Manipulação da verdade,  Nepotismo

A “nova” disciplina de Cidadania – Educar para o silêncio, formatar para o sistema

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Chamam-lhe nova Cidadania.
Mas é só o velho programa de domesticação social com um fato novo e um PowerPoint com gráficos.

Dizem que retiram a sexualidade para libertar a disciplina das “amarras ideológicas”.
Na verdade, estão a acorrentá-la a uma outra ideologia — a do cidadão submisso, que sabe poupar, mas não sabe lutar; que entende juros compostos, mas não compreende o que é consentimento ou igualdade.

Transformam a educação para a cidadania numa cartilha de bons comportamentos neoliberais.
Trocam o debate sobre identidades por “literacia financeira”, como se o verdadeiro problema de Portugal fosse a falta de conhecimento sobre taxas de juro — e não a desigualdade, o preconceito ou a exclusão.

No fundo, querem formar obedientes gestores de pobreza, e não cidadãos conscientes.

Porque um povo que entende o que é justiça social, igualdade de género, direitos humanos e diversidade… esse povo é perigoso.
Esse povo começa a fazer perguntas.
E isso, para os donos do regime, é inadmissível.

Artigo de Francisco Gonçalves


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Francisco Gonçalves, com mais de 40 anos de experiência em software, telecomunicações e cibersegurança, é um defensor da inovação e do impacto da tecnologia na sociedade. Além da sua actuação empresarial, reflecte sobre política, ciência e cidadania, alertando para os riscos da apatia e da desinformação. No seu blog, incentiva a reflexão e a acção num mundo em constante mudança.

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