Manipulação da verdade
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Estudo sobre Impacto dos Resgates Bancários em Portugal (2008–2025)
Introdução Nos últimos vinte anos, Portugal assistiu ao colapso de vários bancos que, apesar de privados, foram salvos com dinheiro público. Da nacionalização escandalosa do BPN à longa agonia do BES transformado em Novo Banco, passando pela liquidação silenciosa do Banif e pelas injeções multimilionárias na CGD, os contribuintes suportaram uma fatura pesada — mais de 22 mil milhões de euros até 2025. Este estudo reúne os números, os protagonistas e os prejuízos de um sistema que socializa perdas e privatiza benefícios. Uma radiografia necessária a uma das maiores transferências de riqueza da história recente do país. A INVESTIGAÇÃO Desde a crise financeira de 2008, o Estado português foi obrigado…
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Robert Charroux e os Extraterrestres de Papel: Quando o Mistério Vende Mais que a Verdade
Nos idos anos 70, quando a televisão ainda se ouvia mais do que se via, e as pessoas liam com sede de infinito, surgiu entre nós um nome que prometia respostas a tudo o que a ciência teimava em manter no domínio da dúvida: Robert Charroux. Ex-agente dos correios, Charroux reinventou-se como arqueólogo do invisível, explorador do improvável e profeta de uma pré-história cósmica. A sua tese? Que há dezenas de milhares de anos, a Terra foi visitada por seres de outros mundos que ensinaram à humanidade tudo o que temos de “avançado”. As Pirâmides? São Antenas de Plutão. Segundo Charroux, as grandes civilizações não nasceram do engenho humano, mas…
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✈️ O Aeroporto do Desvario: A Quimera da Margem Sul
Ou como transformar um erro de lógica em mais uma oportunidade de enterrar dinheiro público… com pista de aterragem. É o planeamento à portuguesa — essa arte do disparate com powerpoint e assessores pagos a peso de asfalto. A ideia de construir um aeroporto na Margem Sul é mais uma daquelas obsessões de gabinete: não tem lógica, mas tem lóbis. Em Portugal, quando um erro é evidente, ele não é evitado — é estudado, promovido, lançado em consulta pública, adjudicado, e por fim… empurrado com betão para cima do contribuinte. A mais recente quimera nacional: um novo aeroporto na Margem Sul.Sim, essa mesma margem que ainda tem apenas uma ponte…
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📺 “RTP – Regresso à Parvoíce”
Ou como maquilhar superstições dos anos 70 e chamá-las de “ciência alternativa” Num país onde os fogos ardem todos os verões e a literacia científica é tratada como um bicho raro, eis que surge a nossa velha amiga RTP — agora com HD, mas com conteúdo SD (subdesenvolvido). O que faz a televisão pública com os seus arquivos poeirentos?📼 Vai buscar os episódios de parapsicologia dos anos 70,🎭 Põe-lhes uma voz-off grave,🧪 E diz que é “um olhar científico sobre fenómenos inexplicáveis”. Sim, a RTP conseguiu reanimar defuntos mediúnicos,dar nova vida aos “curadores à distância”,e apresentar tudo como se fosse física quântica com incenso e misticismo de supermercado. 🎩 O…
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Portugal- O País das Cinzas e das Mentiras
Como Portugal arde todos os verões para lucro de alguns — e para desespero de muitos. Portugal arde.Arde sempre. Arde tudo.E, no fim, arde também a nossa paciência, a nossa fé no Estado,a dignidade de um povo que parece condenado a assistir, ano após ano,ao mesmo ritual trágico: o país a ser consumido pelas chamas… e pela corrupção. Fogo posto, culpa solta Os números não mentem — mas ardem também, abafados pela propaganda: E lá vêm os mesmos chavões: “Condições meteorológicas adversas”,“vento muito forte”,“as ignições começaram em simultâneo”. Sim, começaram — porque alguém as começou. E todos os verões é igual:os pirómanos de gravata disfarçam-se atrás de estatísticas e promessas.…
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Siavilo: A Arte de Enterrar Dívidas com Nome Novo
A TAP SGPS, que funcionava como holding da companhia aérea, muda de nome para “Siavilo” — nome que soa a senha de espião ou a piada privada num jantar de boys do regime — e, logo depois, avança-se com o pedido de insolvência, num processo “urgente”, silencioso e cirurgicamente agendado para passar despercebido em pleno verão. Num país onde se exigem recibos ao pedreiro, justificações à costureira e retenções ao reformado que aluga um quarto, há entidades que conseguem renascer com outro nome e morrer sem pagar os pecados. A TAP SGPS, antiga estrutura de topo do grupo TAP, muda de pele e passa a chamar-se Siavilo — uma sigla…
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Crónica do Afundamento Anunciado
O grupo Impresa continua a afundar-se em prejuízos, e a culpa, como sempre, é da “reestruturação”, da “inflação”, do “mercado publicitário”, da “guerra na Ucrânia” — de tudo, menos daquilo que realmente importa: o divórcio brutal entre os grandes media e o povo português. Quando uma empresa de comunicação social deixa de ser farol e passa a megafone do regime, o público desliga, os leitores fogem, e os anunciantes seguem-nos. A SIC tornou-se um teatro de entretenimento repetitivo.O Expresso, uma folha de favores e conveniências. Não informam — formam opinião ao serviço de quem manda.Não investigam — protegemos os que convém.Não servem a verdade — servem-se dela. E agora, sem…
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Portugal: Da Liberdade Sonhada à Democracia de Fachada
"O que começou com cravos e esperança degenerou, em muitos aspetos, numa democracia de fachada — onde os partidos vivem para si, a justiça dorme e o povo assiste, mudo, à encenação do poder."
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A Fuga da UNESCO – Quando os Grandes se Fazem Pequenos
Por Francisco Gonçalves – fragmentoscaos.eu Notícia do Dia Os Estados Unidos anunciaram, esta terça-feira, a saída da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Um Abandono com Cheiro a Declínio Quando uma nação abandona a UNESCO, o que está realmente a dizer ao mundo? Não é apenas uma decisão diplomática. É um grito surdo: “não queremos ouvir, não queremos ensinar, não queremos aprender”. A UNESCO não é uma arena política. É um santuário frágil onde a humanidade tenta preservar o que tem de mais nobre: o saber, a memória e a paz construída pela educação. Ao sair, os EUA não estão apenas a recusar-se a pagar…
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A “nova” disciplina de Cidadania – Educar para o silêncio, formatar para o sistema
Chamam-lhe nova Cidadania.Mas é só o velho programa de domesticação social com um fato novo e um PowerPoint com gráficos. Dizem que retiram a sexualidade para libertar a disciplina das “amarras ideológicas”.Na verdade, estão a acorrentá-la a uma outra ideologia — a do cidadão submisso, que sabe poupar, mas não sabe lutar; que entende juros compostos, mas não compreende o que é consentimento ou igualdade. Transformam a educação para a cidadania numa cartilha de bons comportamentos neoliberais.Trocam o debate sobre identidades por “literacia financeira”, como se o verdadeiro problema de Portugal fosse a falta de conhecimento sobre taxas de juro — e não a desigualdade, o preconceito ou a exclusão.…



























