Democracia e Sociedade
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Portugal: A República da Graxa
BOX DE FACTOS Em demasiados meios, subir na hierarquia depende menos de competência do que de conformismo, lealdade tribal e utilidade para o pequeno poder. A frontalidade continua a ser confundida com insolência; a independência, com ingovernabilidade; o carácter, com inconveniência. As democracias desgastadas tornam-se terreno fértil para elites sem grandeza, mais hábeis a proteger-se do que a servir o bem comum. Quando o servilismo passa por inteligência e a espinha dorsal por defeito de feitio, o regime já começou a apodrecer por dentro. A República da Graxa Há países onde o mérito abre portas. Em Portugal, demasiadas vezes, basta saber quem lustrar, quando calar e onde ajoelhar. Portugal tornou-se,…
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A Pobreza, Mãe da Barbárie e das Guerras
BOX DE FACTOS A pobreza extrema mundial deixou de cair ao ritmo de décadas anteriores e a redução da pobreza abrandou significativamente. A desigualdade económica continua a concentrar riqueza e poder político em grupos cada vez mais reduzidos. A confiança nas instituições democráticas mantém-se fragilizada em muitos países desenvolvidos. Organismos internacionais continuam a associar desigualdade, exclusão e pobreza a instabilidade social e fragilidade política. A Pobreza, Mãe da Barbárie Não é a violência que nasce do nada. Não é a guerra que brota do vazio. Não é a degradação da democracia que aparece por geração espontânea. Há sempre um húmus escuro por baixo: a pobreza, a humilhação, a exclusão e…
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A Imprensa Domesticada e a Liturgia da Mentira
BOX DE FACTOS O governador do Banco de Portugal afirmou que o acordo de reforma de Mário Centeno poderá representar “poupanças que chegam a 2,2 milhões de euros”. Essa “poupança” foi apresentada em comparação com o cenário em que Centeno permaneceria no Banco até aos 70 anos, com os respectivos encargos salariais e associados. Vários títulos mediáticos reproduziram essa formulação como se fosse uma verdade líquida, evidente e encerrada. O Parlamento aprovou a audição do governador para esclarecimentos adicionais sobre o caso. A questão central não é apenas financeira: é também institucional, ética, jornalística e democrática. A Imprensa Domesticada e a Liturgia da Mentira Não é jornalismo quando a notícia…
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Mais sombrio Capitalismo de Casino: A Liturgia Moderna da Ganância
BOX DE FACTOS Os preços sobem depressa com guerras, choques e medo; a descida tende a ser mais lenta e incompleta. Instituições como o FMI e o BCE reconheceram que margens de lucro elevadas tiveram peso na dinâmica inflacionista recente. A União Europeia criou mesmo mecanismos extraordinários para captar ganhos excessivos no sector fóssil durante a crise energética. A concentração económica e a assimetria de poder ajudam a transformar crises colectivas em oportunidades privadas. O problema não é apenas o mercado: é a fraqueza política perante a sua face predadora. A Face Predadora dos “Mercados” e a Economia da Ganância Chamam-lhe mercado. Muitas vezes é apenas a arte sofisticada de…
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Manifesto por um Portugal Livre, Competente e Criador
BOX DE FACTOS Portugal não está condenado à mediocridade; está apenas prisioneiro de estruturas velhas, elites gastas e uma cultura política sem grandeza. O país precisa de um novo pacto nacional fundado em competência, responsabilidade, produção de valor e ética pública. Sem Estado funcional, justiça rápida, ciência aplicada, habitação acessível e educação exigente, não haverá prosperidade sustentável. O futuro português exige menos propaganda e mais arquitectura institucional, menos dependência e mais criação. Este manifesto propõe uma década de reconstrução nacional: 2026-2036. Manifesto por um Portugal Livre, Competente e Criador Portugal não precisa de mais um discurso para adiar o futuro. Precisa de um sobressalto moral, institucional e produtivo. Precisa de…
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Portugal e o Regime que Apodreceu sem Dar por Isso
BOX DE FACTOS A confiança dos portugueses no governo, nos partidos e no parlamento mantém-se baixa, segundo a OCDE. O SNS continua sob pressão, com longos tempos de espera e uso excessivo das urgências. A justiça mostra alguns progressos, mas permanece lenta e insuficientemente capaz de restaurar confiança social. A economia cresce moderadamente, mas sem resolver fragilidades estruturais nem o mal-estar colectivo. A percepção de corrupção e captura do interesse público continua a corroer a legitimidade do regime. Portugal e o Regime que Apodreceu sem Dar por Isso Há regimes que caem com estrondo e há regimes que apodrecem em silêncio. Não tombam de repente: desfazem-se por dentro, entre anúncios…
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À Memoria da Nação: Portugal Não Começou em Abril
BOX DE FACTOS O 25 de Abril foi um acto corajoso contra um regime esgotado e autoritário. Essa coragem não apaga a espessura histórica de Portugal anterior à revolução. A narrativa dominante muitas vezes simplificou o passado português em caricatura moral. Uma nação adulta não escolhe entre grandeza e culpa: compreende ambas. Abril não tem o direito de apagar Portugal Houve bravura no gesto dos capitães. Houve libertação no derrube do regime. Mas uma revolução que se transforma em mito absoluto corre sempre o risco de querer reescrever a memória de um povo, como se a liberdade só pudesse nascer da amnésia. Há momentos em que sinto que em Portugal…
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Portugal revisitado : Quando o tino vira desatino
Quando o tino vira desatino Há quem, perante uma crise geopolítica viva e perigosa, prefira não compreender o presente nem estudar o passado: limita-se a desfilar ironias morais, como se a pose fosse pensamento. Nestes dias em que o estreito de Ormuz voltou ao centro da tensão mundial, com ameaças directas à navegação e a uma rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, seria de esperar um mínimo de rigor histórico e geopolítico. Mas não: há sempre quem aproveite o momento para transformar a História de Portugal numa pequena cerimónia de autoflagelação, como se explicar o século XVI fosse o mesmo que o reduzir a uma…
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A Europa a querer alimentar o Crocodilo
Alimentar o Crocodilo A Europa continua a acreditar que, perante um regime agressivo, ideológico, armado por proxies e envolto em opacidade nuclear, bastará a diplomacia de salão para evitar a tempestade. Mas há momentos em que a prudência degenera em cegueira. Há uma diferença nobre entre diplomacia e apaziguamento. A diplomacia tenta evitar a guerra sem abdicar da lucidez. O apaziguamento, pelo contrário, tenta comprar tempo à custa da verdade. E quando o interlocutor é um regime que ameaça rotas marítimas vitais, usa milícias como prolongamento da sua vontade regional e continua rodeado de suspeitas sobre o seu programa nuclear, a fronteira entre prudência e ilusão torna-se perigosamente ténue. A…
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A Democracia de Fachada e os Herdeiros da Cinza
Um artigo destinado a acordar Portugal de um longo sono, bem embalado e perfumado.





























