Crime Organizado
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Portugal : Saudades do Pai Tirano?
Trump, Putin e o Fantasma de Salazar Francisco Gonçalves & Augustus Veritas Lumen De repente, em cafés e redes sociais portuguesas, ouvem-se vozes que começam a simpatizar com Donald Trump e até com Vladimir Putin. Uns aplaudem o “chefe que fala sem medo”, outros admiram o “homem forte que enfrenta o Ocidente”. Mas será isto convicção política? Ou apenas uma estranha nostalgia de Salazar? A ilusão da ordem perdida Portugal vive há décadas num ciclo de promessas incumpridas, corrupção e mediocridade política. Muitos recordam — ou ouvem contar — que “no tempo de Salazar havia respeito e ordem”. Esquecem-se da censura, da miséria escondida, da emigração forçada. Resta apenas o…
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As Reformas Douradas e o País Real
Em Portugal, as desigualdades não se revelam apenas no presente: prolongam-se no tempo, cristalizam-se na velhice e expõem o fosso entre o país real e o país do privilégio. Enquanto a maioria dos portugueses trabalha toda a vida para terminar com pensões médias a rondar os 700 a 800 euros mensais, existe uma elite da função pública que usufrui de reformas acima dos 5.000 euros. São juízes, diplomatas, professores catedráticos, generais, gestores de empresas públicas e altos dirigentes de carreiras especiais. O privilégio dos poucos Estes grupos tiveram durante décadas regimes próprios de aposentação, muitas vezes desligados da sustentabilidade da Segurança Social comum. Beneficiaram de regras generosas de cálculo, acumulação…
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A Passadeira Vermelha ao Crime: Trump, Putin e a Banalização do Inaceitável
A política internacional não se mede apenas em tratados, comunicados ou sanções. Mede-se, sobretudo, em gestos simbólicos. É por isso que a receção de Vladimir Putin em território americano, com passadeira vermelha e todas as honras de chefe de Estado, não pode ser vista como mera formalidade diplomática. É, na prática, um ato de legitimação. A legitimação pela encenação Ao ser recebido por Donald Trump com honras oficiais, Putin deixa de ser apenas o homem acusado de crimes de guerra na Ucrânia, de repressão sangrenta contra opositores internos, de envenenamentos seletivos e assassinatos políticos. Surge agora como estadista respeitado, aplaudido em palcos internacionais.A passadeira vermelha converte-se em selo de reconhecimento.…
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Putin e a Banalidade do Mal no Século XXI
Hannah Arendt ensinou-nos que o mal, no mundo moderno, não surge apenas na figura do tirano sanguinário, mas também na engrenagem banal do poder que corrói consciências e transforma a obediência em virtude. O mal não precisa de gritos, basta-lhe o silêncio cúmplice. Não precisa de monstros, apenas de homens que renunciem a pensar. Hoje, essa lição ecoa de forma brutal no rosto de Vladimir Putin. Ele encarna a perversão da política convertida em máquina de desumanização: a guerra como cálculo frio, a propaganda como anestesia social, a eliminação física dos opositores como rotina, a repressão das liberdades como método de governo. Não se trata apenas de mais um autoritarismo.…
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Notícias de uma Civilização em Vias de Extinção – Um Ano Depois
[agosto 30, 2025] Há um ano escrevia que a Europa caminhava como uma civilização em vias de extinção, órfã de liderança, refém do medo e paralisada pela sua própria burocracia. Hoje, essa visão confirma-se com ainda mais clareza. A União Europeia continua dividida entre norte e sul, leste e oeste, incapaz de falar a uma só voz. Cada crise é tratada como emergência local, nunca como um destino comum. Os Estados Unidos, atolados nas suas guerras internas e numa campanha presidencial tóxica, já não oferecem a segurança que outrora era garantida pela NATO. A ONU, impotente perante as guerras e massacres, limita-se a discursos morais que ninguém leva a sério.…
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A Linguagem dos Mísseis: A Fraqueza da Europa e a Força da Rússia
O ataque recente em Kiev, mais do que um ato de guerra, foi uma mensagem. Bruno Cardoso Reis, historiador e observador atento das dinâmicas europeias, não hesitou em afirmar: serviu para “mostrar a fraqueza da União Europeia”. Numa guerra em que a propaganda vale tanto como os tanques, cada explosão é também um comunicado, cada míssil lançado é uma frase num diálogo brutal. A Rússia fala nessa linguagem — de intimidação, de dissuasão, de poder cru. E a Europa, diz Cardoso Reis, devia responder na mesma gramática: com mísseis Taurus, de longo alcance, capazes de atingir alvos estratégicos em território russo. Mas será esta a única linguagem que resta? A…
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Trump, o Ativo Russo de Luxo
Marcelo, esse nosso presidente de selfies e afetos, decidiu ontem vestir a pele de profeta apocalíptico e largou a bomba: Trump é um ativo russo. 🎭 Ora bem, “ativo” é um termo curioso. Até soa a contabilidade soviética: Em Lisboa, talvez o povo tenha rido. Em Washington, caiu um silêncio constrangido. Em Moscovo? Aí sim, deve ter-se ouvido um estalar de rolhas de vodka. Afinal, não é todos os dias que um presidente europeu se lembra de fazer o trabalho de marketing gratuito para o Kremlin. Eis a ironia: Marcelo, com o seu estilo de contador de histórias na beira do Tejo, disse em voz alta o que muitos só…
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A Indiferença: O Alimento Secreto do Mal
Se Hannah Arendt nos alertou para a banalidade do mal, cabe-nos hoje aprofundar a raiz silenciosa que o alimenta: a indiferença. O mal não se impõe sozinho. Precisa de terreno fértil, e esse terreno é a apatia dos que veem mas não agem, dos que sabem mas não falam, dos que se resignam em nome da rotina, da sobrevivência ou da conveniência. A indiferença é o adubo invisível que nutre os regimes cruéis, os abusos de poder e as injustiças quotidianas. Putin, como outros tiranos antes dele, não se mantém apenas pelo exército ou pela polícia política. Mantém-se porque milhões escolheram não pensar, não questionar, não resistir. A indiferença transforma-se,…
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Portugal e o Síndrome do Código dos Mortos
Portugal é um país peculiar: gosta de se apresentar como moderno, europeu, aberto ao futuro — mas governa-se e organiza-se com as ferramentas do passado, como se tivesse ficado suspenso nos corredores bafientos de um arquivo do Estado Novo. Chamemos às coisas pelo nome: vivemos sob o síndrome do código dos mortos. Política: o teatro das marionetas Os políticos, na sua esmagadora maioria, pensam de forma igual — como se ainda estivessem na sala de jantar dos nossos avós, obedecendo ao chefe do clã partidário. Não há ideias, há catecismos. Não há visões, há obediências cegas. O Parlamento não discute: recita. Função pública: a máquina de travar o mundo Os…
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Portugal da Mesmice: Aviões, Satélites e o Banquete do Futuro que Mete Medo
Ontem, com pompa e circunstância, o ministro da Economia anunciou a nova aventura nacional: Portugal vai construir o seu primeiro avião civil e militar, de 19 lugares e 2.000 km de autonomia, e lançar sete satélites portugueses a partir de uma rampa nos Açores. Tudo embrulhado em números gordos: 3 mil milhões de euros do PRR. À primeira vista soa a epopeia futurista: um país pequeno a conquistar o céu e o espaço. Mas quem conhece a história lusitana de megalomanias financiadas a crédito sente logo um arrepio na espinha. Porque este anúncio levanta perguntas que ninguém ousou fazer em direto: O discurso político fala de futuro, inovação, soberania tecnológica.…




























