Democracia e Sociedade
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Portugal, a Fábrica de Pobres
A propósito da recente declaração de Marcelo Rebelo de Sousa “O país está mobilizado para ajudar o Banco Alimentar.”— Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Com esta frase, Marcelo não só revelou o tom piedoso que o caracteriza, como expôs, sem querer, o falhanço profundo do Estado português.Porque quando um Presidente precisa de louvar a caridade como resposta à pobreza, é porque a justiça social já foi enterrada há muito tempo. Mobilizado devia estar o país para eliminar a pobreza — não para a gerir com campanhas sazonais e sorrisos de ocasião. Mas em vez disso, nos últimos 50 anos, as máquinas partidárias de PS e PSD tornaram-se fábricas…
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Ainda e Sempre: A Malfadada Sustentabilidade da Segurança Social
Atualização 2025 – por Francisco Gonçalves Mais de uma década passou desde que escrevi, em abril de 2012, sobre a trágica e recorrente questão da sustentabilidade da Segurança Social em Portugal. Passaram governos, passaram promessas, passaram relatórios… e o problema, esse, ficou. Como um velho móvel rachado, que se vai empurrando de canto em canto, fingindo que ainda é útil — até ao dia em que desaba de vez. A narrativa de então permanece dolorosamente atual: um sistema que devia garantir amparo aos mais vulneráveis transformado num instrumento de propaganda, manipulação e, frequentemente, de pilhagem encapotada. Os fundos da Segurança Social continuam a ser utilizados como almofada orçamental, como moeda…
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O Terceiro Dragão: Entre a Liberdade de Pensar e o Conforto de Pertencer
Por Francisco Gonçalves, Fragmentos do Caos “E eis que chega o terceiro dragão, o pior deles todos…”— Agostinho da Silva Vivemos tempos de ruído constante e de ideias recicladas, onde os partidos, as seitas ideológicas e os “influencers de consciência” se erguem como novos oráculos do pensamento pronto-a-consumir. Nesse cenário, recordar Agostinho da Silva é como abrir uma janela num quarto abafado. Num excerto poderoso e quase profético, escrito em 1973, ele desmascara o mais subtil dos inimigos: a nossa cedência à preguiça de pensar, essa tentação de nos diluirmos no grupo, de nos anularmos no partido, na igreja, no mestre, no “guru digital”. “Na realidade nós somos piores, porque…
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O Empresário Português: Entre a Subvenção e a Submissão
Em Portugal, ser empresário é, muitas vezes, saber onde está o subsídio — não onde está o futuro. Enquanto uns constroem rotundas e engordam à colherada do Estado, outros trabalham em silêncio, criam empregos e pagam os seus impostos sem um convite para almoçar com o ministro. O país precisa de empresários que deixem de mamar no orçamento público — e comecem a investir com coragem, ética e visão. Chega de empresários de babete. O povo já não engole.
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Zé Fugiu, Costa Também: A Porta Giratória da Política Portuguesa
"O Zé fugiu, deixou-nos a troika. O Costa fugiu, deixou-nos a dúvida. E o povo? Ficou. Com as contas, com a memória curta e com os olhos postos numa porta de emergência por onde os poderosos saem sem nunca olhar para trás."
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Gaza: Entre a Brutalidade de Israel e o Cinismo do Hamas
“Gaza não é apenas palco de destruição — é o espelho trágico da hipocrisia global. Enquanto o mundo grita ‘genocídio’ contra Israel, cala-se perante o fanatismo do Hamas, que sacrifica o seu próprio povo em nome de uma guerra que nunca quis vencer, apenas perpetuar. Não é só Israel que deve ser pressionado. É o Hamas que precisa de ser derrotado — não por Israel, mas pelo próprio povo palestiniano que merece viver em paz, livre de tiranos armados.”
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Do Silêncio à Ilusão: Crónica de Portugal entre Salazar, Abril e Hoje
por Augustus Veritas Durante quarenta e oito anos, Portugal viveu de joelhos.Não por fé, mas por medo.Não por convicção, mas por hábito.Chamava-se Salazar. Um professor de finanças que fez da contenção uma cruz, do silêncio uma lei, e da submissão uma pátria. As ruas estavam limpas, diziam alguns.Mas os cérebros, esses, estavam trancados.As palavras, vigiadas.A curiosidade, castigada.As janelas podiam abrir-se… mas as ideias não. O Regime do Medo Era um país rural, pobre, analfabeto.Os homens partiam — para a guerra ou para a emigração.As mulheres ficavam — com os filhos, com a fome, com o rosário.Os jovens serviam a pátria em África, mas não sabiam porquê. O regime vendia estabilidade…Mas…
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Portugal 2035
Portugal não precisa de mais discursos redondos nem promessas adiadas. Precisa de visão, coragem e verdade. O Manifesto Portugal 2035 não é um grito de revolta — é uma convocatória à reinvenção. Nele, traça-se um caminho onde o saber substitui o compadrio, a inovação suplanta a dependência, e o mérito vence a mediocridade. Porque amar Portugal é recusar vê-lo definhar em silêncio. E agir… é a mais nobre forma de amar.
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O Grande Circo Nacional
“Portugal não é governado — é explorado. Por nulidades com cartão de partido, por elites que se servem em vez de servir, por empresários que mamam no Estado como crias esfomeadas. E tudo isto com o aval de um jornalismo que já trocou a verdade por favores. É o Grande Circo Nacional. Mas o povo já não ri. O povo assiste, paga e cala.”
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Gaza: O Inferno dos Vivos, Alimentado pela Cegueira dos Líderes
"Gaza não é apenas um território bombardeado — é o grito surdo da humanidade falhada. Entre as ruínas e o sangue, uma pergunta ecoa sem resposta: até quando se aceitará que a vida de um povo seja trocada por discursos, por vinganças, por ideologias? O Hamas atira foguetes, Israel larga bombas, e no meio disto tudo, quem morre é sempre o mesmo: o civil sem culpa, a criança sem abrigo, a esperança sem abrigo."





























