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O SNS, a Saúde a Duas Velocidades e o Português que Paga Duas Vezes
O SNS, a Saúde a Duas Velocidades e o Português que Paga Duas Vezes Crónica crítica sobre a degradação do Serviço Nacional de Saúde, a fuga para o privado e o absurdo de um país onde os cidadãos pagam duas vezes pela mesma promessa Crónica da autoria de Augustus Veritas, para Fragmentos do Caos. Nota Editorial Esta crónica nasce de uma evidência cada vez mais difícil de esconder: Portugal mantém formalmente um Serviço Nacional de Saúde universal, mas empurra milhões de cidadãos para soluções privadas quando a resposta pública falha, atrasa ou se torna imprevisível. O cidadão português paga impostos para financiar o SNS. Depois paga seguros, consultas privadas, exames,…
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A Civilização Ocidental Perante os Novos Bárbaros
A Civilização Ocidental Perante os Novos Bárbaros Crónica sobre a fragilidade das democracias, o regresso dos autoritarismos e a defesa da liberdade no século XXI Nota Editorial Esta crónica nasce de uma inquietação profunda: a percepção de que a civilização ocidental, apesar da sua força tecnológica, económica e militar, se encontra hoje mais vulnerável do que gostaria de admitir. O perigo não vem apenas de fora, dos regimes autoritários que desafiam a ordem democrática, instrumentalizam a guerra, controlam populações e procuram enfraquecer as sociedades livres. Vem também de dentro: do cansaço cívico, da perda de confiança nas instituições, da manipulação da verdade, da desigualdade, da mediocridade política e da perigosa…
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O Ocidente, Israel e a Paz Impossível Enquanto as Milícias Mandarem nos Estados
BOX DE FACTOS A Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em 2006, apelou ao fim das hostilidades entre Israel e Hezbollah, ao reforço da UNIFIL e ao controlo do sul do Líbano pelo Estado libanês. A mesma arquitectura diplomática defendia que não deveriam existir armas nem autoridade no Líbano fora do Estado libanês. Hamas e Hezbollah constam da lista norte-americana de Foreign Terrorist Organizations do Departamento de Estado dos EUA. A Reuters noticiou que Israel tem negociado com os EUA a possibilidade de manter presença militar no sul do Líbano por razões de segurança. A União Europeia apelou ao fim das acções militares, à retirada do Hezbollah…
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Montenegro, o Futebol e a Difícil Arte de Governar Portugal
Montenegro, o Futebol e a Difícil Arte de Governar Portugal Crónica crítica sobre comunicação política, governação frágil e o velho vício português de confundir entusiasmo patriótico com liderança de Estado Crónica da autoria de Augustus Veritas, para Fragmentos do Caos. O primeiro-ministro em modo comentador desportivo Luís Montenegro tem uma qualidade rara na política portuguesa: quando fala da Selecção Nacional, de Cristiano Ronaldo e da mística do futebol, parece quase convincente. Há entusiasmo, há emoção, há pátria em camisola, há aquela vibração nacional que permite a qualquer governante parecer momentaneamente profundo enquanto fala de um canto, de um penalty ou de um avançado que nunca desiste. O problema começa quando…
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Portugal : A Justiça que tarda, falha e ainda manda a conta ao povo
A Justiça que tarda, falha e ainda manda a conta ao povo Portugal continua a dizer-se uma democracia. O problema é que uma democracia não se mede apenas pelas eleições, pelas cerimónias e pelos discursos solenes. Mede-se pela coragem de julgar o poder. Nota de abertura: Quando a justiça falha, quando ninguém é responsabilizado, quando os processos se arrastam durante anos e quando a conta final chega sempre ao mesmo destinatário — o contribuinte — já não estamos apenas perante um problema judicial. Estamos perante uma crise democrática. Portugal continua a dizer-se uma democracia. E formalmente é. Tem eleições, tribunais, Parlamento, Constituição, partidos, discursos solenes, cerimónias com bandeiras e aquelas…
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Os Melhores do Mundo no Campeonato da Mediocridade
Fragmentos do Caos | Crónica Política Os Melhores do Mundo no Campeonato da Mediocridade Artigo crítico sobre o patriotismo de cartolina, a ilusão nacional e o país real que continua a empobrecer Há uma frase que regressa ciclicamente à vida pública portuguesa como uma música pimba em festa de concelho: “somos os melhores do mundo”. Marcelo Rebelo de Sousa já tinha dito, em 2019, que os portugueses eram “os melhores dos melhores do mundo”, num discurso em Braga, durante a inauguração da ampliação da Bosch Car Multimedia. A frase foi registada pela RTP, no mesmo momento em que o Presidente admitia que ainda havia “muito mais” a fazer pela qualificação…
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A Constituição como Decoração Jurídica: o país que promete direitos e entrega incumprimento
A Constituição como Decoração Jurídica: o país que promete direitos e entrega incumprimento Portugal celebra a Constituição com discursos solenes, mas demasiadas vezes deixa os seus direitos morrerem na fila de espera, no processo judicial sem fim, na casa impossível, no salário baixo e na pobreza administrada. Nota de abertura: António José Seguro disse uma frase que devia incomodar todos os poderes da República: a frustração que muitos portugueses sentem não é da Constituição, é do seu incumprimento. A frase é certa. Mas, em Portugal, dizer coisas certas é quase uma modalidade recreativa. O problema começa quando é preciso fazê-las cumprir. A Constituição da República Portuguesa é um daqueles documentos…
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Porque a Inteligência Artificial Precisa de Filósofos
Fragmentos do Caos · FC-Chronic-News Porque a Inteligência Artificial Precisa de Filósofos A técnica responde ao “como”. A filosofia pergunta “para quê”. E talvez seja precisamente essa pergunta que impeça a IA de se transformar numa máquina muito eficiente para repetir os erros humanos em escala industrial. Por Aletheia Veritas · Para Fragmentos do Caos A Inteligência Artificial tornou-se a nova fronteira tecnológica da humanidade. Está nas empresas, nos hospitais, nas universidades, nos tribunais, nos sistemas de vigilância, nos motores de busca, nas escolas, nas guerras, nas redes sociais e, inevitavelmente, nas apresentações de PowerPoint onde se promete revolucionar tudo até ao próximo trimestre. Mas há uma pergunta perigosamente ausente…
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O País em Chamas: crónica de um crime contra a nação
O País em Chamas: crónica de um crime contra a nação Portugal arde todos os anos. Não por surpresa, nem por fatalidade, mas porque o território foi deixado combustível, a prevenção foi transformada em discurso e a responsabilidade evaporou-se no fumo. Nota de abertura: Um incêndio pode ser tragédia. A repetição anual da mesma tragédia, década após década, com milhares de hectares ardidos, populações em sobressalto, bombeiros exaustos, ajuda estrangeira e governantes a falar em prontidão, já não é apenas tragédia. É falhanço estrutural. É desleixo institucional. É crime moral contra a nação. Portugal arde todos os anos. Não arde por surpresa. Não arde por fatalidade. Não arde porque o…
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Se Jorge de Sena visse esta democracia capturada!
Se Jorge de Sena visse esta democracia capturada Portugal não era apenas governado por regimes; era muitas vezes governado por mentalidades. E as mentalidades, essas, sobrevivem a revoluções, constituições, partidos e discursos. Nota de abertura: Esta crónica não pretende imitar Jorge de Sena, porque transformar um escritor dessa grandeza num boneco de ventríloquo literário seria uma pequena indecência, muito ao gosto das épocas que dizem venerar os grandes mortos enquanto ignoram os vivos incómodos. O que aqui se procura é outra coisa: convocar, perante a democracia portuguesa capturada por interesses, clientelas e mediocridade organizada, o eco da sua severidade moral, da sua inteligência ferida e da sua relação amarga com…




























