Donos do Regime” — Uma Obra de Denúncia e Memória
“Os donos do regime só prosperam na sombra. E este livro é luz.” Uma obra de denúncia, memória e coragem. Lê. Partilha. Desperta.
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Apenas em tom de desabafo : Quando a Lucidez Enfrenta o Silêncio!
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Woke, mas Adormecidos: O Novo Teatro do Controlo
por Francisco Gonçalves Vivemos numa era onde a consciência social foi transformada em espetáculo, e o ativismo virou performance. A cultura woke, que nasceu como denúncia legítima de desigualdades históricas, tornou-se o teatro ideal para a nova forma de controlo. Um controlo subtil, colorido, aplaudido — mas não menos eficaz que o antigo bastão da censura. Grita-se “justiça climática”, enquanto se pousa para selfies com smartphones feitos de lítio extraído por crianças no Congo. Pede-se “espaço seguro” nas universidades, enquanto se marginalizam ideias que não se alinham com a cartilha dominante. Clamam por diversidade, mas apenas a que cabe no algoritmo. Os protestos tornaram-se festivais de identidade. As causas, slogans de…
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Cérebro com Zero Quilómetros: Manual de Sobrevivência para o Homo Encolhidus
O português, por exemplo, é um caso de estudo. Herdou um cérebro completo de fábrica, com lóbulo frontal, memória e tudo. Mas decidiu, colectivamente, não o tirar da caixa. Vai-se usando ali uma zona para o fado, outra para o futebol, um pedacinho para a novela das nove, e já está.
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Lançamento do Livro : O Rei dos Abraços
Stabat in scena, non in Falava ao povo, mas escutava o poder. A toga era branca, o silêncio, cúmplice. Não caiu. Foi-se apagando sob aplausos encomendados.
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Trump, Putin, Xi… e a Europa à margem da História
O mundo está a ser redesenhado — não por tratados, mas por ambição bruta. Enquanto as placas tectónicas da geopolítica se movem com violência, a Europa dorme com o peso dos seus fantasmas e a ilusão do seu passado imperial. Estamos a assistir a uma nova Guerra Fria — mas com menos ideologia e mais transações.Uma era de capitalismo armado, de autoritarismo estratégico e de alianças voláteis.E no centro deste novo xadrez, três peças dominam o tabuleiro: Trump: o CEO do império em renegociação Donald Trump não vê o mundo como um sistema de equilíbrios, mas como um campo de negócios.Para ele, alianças não são valores, são contratos: Com Trump…
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O Partido que Parou no Kremlin
Ou como o PCP se tornou o último museu vivo da Guerra Fria Há coisas que resistem ao tempo: as pedras de Monsanto, o cheiro a bacalhau no Natal e… o PCP. Sim, o glorioso Partido Comunista Português, que em tempos arrastou multidões e recitou “A Internacional” com lágrimas nos olhos e cravos na lapela, hoje é uma relíquia estalinista a tentar passar-se por alternativa política. É como assistir a um fax a tentar competir com o TikTok. Um congresso, duas bandeiras e três fiéis O que dizer de um partido que ainda chama “camarada” a quem discorda com menos de 60 anos? Que ainda acredita que há um proletariado…
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A Corte das Almas Pálidas: Louvores Latinos e Lágrimas Populares
Na vetusta Sala dos Capelos, onde outrora se discutia saber e ciência, celebrou-se esta semana mais uma ópera burlesca da nossa democracia cénica. O Presidente Marcelo, de toga engomada e latim afiado, decidiu agraciar dois figurões europeus com títulos que não pagam pão nem curam variz — mas brilham no peito como medalhas em desfile. Felipe VI, rei por herança e não por currículo, recebeu um honoris causa pela sua persistência em continuar a existir — o que, na verdade, é o que melhor faz. Ao seu lado, Sergio Mattarella, patriarca da estabilidade italiana, cujo maior feito recente foi… bem, estar presente. Marcelo, qual bardo imperial renascido, recitou em latim…





























