Telecomunicações
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O Estado-Feudo: quando Portugal recusou a modernidade à porta das Finanças
BOX DE FACTOS Tempo: meados dos anos 80 (1985/1986). Contexto: informatização do Ministério das Finanças e expansão para a rede de repartições. Tecnologia: DRS20 (ICL), redes locais e ligações remotas entre pontos distritais. Software: desenvolvido pelo Instituto Informático das Finanças em Pascal e COBOL. Escala: mais de 400 repartições de finanças no país. Falha nuclear: em muitas localidades, chefes de finanças recusaram a instalação física dos equipamentos. Leitura: a tecnologia falhou menos por limitações técnicas e mais por resistência de poder e cultura institucional. O Estado-Feudo: quando Portugal recusou a modernidade à porta das Finanças Eu vi o futuro chegar em caixas. Vi-o chegar com equipamentos, cabos, planeamento, e a…
- Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Soberania Digital, Tecnologias IT, Telecomunicações
‘Excel dos Flintstones’ e a promessa de uma revolução que o Estado adia há décadas
BOX DE FACTOS Frase-síntese: o sistema que gere o Orçamento do Estado foi comparado a um “Excel dos Flintstones”. Contexto: intervenção de Joaquim Miranda Sarmento num almoço-debate do International Club of Portugal (Lisboa). Escala do problema: despesa da administração central distribuída por cerca de 800 entidades e ~700 mil pessoas. Diagnóstico: “soluções do final dos anos 90” para gerir despesa e processos orçamentais. Promessa: “revolução/transformação tecnológica” do lado da despesa, com ambição de eficiência semelhante à Autoridade Tributária. O Portugal Tecnológico: o “Excel dos Flintstones” e a revolução que chega sempre amanhã Há frases que são memes — e há memes que são diagnósticos clínicos. Chamar “Excel dos Flintstones” ao…
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IA Fast Track: Portugal em Modo Cristiano Ronaldo — acelera no slogan, tropeça na execução
BOX DE FACTOS O Governo anuncia um “IA Fast Track” (visto acelerado) para atrair talento em inteligência artificial. Promete incentivos à adopção de IA nas empresas e centros sectoriais (primeiros: saúde e indústria). Portugal volta ao vício nacional: velocidade no anúncio, lento na execução. A pergunta real: o país vai criar ecossistema… ou só mais um cartaz? IA Fast Track: Portugal em Modo Cristiano Ronaldo “Acelerar” é a palavra do ano. Acelera-se o visto, acelera-se o slogan, acelera-se a fotografia. Só não se acelera aquilo que interessa: a máquina do Estado, a justiça do mérito, a cultura de execução. 1. O país do “SIUUU!” institucional Temos o Governo em modo…
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A Ilusão dos Programadores Instantâneos — a nova hecatombe digital
BOX DE FACTOS Uma IA pode escrever código; não pode substituir o entendimento. O imediatismo cria “competência aparente”: resultado sem fundamento. O perigo real é cultural: a renúncia ao pensamento e à responsabilidade. Sem método, a sociedade fabrica erros em escala industrial — com ar de vitória. A Ilusão do Programador Instantâneo — e o Perigo do Saber Sem Raiz Há um novo diploma invisível: “sei pedir à máquina”. E há uma nova mentira colectiva: “se a máquina respondeu, eu compreendo”. É aqui que o futuro começa a ficar perigoso. Antigamente, quando alguém dizia “sou programador”, havia por trás uma espécie de pacto silencioso: eu já passei pelas noites em…
- Artificial Intelligence, Ensino 3.0, Inovação, Produtividade e inovação, Team Collaboration, Tecnologias, Tecnologias IT, Telecomunicações
Surfing Chaos: The Key to Innovation and Excellence
BOX DE FACTOS Core idea: stability is an illusion; relevance belongs to those who adapt. Main enemy: rigid rules, complacency, and the cult of “don’t change what works”. Method: cultivate constructive rebellion, simplicity, agility, and learning-by-doing. Reality check: crises expose mediocrity and reward innovators. Final challenge: are you ready to destroy today’s comfort to create tomorrow’s value? Surfing Chaos: The Key to Innovation and Excellence In a world that mutates every day, the greatest risk is not change — it is standing still. Chaos is not a curse; it is the raw material of excellence. We live in an era of constant change, where rigidity and conformity have become the…
- Cidadania, Ciência, O futuro é já amanhã, Produtividade e inovação, Soberania Digital, Tecnologias IT, Telecomunicações
2026: O Ano em que a Tecnologia Deixa de Ser Ferramenta — e Começa a Ser Companhia
BOX DE FACTOS 2026 tende a ser o ano da consolidação dos sistemas multi-agente: IA a planear, delegar, negociar e executar tarefas em cadeia. Os chips de inferência ganham protagonismo: mais IA a correr “em produção”, menos IA em modo laboratório. O combate à fraude e ao “realismo sintético” acelera: proveniência digital, detecção de deepfakes e autenticação de origem. Robótica e “Physical AI” saem do folheto e entram na rua — mas muitas vezes com um humano invisível ao comando, lá ao fundo do cabo. O mundo tecnológico fragmenta-se: soberania, residência de dados e “geopatrias” digitais tornam-se palavras do quotidiano. Em paralelo: redes por satélite mais disputadas, dispositivos a mudar…
- Artificial Intelligence, Escritório, Produtividade e inovação, Sistemas Operativos, Team Collaboration, Tecnologias, Tecnologias IT, Telecomunicações
DeepSeek V3.2 e NVIDIA DGX Spark: a IA desce à secretária
BOX DE FACTOS DeepSeek-V3.2-Exp (29 Set 2025) introduz DeepSeek Sparse Attention (DSA), com ganhos de eficiência em contexto longo e corte de preço de API >50%. 0 DeepSeek-V3.2 (1 Dez 2025) integra “thinking” directamente no tool-use e suporta ferramentas em modos “thinking” e “non-thinking”. 1 DeepSeek-V3.2-Speciale (1 Dez 2025) surge como variante de alto desempenho no Hugging Face. 2 NVIDIA DGX Spark é vendido a $3,999 no marketplace NVIDIA; usa o GB10 Grace Blackwell, 1 PFLOP FP4 e 128GB de memória unificada. 3 NVIDIA DGX Station (GB300 Grace Blackwell Ultra) é anunciada com até 784GB de memória coerente para treino/inferência de larga escala no desktop. 4 DeepSeek V3.2 e NVIDIA…
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DGX no Desktop: quando a IA deixa de ser nuvem e passa a ser músculo local
BOX DE FACTOS O que mudou: a NVIDIA está a empurrar a IA de alto desempenho para o “local” — desktop/edge — com linhas DGX mais compactas. O que isso permite: inferência e afinação de modelos sem depender sempre de cloud, com menor latência e mais controlo sobre dados. O dilema: poder local vs. maturidade do ecossistema (drivers, toolchain, suporte, workflows). O impacto nas empresas: prototipagem rápida, RAG interno, automação e assistentes especializados perto dos dados. O risco: confundir “ter hardware” com “ter produto”: a engenharia de integração continua a ser o verdadeiro campo de batalha. DGX no Desktop: quando a IA deixa de ser nuvem e passa a ser…
- Artificial Intelligence, Collective Intelligence, Ensino 3.0, Partilha, Produtividade e inovação, Redes-Sociais Social-Web-Factor, Soberania Digital, Tecnologias IT, Telecomunicações
Distopia por omissão: quando a IA acelera e o pensamento crítico não acompanha
BOX DE FACTOS O risco: delegar o pensar até deixar de o reconhecer como tarefa nossa. A tentação: confundir escrita fluida com verdade sólida. O mecanismo: “offloading” cognitivo — quando a ferramenta pensa por nós e nós desaprendemos o esforço. O efeito social: mais velocidade, menos verificação; mais “conteúdo”, menos compreensão. O antídoto: literacia em IA + rituais de dúvida (perguntar, testar, confrontar, validar). Distopia por omissão: quando a IA acelera e o pensamento crítico não acompanha Há tiranias que te proíbem a palavra. E há distopias mais sofisticadas: dão-te palavras prontas, e tu abdicas do pensamento por cansaço — ou por conforto. O mundo entrou numa nova fase do…
- Collective Intelligence, Manipulação da verdade, Mediocridade, Redes-Sociais Social-Web-Factor, Tecnologias IT, Telecomunicações
Portugal refém da Microsoft: fragilidade sistémica, falhas em cascata e o caminho para a soberania digital
BOX DE FACTOS Portugal (Estado e sector público) tem forte presença de licenciamento e serviços Microsoft (M365, Azure, etc.) em vários procedimentos e contratos públicos. Um incidente técnico no sistema de controlo de fronteiras em Lisboa gerou esperas elevadas e caos operacional (um exemplo de fragilidade quando serviços críticos ficam dependentes de poucos pontos). O choque global de Julho de 2024 (CrowdStrike/Windows) provou como uma falha “de ecossistema” consegue paralisar serviços críticos em cadeia. Há casos europeus (como Schleswig-Holstein, Alemanha) a migrarem faseadamente para open-source, com ganhos de soberania, mas também com lições de gestão de mudança. A solução não é “religião anti-Microsoft”; é arquitectura: redundância, isolamento, planos offline, e…





























