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O Teatro da Democracia: Uma Nção Entre o Faz-de-Conta e o Roubo Legalizado
"A partir dos anos 90, aperfeiçoou-se a arte do faz-de-conta: empresas fingiam que produziam, governos que governavam, e o povo que acreditava. A corrupção, essa, deixou de ser um desvio para se tornar uma via rápida para a fortuna."
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“Sá Fernandes e o Livre… de Memória”
Em Portugal, há fenómenos que desafiam a física, a lógica e até a meteorologia política. Um deles acaba de acontecer: José Sá Fernandes, velho conhecido dos bastidores do poder, aterrou no partido Livre. Não de paraquedas — que isso já seria demasiado honesto — mas de asa-delta, com o vento da conveniência a empurrá-lo suavemente para o lado mais fotogénico da esquerda. Este é o mesmo Sá Fernandes que já defendeu mais interesses privados do que um ministro da economia em época de orçamento. Que já se sentou ao lado de banqueiros, políticos encravados e até de urbanistas que achavam que betão era sinónimo de progresso. Agora, ressuscita politicamente no…
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“Do Fundo do Poço Vê-se Melhor o Populista”
"O Chega cresce, não por mérito, mas porque o resto apodreceu. É o fungo no sistema, o sintoma terminal de uma democracia esvaziada de ideias. PS e PSD cavaram o buraco — agora espantam-se por ver um demagogo a discursar do alto. Mas foi o silêncio deles, a corrupção deles, a conivência deles que ergueu o púlpito onde ele se exibe."
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Montenegro, o Legitimado — Ou Como Ganhar Sem Convencer
"Montenegro subiu ao poder como quem apanha o comboio das sete — não por mérito, mas por ausência de alternativa. Foi legitimado pelo sistema, não pelo povo. E esse mesmo sistema, doente e viciado, continua a oferecer ao país políticos com currículo opaco e discursos plastificados. Os partidos tornaram-se empresas de fachada, e a democracia um teatro onde o público já não acredita na peça. Portugal merece mais do que esta farsa com intervalos de quatro em quatro anos."
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Dia de Eleições: O Voto Livre na Prisão das Alternâncias
“Hoje vota-se. Mas o país continua aprisionado. Porque enquanto não se puder votar para mudar o sistema, o voto continuará a ser livre... dentro de uma prisão.”
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Lançamento do Livro : O Rei dos Abraços
Stabat in scena, non in Falava ao povo, mas escutava o poder. A toga era branca, o silêncio, cúmplice. Não caiu. Foi-se apagando sob aplausos encomendados.
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Trump, Putin, Xi… e a Europa à margem da História
O mundo está a ser redesenhado — não por tratados, mas por ambição bruta. Enquanto as placas tectónicas da geopolítica se movem com violência, a Europa dorme com o peso dos seus fantasmas e a ilusão do seu passado imperial. Estamos a assistir a uma nova Guerra Fria — mas com menos ideologia e mais transações.Uma era de capitalismo armado, de autoritarismo estratégico e de alianças voláteis.E no centro deste novo xadrez, três peças dominam o tabuleiro: Trump: o CEO do império em renegociação Donald Trump não vê o mundo como um sistema de equilíbrios, mas como um campo de negócios.Para ele, alianças não são valores, são contratos: Com Trump…
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Lançamento do Livro: O Grande Roubo da República
Data: 16 de maio de 2025Autores: Francisco Gonçalves e Augustus Veritas Um livro necessário, num país anestesiado Nasceu com urgência, foi escrito com indignação e agora está disponível para quem ainda se recusa a adormecer:“O Grande Roubo da República” — um livro que percorre com lucidez impiedosa os últimos 50 anos da democracia portuguesa, revelando os esquemas, os silêncios e as repetições do poder em farrapos. São 18 capítulos de denúncia, sátira e análise crítica. Uma obra que mapeia o assalto silencioso à coisa pública — do cavaquismo ao socratismo, da teia autárquica aos incêndios esquecidos, da justiça entorpecida aos média domesticados. Um livro com nomes, histórias e espelhos Não…
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Com uma Mão à Frente e um Império Atrás: A Mágica Ascensão de Montenegro
“Montenegro começou sem nada. Hoje tem imóveis, ações e sociedades. A política portuguesa continua a ser a arte de enriquecer com o sofrimento dos outros — mas com muito sofrimento próprio, claro… dos investimentos milionários que ‘custaram muito’. Pobres ricos.”
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O Partido que Parou no Kremlin
Ou como o PCP se tornou o último museu vivo da Guerra Fria Há coisas que resistem ao tempo: as pedras de Monsanto, o cheiro a bacalhau no Natal e… o PCP. Sim, o glorioso Partido Comunista Português, que em tempos arrastou multidões e recitou “A Internacional” com lágrimas nos olhos e cravos na lapela, hoje é uma relíquia estalinista a tentar passar-se por alternativa política. É como assistir a um fax a tentar competir com o TikTok. Um congresso, duas bandeiras e três fiéis O que dizer de um partido que ainda chama “camarada” a quem discorda com menos de 60 anos? Que ainda acredita que há um proletariado…



























