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Os Ventos de Mudança

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Os Ventos de Mudança

Mudar não é abandonar aquilo que somos. É impedir que aquilo que somos se torne apenas memória.

Há momentos em que a mudança chega devagar, quase sem ruído. E há outros em que entra pela porta adentro como uma rajada, derruba certezas, desloca hábitos e obriga-nos a olhar novamente para aquilo que julgávamos definitivo.

Vivemos um desses momentos.

A inteligência artificial, a automação, a transformação do trabalho, as novas formas de comunicar, produzir e aprender estão a alterar estruturas que durante décadas pareceram sólidas. Profissões mudam, empresas desaparecem, outras nascem, competências deixam de ser suficientes e ideias antigas perdem utilidade.

A ilusão da resistência

O erro mais comum é imaginar que resistir à mudança nos protege dela.

Não protege.

Quando sopram ventos fortes, algumas estruturas tentam tornar-se mais rígidas. Outras aprendem a ajustar as velas.

A história costuma favorecer as segundas.

O trabalho também está a mudar

Esta não é apenas uma metáfora. A Organização Internacional do Trabalho estima que um em cada quatro trabalhadores no mundo se encontra numa ocupação com algum grau de exposição à inteligência artificial generativa, embora a transformação das funções seja considerada mais provável do que a simples substituição dos empregos. O FMI, a OCDE e o Fórum Económico Mundial apontam na mesma direcção: novas competências, novas tarefas e novas ocupações estão a surgir ao mesmo tempo que outras perdem valor.

O futuro não está, portanto, a anunciar apenas uma troca de ferramentas. Está a alterar aquilo que significa estar preparado.

Aquilo que deve permanecer

Há conhecimento que deve ser preservado. Há valores que não devem ser negociados. Mas métodos, ferramentas, organizações e formas de pensar precisam de permanecer vivos.

E tudo o que está vivo muda.

Talvez por isso exista uma regra simples que atravessa pessoas, empresas e civilizações:

Os ventos já começaram a soprar.

A verdadeira escolha não está entre mudar ou permanecer iguais.

Está entre participar na mudança ou ser ultrapassado por ela.

Nota Editorial

Referências credíveis

Francisco Gonçalves
Fragmentos do Caos
FC-Chronic-News


🌌 Fragmentos do Caos: Blogue • Ebooks • Carrossel

Francisco Gonçalves, com mais de 40 anos de experiência em software, telecomunicações e cibersegurança, é um defensor da inovação e do impacto da tecnologia na sociedade. Além da sua actuação empresarial, reflecte sobre política, ciência e cidadania, alertando para os riscos da apatia e da desinformação. No seu blog, incentiva a reflexão e a acção num mundo em constante mudança.

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