Justiça e Democracia,  Sátira Política,  Sociedade e politica

Rubrica Semanal: Diário da República da Realidade

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Tomo I – Dano, Ofensa e o Salazar que Vive nos Códigos

Portugal, 2025. Cinquenta anos depois da Revolução dos Cravos, a liberdade de expressão é livre… mas paga-se cara.

Se disseres que um político é corrupto, podes ser processado. Se disseres que um gestor público é ladrão, mesmo com factos e documentos, o juiz perguntará: “Mas precisava de o dizer tão… frontalmente?”

A justiça portuguesa, ainda envolta nos mantos de um moralismo bafiento, confunde dano com ofensa. Confunde verdade com urbanidade. E pior: confunde cidadão vigilante com rufia de feira.

“Ai de quem chamar ladrão a quem anda a desviar milhões: não é o roubo que indigna os tribunais, é a ousadia de chamar-lhe pelo nome.”

Frase em destaque para pensar:

“Em vez de premiar o alerta, condena-se o alarme.”

Imagem simbólica sugerida: Um juiz vendado com o código civil de 1966 na mão e um espanador na outra a limpar a reputação de figuras públicas.

Conclusão pedagógica:
A sátira é um sérum contra a hipocrisia institucional. No país dos “botas de elástico”, educar passa por rir. E rir bem.

Na próxima semana: “O Segredo de Estado e os Cofres Vazios: quem ficou com a chave?”

Assinado:
Francisco Gonçalves & Augustus,
cronistas do absurdo normativo.

Francisco Gonçalves, com mais de 40 anos de experiência em software, telecomunicações e cibersegurança, é um defensor da inovação e do impacto da tecnologia na sociedade. Além da sua actuação empresarial, reflecte sobre política, ciência e cidadania, alertando para os riscos da apatia e da desinformação. No seu blog, incentiva a reflexão e a acção num mundo em constante mudança.

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