🔥 Entre o engenho e o fisco: o país que tributa o futuro antes de o criar
Portugal: o país onde a fiscalidade trava mais depressa do que a economia
O sistema fiscal português continua entre os piores da OCDE em competitividade,
penalizando investimento, inovação e crescimento.
Portugal ocupa o 33.º lugar entre 38 países.
Mais um ano, mais uma constatação amarga: Portugal continua no pelotão de trás da
competitividade fiscal. Segundo o “Índice de Competitividade Fiscal Internacional 2025”,
divulgado pelo Tax Foundation e pelo Instituto +Liberdade, o país ocupa o 33.º lugar entre 38 economias da OCDE.
Melhorou ligeiramente face a 2024, mas continua atolado na burocracia tributária e nos labirintos do IRC.
O estudo denuncia o que as empresas portuguesas sentem há décadas: um
sistema fiscal punitivo, imprevisível e castrador de iniciativa.
Em vez de estimular a criação de riqueza, a máquina fiscal portuguesa
parece desenhada para garantir que quem ousa produzir é o primeiro a ser punido.
Enquanto noutros países o Estado é parceiro, em Portugal é cobrador.
A carga fiscal atinge níveis asfixiantes, e a complexidade legal faz do Código do IRC
um autêntico tratado de alquimia tributária.
As micro e pequenas empresas — a espinha dorsal do tecido económico — são tratadas
com o mesmo peso burocrático de uma multinacional.
O resultado? Investidores fogem, talentos emigram, e o país envelhece
a olhar para a sua própria papelada.
O problema não está apenas nas taxas, mas na imprevisibilidade política.
Cada governo promete simplificar o sistema fiscal e acaba por criar novas
taxas, contribuições e excepções.
Em nome da “justiça social”, multiplica-se a injustiça estrutural:
quem trabalha e arrisca, paga sempre mais.
O contraste com as nações que lideram o índice — Estónia, Letónia, Nova Zelândia, Suíça —
é gritante.
Lá, a fiscalidade é ferramenta de desenvolvimento;
aqui, é arma de controlo e medo.
Um país que cobra muito e retorna pouco, que complica onde devia inspirar,
e que confunde arrecadação com progresso.
“Nenhuma economia cresce de joelhos perante o fisco.
E nenhum país prospera quando o talento é tributado como um crime.”
A conclusão é clara: Portugal não tem uma crise de talento — tem uma crise de modelo fiscal.
Enquanto o Estado não perceber que riqueza não nasce do imposto, mas do engenho,
continuará a subir na única estatística que domina — a da fuga de cérebros e capitais.
Fonte: Índice de Competitividade Fiscal Internacional 2025 — Tax Foundation / Instituto +Liberdade
(notícia publicada no ECO em 20/10/2025).


