Mediocridade
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🌀 O Espírito das Patranhas
Como fabricar almas para vender submissão Por Francisco Gonçalves, um homem que pensa antes de crer A Grande Farsa da Eternidade Durante milénios, disseram-nos que a alma sobrevive ao corpo, que os mortos nos falam, que há um além onde tudo se revela e se acerta. Deram-lhe muitos nomes: alma, espírito, energia, luz, reencarnação… Mas no fundo, todos estes conceitos serviram o mesmo propósito: distrair o povo da opressão terrena com promessas de justiça celeste. Afinal, para que lutar por dignidade nesta vida, se a outra é eterna e perfeita?É o truque mais antigo do mundo e o primeiro grande negócio virtual : oferecer o paraíso amanhã para que aceites…
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A Máfia do Fogo: Portugal Entre Cinzas e Negócio
Portugal está em chamas.Ardem as serras, ardem as aldeias, ardem as memórias. E, no entanto, o espetáculo segue como se fosse inevitável. O país vive há quatro semanas em labaredas, e o que se vê nas povoações ameaçadas? Bombeiros? Equipas de socorro? Não. Vê-se carrinhas de reportagem, câmaras de televisão e pivots ansiosos por captar a lágrima da tragédia. A pergunta é simples: como é possível um país inteiro ser devorado pelas chamas sem resposta eficaz?A resposta é tão clara quanto obscena: porque o fogo se tornou negócio. 1. Bombeiros exaustos, povo abandonado As corporações locais, feitas de voluntários e de profissionais mal pagos, não têm meios. Lutam com mangueiras…
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O Novo Analfabeto Político Português
Há muitas formas de analfabetismo. O mais grave, o mais letal, não é o de quem não sabe ler nem escrever — é o de quem se recusa a pensar, a questionar, a exigir. Esse novo analfabeto político português não é o camponês pobre de outrora, que apenas não teve acesso à escola. É o cidadão do século XXI que, com todos os meios de informação à mão, prefere ser alimentado pela colher da televisão, pela espuma dos dias, pelo circo dos debates sem conteúdo e pelas novelas da política nacional. Este analfabeto moderno não se revolta com a corrupção porque “sempre foi assim”. Não exige melhor saúde porque acha…
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Portugal em HD: A Fábrica de Analfabetos Televisivos
Em Portugal, a televisão deixou de ser janela para o mundo e passou a ser cortina. Por trás, o mesmo palco de sempre: poderzinhos de trazer por casa, comentadores profissionais do vazio e um povo mantido em anestesia leve, dose diária, horário nobre. 1) Informação que não informa O telejornal transformou-se em novela com pivot. O facto cedeu lugar ao “direto” dramático, ao soundbite com lágrima, à opinião que se disfarça de notícia.Resultado? O cidadão deixa de pensar e consome emoções embaladas. Depois perguntam-se por que razão a realidade parece um spin permanente. 2) Cultura? Só se for “pop” e barata Literatura, ciência, filosofia, artes críticas? Horários impossíveis ou zero…
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Portugal, o País da Inovação de Fachada
Vivemos num país onde basta colar a palavra digital ou inteligência artificial a qualquer projeto para que, de repente, toda a mediocridade ganhe um ar de modernidade. O truque é simples: quanto mais pomposo o inglês do “pitch”, mais provinciano é o cérebro que o pronuncia. O Web Summit é o exemplo acabado deste circo: Lisboa aplaude como se tivesse recebido a NASA, quando na verdade acolhe um evento de powerpoints, “unicórnios” de plástico e políticos a fingirem que sabem o que é um algoritmo. É a Disneyland dos idiotas úteis, que saem convencidos de que Portugal está “na linha da frente da inovação mundial”. A realidade? Enquanto isso, os…
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Portugal: O País Amigo dos Criminosos
Homens apanhados em flagrante a atear um incêndio em Vinhais. Presos? Não. Julgados no imediato? Também não. Soltos. Livres. Protegidos pela justiça que deveria proteger o povo. Eis Portugal: o país onde quem cumpre a lei vive oprimido, e quem a pisa sai com um sorriso cúmplice da sala do tribunal.Um país onde os incendiários saem em liberdade, enquanto aldeias inteiras tremem de medo sempre que o vento levanta.Um país onde ladrões de colarinho branco assinam sorridentes a sua impunidade, e o povo honesto continua a carregar nos ombros a carga fiscal de sustentar o circo. Não é só em Vinhais. É em todo o lado. A justiça portuguesa transformou-se…
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O Jogo do Congelamento: Putin, a Ucrânia e a Ilusão da Paz
Dizem alguns que Vladimir Putin estaria disposto a aceitar uma paz se lhe reconhecessem o domínio de Donetsk e Lugansk. Como se o czar moderno fosse um homem satisfeito com migalhas de território. Como se a fera, após devorar um pedaço, se deitasse sossegada à sombra, sem desejar o resto da presa. A verdade é crua e simples: Putin não quer a paz. Quer o tempo.Tempo para rearmar. Tempo para treinar. Tempo para transformar os territórios já ocupados em fortalezas russificadas. É o método que já aplicou na Geórgia com a Abkházia e a Ossétia do Sul; na Moldávia com a Transnístria; e, claro, na Crimeia desde 2014. Sempre o…
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O Governo do Mateus Rosé
Perguntam muitas vezes se existe governo em Portugal. A resposta é simples: não, não existe. O que temos é um grupo de rapazes engravatados, vestidos como se fossem a um batizado, que confundem a governação com uma festa de salão. Em vez de ministros, parecem rótulos de garrafas: um Aguiar Branco, um Poiares Maduro… porque não juntar um Colares Tinto ou um Mateus Rosé? Ao menos seria mais honesto: o país está transformado numa carta de vinhos mal arrumada, onde a escolha nunca sacia e apenas embriaga. Chamam a isto democracia madura. Mas madura de quê? De tanto tempo ao sol, apodrecida, como fruta esquecida na árvore. O que vemos…
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Portugal: O Monstro do Estado
O Estado português é um monstro insaciável. Cresce, engorda e exige sempre mais — mais impostos, mais taxas, mais sacrifícios. Hoje já ultrapassa os 760 mil funcionários públicos, um número que não para de aumentar, como se a máquina fosse um fim em si mesma. Enquanto isso: É a velha fábula portuguesa: o Estado como parasita obeso, que promete cuidar do hospedeiro mas só lhe suga a energia vital. Cada crise serve de desculpa para contratar mais, criar institutos e direções-gerais, sem nunca cortar no desperdício. O monstro cresce. O país encolhe.E nós, cidadãos, assistimos a esta tragédia transformada em comédia burlesca, onde o povo é sempre o palhaço de…
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Portugal: 191 Razões para Duvidar da Justiça e da Política
Desde 2017, pelo menos 191 políticos e detentores de cargos públicos em Portugal foram constituídos arguidos ou acusados pela Justiça.O número já seria escandaloso por si, mas torna-se ainda mais obsceno quando se percebe que entre eles há: Os crimes? Corrupção, peculato, branqueamento de capitais, recebimento indevido de vantagem… o catálogo habitual da promiscuidade entre poder e interesse privado.E onde estão concentrados? Sobretudo nos dois partidos que têm governado o país nas últimas décadas — PS e PSD —, alternando no poder, mas nunca nas práticas. A teia invisível Como explica Regina Queiroz, investigadora de Justiça Social e Política, a estrutura partidária portuguesa funciona como um clube fechado, onde os…





























