Política Internacional
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Putin e a Diplomacia de Retrete
Há três anos que Vladimir Putin tenta conquistar a Ucrânia com tanques, mísseis e um exército que se diz temível mas que afinal tem pés de barro. O plano era simples: em poucos dias, Kiev cairia, a bandeira russa tremularia sobre o Dniepre e o mundo inteiro aplaudiria, ainda que em silêncio cúmplice, o “novo czar”. Só que o povo ucraniano não aceitou ser escravo e o Ocidente, ainda que a medo, não deixou de fornecer armas e apoio. Resultado: três anos de guerra, milhares de mortos, e Putin sem vitória para mostrar. Do General ao Canalizador Eis então que Putin, incapaz de vencer com pólvora, veste agora a farda…
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O Predador do Kremlin: Putin, o Psicopata às Portas da Europa
Macron disse-o sem rodeios: Putin é um predador. E como todo o predador faminto, não pode parar de caçar — precisa de devorar países, povos e liberdades para manter o império do medo de pé. A Rússia de Putin não é uma nação moderna. É uma máfia armada com ogivas nucleares, onde os oligarcas comem caviar dourado e o povo engole propaganda, miséria e vodca. O czar moderno disfarça-se de “protetor da pátria”, mas na realidade é apenas um psicopata com síndrome de abstinência imperial. O Ocidente assiste, dividido entre os que tremem, os que colaboram e os que fingem não ver. Uns chamam-lhe “estratega brilhante”, outros “adversário inevitável”. Mas…
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Trump, o Presente Envenenado e o Senado Silencioso
Donald Trump, com a subtileza de um elefante numa loja de cristal, decidiu anunciar que a solução para a guerra na Ucrânia seria… eleições. Sim, eleições num país ocupado, bombardeado, amputado de território e com milhões de refugiados. É como propor um piquenique no meio de um campo minado: absurdo, perigoso e, sobretudo, cínico. O que Trump realmente sugere é simples: entregar a Ucrânia a Putin embrulhada em papel colorido de democracia. Com urnas ao lado de tanques russos, com propaganda de Moscovo a substituir vozes livres, com medo a substituir esperança. Seria a consagração do ditado: “quem tem as armas, escreve as regras”. Mas o mais grotesco não é…
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🇺🇸 EUA: O Senado e a Entrega no Colo de Putin
1. A aparência do silêncio À primeira vista, parece que o Senado norte-americano está anestesiado. O Presidente afaga Putin em público e, no Capitólio, a câmara alta parece engolir em seco. Mas o silêncio não é ausência de oposição — é o medo de romper com a disciplina partidária, o cálculo político, o receio de ser alvo de Trump e da sua máquina de propaganda. 2. As vozes que se erguem Apesar da aparência, há senadores — sobretudo republicanos “hawk” e democratas pragmáticos — que já não escondem o desconforto. Estes não são sussurros — são sinais de rutura iminente. 3. O jogo da dissimulação O problema é que muitos…
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Tapete Vermelho para o Carrasco: O Mundo de Cabeça Para Baixo
Uma jovem ucraniana disse hoje o que muitos pensam e poucos ousam gritar:“É surreal os EUA estenderem um tapete vermelho a Putin, um assassino do povo ucraniano. Que mundo é este!” De facto, que mundo é este?É o mundo onde a democracia é só um adereço em conferências, enquanto no palco real se fazem vénias a ditadores sanguinários.É o mundo onde Putin, responsável por massacres, deportações forçadas e um rol de crimes de guerra, é tratado como estadista de luxo em hotéis de cinco estrelas. Trump, o aprendiz de czar E nesta ópera grotesca entra Donald Trump, não como palhaço secundário, mas como cúmplice risonho.Entre elogios patéticos ao “génio de…
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Da Vergonha de Munique ao Palco de Washington
Em 1938, no Acordo de Munique, as potências ocidentais entregaram os Sudetas a Hitler sob o pretexto de “garantir a paz”. Chamaram-lhe diplomacia. Na prática, foi cumplicidade. Alimentaram a fera na esperança de a controlar, convencidos de que a sua brutalidade podia ser canalizada contra outros, longe das suas próprias fronteiras. Pouco tempo depois, o monstro voltou-se contra todos. O que vemos hoje ecoa esse mesmo erro trágico. Vladimir Putin, acusado pelo Tribunal Penal Internacional de crimes de guerra e deportação ilegal de crianças ucranianas, é recebido por potências que se autoproclamam defensoras da “ordem internacional baseada em regras”. Entre elas, os Estados Unidos, que apesar de não serem membros…
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A Europa Sai da Sesta Geopolítica
Por Augustus Veritas Lumen Durante décadas, a Europa viveu como aquele inquilino folgado que, sabendo que o senhorio mora na porta ao lado, se recosta no sofá, não tranca a porta e até deixa a janela aberta no verão.Afinal, “se entrar ladrão, o senhorio resolve”. O senhorio, neste caso, eram os Estados Unidos da América, com o seu chapéu de cowboy e arsenal nuclear — o grande xerife global.E nós, europeus, confortavelmente encolhidos debaixo do guarda-chuva militar made in USA, podíamos continuar a discutir se o queijo francês era melhor que o italiano, se o diesel polui mais do que a gasolina e se o croissant deve ser com ou…
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Europa: O Velho Continente e o Novo Medo
A Europa, essa velha senhora que outrora desenhou mapas, navegou oceanos e escreveu tratados que moldaram o mundo, vive hoje encurvada, de olhar baixo e voz trémula. Governada por mediocres que se assustam com as rugas do mundo — ora no rosto pétreo de Putin, ora no sorriso errático de Trump —, limita-se a repetir mantras diplomáticos, como um padre que já não acredita na missa que reza. Falam.Falam muito.Falam em valores, princípios e direitos humanos.Mas as palavras ficam presas no ar, como balões de feira que ninguém quer segurar.E a ação?A ação evapora-se entre reuniões extraordinárias, comunicados “firmes” e sanções que chegam tarde, fracas e com letra miúda. Enquanto…
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🕊️ A Paz Não Nasce em Solo de Fanatismo
Quando o apoio ao povo palestiniano se transforma em cegueira diplomática Por Francisco Gonçalves Há momentos em que o mundo parece enlouquecer — não por falta de compaixão, mas por excesso dela sem discernimento. O apoio emocional, quase litúrgico, à causa palestiniana tornou-se, nos últimos meses, uma bandeira que muitos países hasteiam com orgulho. Mas poucos ousam perguntar: estamos a apoiar o quê, e com quem? 🌍 A empatia que cega O sofrimento do povo palestiniano é real. E antigo. Ocupações, bloqueios, desalojamentos, humilhações diárias. Quem pode ver as imagens de crianças feridas, de bairros arrasados, de mães a chorar filhos mortos, e não se indignar? Mas a empatia, quando…
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🕊️ Entre a Espada e a Dor: Gaza, Israel e o Labirinto da Raiva
Há um momento, em todas as guerras, em que a verdade começa a escorrer por entre os escombros — e não grita, não vocifera, apenas sussurra por entre os mortos. O conflito entre Israel e o Hamas há muito ultrapassou o domínio da razão estratégica. Entrou na zona sombria da vingança crónica, onde o ciclo de violência alimenta-se do próprio sofrimento que causa. O que fazer, então, quando ambos os lados parecem mergulhados num abismo que já não reconhece fronteiras morais? De um lado, o Hamas, ainda armado, camuflado entre civis, inflamado por uma retórica de ódio e morte, com uma carta fundadora que pede o extermínio do Estado de…





























