Totalitarismo
-
A ópera dos autocratas
Ópera satírica • Política mundial Ditadores em palco como numa ópera chinesa grotesca, com mísseis por instrumentos e a NATO ausente na plateia. Sob o céu cinzento de Pequim, abriu-se o palco da ópera da tirania. Fileiras intermináveis de tanques e mísseis, marchas ritmadas, bandeiras a ondular como cortinas pesadas — tudo ensaiado para o grande espetáculo da força. 🎺 A orquestra Xi Jinping, maestro da cerimónia, rege a Sinfonia da Opressão. Vladimir Putin, de olhar frio, mascara derrotas com sorriso de cera. Kim Jong-un, caricatural, instrumento afinado a medo e propaganda. Narendra Modi, a novidade no elenco, veste respeitabilidade com ambição bordada. O povo aplaudia? Não. O povo assistia.…
-
As forças do Mal reforçam-se
A Tríade do Mal Extremo: Putin, Xi e Modi no Tabuleiro da Nova Ordem Francisco Gonçalves & Augustus Veritas Lumen Um mês é muito tempo na política global. O presidente russo, Vladimir Putin, reaparece em Pequim, desta vez não como vassalo de Xi Jinping, mas como parceiro de igual estatuto. Ao seu lado, o líder chinês Xi — paciente estratega — e Narendra Modi, primeiro-ministro indiano que se coloca como convidado inesperado nesta aliança de conveniência. Nasce assim a imagem de uma nova tríade: um triângulo de potências que se apresenta como alternativa à ordem liberal do Ocidente. Putin ressuscitado Após anos de sanções, isolamento e a guerra na Ucrânia,…
-
🎪 O Grande Circo Trump: Ursos Russos, Dragões Chineses e o Palhaço-Mor
Donald Trump, sempre em modo Broadway, voltou ao palco da política com a sua peça favorita: “O Mundo Contra a América (mas só se eu não for Presidente)”.Segundo o magnata das teorias de conspiração, Pequim e Moscovo estão agora em ensaio conjunto, tramando nos bastidores para derrubar os gloriosos EUA. Um enredo digno de Hollywood — ou talvez de um circo itinerante da província. A cena é fácil de imaginar: Mas a verdade é mais simples: Moscovo e Pequim não precisam de conspirar muito. Basta deixarem Trump falar. Cada palavra dele é um tiro no pé da democracia americana — e cada tiro ecoa como música nos corredores do Kremlin…
-
EUA : O Reino dos Medos
O Reino dos Medos: Trump, o Partido e a Tragédia Americana Francisco Gonçalves & Augustus Veritas Lumen Há momentos na História em que a política se assemelha a uma peça de Shakespeare: reis erráticos, nobres hesitantes, um povo dividido e uma sombra que se alastra sobre o reino. Hoje, os Estados Unidos vivem precisamente essa tragédia, com Donald Trump a desempenhar o papel de soberano instável — errático, lunático, mas irresistivelmente carismático para milhões de fiéis. A grande questão é: porque razão tantos senadores e congressistas republicanos continuam a apoiar, quase de olhos fechados, um líder que ameaça desmantelar o Estado de Direito, a economia e a própria democracia americana?…
-
Estará Trump a sentir-se num jogo de casino ao estilo americano?
Opinião • Sistema Financeiro • Geopolítica EUA a caminho do maior desaire financeiro? por Francisco Gonçalves 01 Setembro 2025 Independência monetária: alicerce sob pressão. A ofensiva política sobre a Reserva Federal não é só uma rixa doméstica. É um rasgão na confiança que sustenta o dólar — e um convite para a China ocupar o espaço que a complacência americana abre. Donald Trump não discute apenas com tecnocratas em Washington; põe em causa a ideia de que os Estados Unidos são a âncora financeira do planeta. Quando a política tenta dobrar a Fed, o que se dobra é a confiança — e sem confiança, até o aço do dólar pode…
-
A Passadeira Vermelha ao Crime: Trump, Putin e a Banalização do Inaceitável
A política internacional não se mede apenas em tratados, comunicados ou sanções. Mede-se, sobretudo, em gestos simbólicos. É por isso que a receção de Vladimir Putin em território americano, com passadeira vermelha e todas as honras de chefe de Estado, não pode ser vista como mera formalidade diplomática. É, na prática, um ato de legitimação. A legitimação pela encenação Ao ser recebido por Donald Trump com honras oficiais, Putin deixa de ser apenas o homem acusado de crimes de guerra na Ucrânia, de repressão sangrenta contra opositores internos, de envenenamentos seletivos e assassinatos políticos. Surge agora como estadista respeitado, aplaudido em palcos internacionais.A passadeira vermelha converte-se em selo de reconhecimento.…
-
Putin e a Banalidade do Mal no Século XXI
Hannah Arendt ensinou-nos que o mal, no mundo moderno, não surge apenas na figura do tirano sanguinário, mas também na engrenagem banal do poder que corrói consciências e transforma a obediência em virtude. O mal não precisa de gritos, basta-lhe o silêncio cúmplice. Não precisa de monstros, apenas de homens que renunciem a pensar. Hoje, essa lição ecoa de forma brutal no rosto de Vladimir Putin. Ele encarna a perversão da política convertida em máquina de desumanização: a guerra como cálculo frio, a propaganda como anestesia social, a eliminação física dos opositores como rotina, a repressão das liberdades como método de governo. Não se trata apenas de mais um autoritarismo.…
-
Notícias de uma Civilização em Vias de Extinção – Um Ano Depois
[agosto 30, 2025] Há um ano escrevia que a Europa caminhava como uma civilização em vias de extinção, órfã de liderança, refém do medo e paralisada pela sua própria burocracia. Hoje, essa visão confirma-se com ainda mais clareza. A União Europeia continua dividida entre norte e sul, leste e oeste, incapaz de falar a uma só voz. Cada crise é tratada como emergência local, nunca como um destino comum. Os Estados Unidos, atolados nas suas guerras internas e numa campanha presidencial tóxica, já não oferecem a segurança que outrora era garantida pela NATO. A ONU, impotente perante as guerras e massacres, limita-se a discursos morais que ninguém leva a sério.…
-
“Putin e a Espada de Dâmocles do Kremlin”
Putin criou um ordem dentro da lógica de quem vive na teia de ferro que ele próprio construiu. O “círculo de ferro” de Putin é feito de lealdades compradas, medos partilhados e sangue derramado. Muitos dos seus oligarcas e generais foram úteis enquanto ele os manteve prósperos e vivos. Mas o problema de um sistema onde só o medo mantém a ordem é que, quando o medo se enfraquece, o punhal deixa de apontar para fora e começa a apontar para dentro. 👉 Sim, ele corre esse risco.Não é tanto um “golpe romântico” à César, com amigos a apunhalá-lo no Senado, mas sim um ato frio de autopreservação: A história…
-
📘 Lançamento do Livro: A Mente do Predador
Anunciamos o lançamento do ensaio “A Mente do Predador: Putin, Trauma e o Espelho da História” — uma viagem pela interseção entre neurociência, história e poder. Disponível em PDF, EPUB e versão online.


























