Nepotismo
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A Santa Inquisição Constitucional
Por Augustus Veritas Lumen Portugal, século XXI.Já não temos autos de fé nem fumo a subir da fogueira — agora temos acórdãos com carimbo dourado e linguagem empolada. Mas a essência… ah, essa continua a mesma. O Santo Ofício de outrora vigiava almas; o Tribunal Constitucional de hoje vigia… governos.O inquisidor trocou a batina pela toga, o rosário pela Constituição, e o “creio” pelo “decido”. E tal como na velha Inquisição, as sentenças não precisam de estar amarradas a provas sólidas: “É questão de convicção pessoal”, anuncia o moderno frade de toga, como quem invoca um dogma que não se discute. A lei dos estrangeiros?— Heresia! — gritam os guardiões…
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Importar pobreza ou criar valor?
Portugal transformado numa máquina de criar pobreza! Como a imigração de baixa qualificação pode ser uma armadilha — e como transformá-la em oportunidade Portugal está a abrir portas sem olhar para dentro da casa. Entra quem quiser, com qualquer escolaridade, sem verificação séria de competências nem plano de integração. Resultado previsível: mercado formal saturado, salários comprimidos na base, dependência do Estado social e frustração de lado a lado. Não é xenofobia dizer isto; é apenas economia elementar. O problema, cru e sem maquilhagem Em suma: não é imigração a mais; é má imigração — sem critério, sem integração, sem rumo. O que fazer (já): 10 medidas práticas O retorno que…
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Lei dos Estrangeiros: entre a porta escancarada e a chave perdida
Portugal é, desde sempre, um país de viajantes e de braços abertos. Recebemos culturas, trocámos saberes, misturámos sangue. Mas o espírito de acolhimento não pode ser confundido com ausência de regras. Uma casa aberta a todos, sem porteiro, sem critérios e sem noção da sua capacidade, deixa de ser casa para se tornar estação de passagem para quem procura apenas um atalho. A lei que confunde hospitalidade com ingenuidade A atual lei dos estrangeiros peca por dois extremos: excessiva permissividade na entrada e fragilidade nos critérios para a nacionalidade.Basta um conjunto mínimo de requisitos — muitas vezes pouco verificados — para aceder a um título de residência e, em tempo…
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Quando a Constituição é só um “palpite”
Há frases que definem épocas, e há outras que as enterram. A de um vice-presidente do Tribunal Constitucional admitir que a sua votação contra a lei dos vistos para estrangeiros se deveu a “considerações pessoais” é do segundo tipo: uma pedra tumular na confiança dos cidadãos nas instituições. O Tribunal Constitucional não é um café onde se comentam as notícias ao sabor da espuma do cappuccino. É — ou deveria ser — o último bastião da lei. Um lugar onde as palavras “pessoalmente acho” não têm valor jurídico, tal como um médico não pode receitar “porque me parece que vai funcionar” sem base científica.Mas aqui estamos: um juiz constitucional a…
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Capitalismo Selvagem e o Ataque às Democracias: o livro que dá nome ao mal-estar
Resumo (para abrir o apetite): O livro de Francisco Gonçalves nomeia um desconforto que muitos sentem: votos contam, mas decisões parecem vir de fora. Este post resume a tese, o diagnóstico e as soluções — em linguagem direta, para partilhar no seu blogue. Porquê agora Entre desigualdade extrema, captura do Estado e descrença nas instituições, cresce a ideia de que a política se rende ao mercado. O livro não é só denúncia: é um convite a reconfigurar regras do jogo para que a democracia volte a significar poder público para o bem comum. Tese em uma frase Sem travões éticos e institucionais, o capitalismo vira selvagem: transforma direitos em mercadorias,…
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A Casta Togada: Velhinhos de Martelo e Coroas Invisíveis
No Olimpo togado do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional, a toga já não pesa apenas pelo tecido, mas pelo peso dos anos — e, em alguns casos, pelo peso das décadas de convívio com um sistema que nunca mudou. O próprio presidente do STJ, João Cura Mariano, já admitiu que a casa está envelhecida e precisa de sangue novo. Mas enquanto as rugas aumentam e as cadeiras rangem, mantém-se a rotina: filtros processuais cada vez mais apertados para afastar o povo miúdo e manter o clube exclusivo dos que conseguem escalar a montanha do recurso. Esta aristocracia judicial vive numa redoma dourada, onde o pior que pode…
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Sátira: O Triunfo dos Porcos no Tribunal
Portugal gosta de proclamar que “todos são iguais perante a lei”. É uma frase bonita, digna de ser esculpida em pedra e gravada nas fachadas dos tribunais. O problema é que, tal como na obra de Orwell, aqui há uns que são mais iguais que outros — e não é metáfora, é prática corrente. O Réu Pobre: O Inimigo Ideal Para a justiça portuguesa de 2025, um pobre no banco dos réus não é um cidadão — é um alvo fácil.Pode ser alguém arruinado porque não conseguiu pagar impostos ridículos, ou um desgraçado que falhou o pagamento de pensão porque não tinha como alimentar os filhos.O tratamento é invariável: Os…
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A Constituição e a Espada de Papel
Nos tribunais lusitanos, a Constituição da República Portuguesa é um objeto de exibição seletiva. O mais triste é que estes magistrados não são monstros — são, na verdade, fracos.Fracos porque só têm coragem para serem implacáveis com os frágeis,Fracos porque, diante de quem detém poder económico ou político, encolhem-se, evitam conflitos, refugiam-se em tecnicismos.A espada da justiça que deveriam desembainhar contra os abusos dos grandes permanece na bainha, enferrujando, enquanto é usada em exercícios de esgrima contra os pequenos. Assim, é fácil ser duro. É fácil ser “imparcial” quando o alvo é um trabalhador endividado, um pequeno empresário arruinado ou um jovem que se perdeu num erro.Difícil mesmo é aplicar…
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A Justiça de Dois Pesos e Nenhuma Medida
Há quem ainda acredite que a justiça portuguesa é cega. Não é. Ela vê perfeitamente — só que usa lentes progressivas: lente dourada para os poderosos, lente de aumento para os pobres. No banco dos réus, o cidadão comum é tratado como criança malcriada numa escola autoritária. Mal entra na sala, já lhe exigem respeito absoluto: O pobre, coitado, cumpre. Trepida, mede palavras, engole revoltas. Sabe que, se levantar o tom, leva logo com uma advertência ou, pior, com uma acusação por desrespeito ao tribunal. Mas… e quando é o réu um ex-primeiro-ministro como José Sócrates?Ah, aí o guião muda. A toga treme, a voz do magistrado suaviza, e o…
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A Vitória Kafkiana da Justiça Portuguesa
Portugal tem muitas proezas para mostrar ao mundo: fomos pioneiros nos descobrimentos marítimos, inventámos o pastel de nata, e agora podemos orgulhar-nos de um feito muito mais ousado — manter, durante mais de 45 anos de democracia, uma justiça cível pior que a do Estado Novo. Sim, é verdade. Enquanto outros países reformaram sistemas, simplificaram processos e reduziram tempos, nós conseguimos algo que desafia a lógica, a gravidade e a decência: uma justiça para pobres e outra para ricos, ambas a funcionar em perfeita harmonia… para quem interessa. Os Guardiões da Cristaleira À frente deste feito estão os prosaicos velhinhos saudosistas, togados e engravatados, que tratam a Constituição como um…





























