Mediocridade
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Portugal : A ausência do ser
📌 Facto em Destaque Portugal vive suspenso — um país que existe sem existir, habitando um hiato entre o que foi e o que nunca ousou ser. Portugal ou a ausência de ser Portugal é um lugar onde o ser se eclipsa. Não é ausência total, nem presença plena — é uma espécie de sombra ontológica, um entrelugar suspenso entre o que foi e o que nunca ousou ser. Habita-se aqui como quem ocupa um eco. As ruas carregam memórias de epopeias, mas nelas ressoa sobretudo o silêncio de um povo habituado ao adiamento. Vive-se na espera. Espera-se pelo futuro como quem espera por um comboio que já não passa.…
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A Europa fala..fala.. mas não a vejo a fazer nada !
Europa: campeã da palavra, derrotada na ação O continente que promete browsers, IAs e carros elétricos… mas entrega relatórios A Europa é um caso de estudo: fala alto, anuncia projetos grandiosos, sonha em rivalizar com os gigantes. Depois, acorda, reúne comissões, cria regulamentos, publica relatórios — e deixa que os outros façam o trabalho. “O browser europeu? Ficou preso no cache. A IA europeia? Foi arquivada em PDF. O carro elétrico europeu? Está na fila de espera do comité de inovação.” Enquanto os EUA lançam plataformas globais, a China ergue fábricas e controla cadeias de valor, a Europa organiza seminários sobre ética e workshops sobre interoperabilidade. É como chegar à…
- Corrupção, Crime Organizado, Democracia e Sociedade, Domesticação mentes, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, Novas formas domesticar opiniões
O Paradoxo da governação de Portugal
Opinião • Portugal • História & Política O Paradoxo Português: da Industrialização do Estado Novo à Corrupção Democrática por Francisco Gonçalves10 setembro 2025 O Estado Novo foi ditadura abominável — mas teve projeto industrial e disciplina técnica. A democracia trouxe liberdade — mas deixou que a corrupção e a incompetência devorassem o futuro. Entre estes dois extremos, ergue-se o paradoxo português. O lado obscuro e a disciplina produtiva O Estado Novo tolheu liberdades, perseguiu opositores e semeou medo. Ainda assim, impôs uma lógica de obra: siderurgia nacional, metalomecânica forte, Sorefame a fabricar e exportar composições ferroviárias, Lisnave e Setenave com reputação internacional, Tramagal a montar veículos pesados, ferrovia moderna a…
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🗳️ A Democracia em Estado Vegetativo
Portugal gaba-se de ser democracia madura.Mas madura em quê?Madura em compadrios, madura em mediocridade, madura em partidos que se revezam no poder como quem joga ao “passa a batata quente”. A democracia, que devia ser um banquete de cidadania, transformou-se numa cantina de sopas requentadas.Vota-se não por esperança, mas por resignação.Elege-se não pelo mérito, mas pelo menos-mau. “Liberdade sem justiça é um pássaro com uma asa só: pode bater muito, mas nunca voa.” Em nome do povo governa-se para grupos de interesse.Em nome da transparência escondem-se relatórios.Em nome da justiça prolongam-se processos até prescreverem.Em nome da democracia, mata-se a própria democracia. O povo, anestesiado, entretém-se: E a pátria, essa, vai…
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Trauma de Duodécimos – O Governo e a Síndrome da Troika
📌 Facto em DestaqueO Governo de Luís Montenegro quer que os subsídios de férias e de Natal possam ser pagos em duodécimos — lembrança direta dos tempos da troika. Trauma de Duodécimos – O Governo e a Síndrome da Troika Há governos que sonham com grandes obras públicas, outros com revoluções digitais ou até com foguetes para Marte. O de Montenegro parece sonhar… com duodécimos. Sim, meus caros, é como se a troika ainda estivesse sentada na mesa do Conselho de Ministros, disfarçada de assessor de confiança, sussurrando:“Paga em fatias, Luís, que o bolo inteiro custa caro demais…” A proposta é vendida como liberdade: cada trabalhador poderá escolher como recebe…
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🎭 O Teatro Montenegro
Luís Montenegro prometeu uma nova era. Mas, no palco da política portuguesa, não há estreia: só reposição.As luzes acendem-se, a orquestra afina, e o guião é velho de 50 anos. O ator principal entrou de fato engomado, com voz segura, mas depressa se percebe que não é protagonista — é apenas mais um ensaiador da peça interminável da mediocridade. A peça O elenco No cartaz lê-se “Portugal 2030 – Uma Nova Ambição”.Mas o povo sabe: a peça chama-se “O Mesmo de Sempre”, encenada agora por Montenegro, como antes por Costa, Sócrates, Passos, Cavaco e companhia. E quando a cortina descer, o país continuará no mesmo lugar:👉 preso à cadeira de…
- Burocracia, Corrupção, Crime Organizado, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
Portugal : Da Ditadura ao Cartel das Claques
A Armadilha que Abril armou Como a “libertação” de Abril sequestrou o Estado — e como o povo o pode resgatar Portugal acordou do 25 de Abril e, lentamente, adormeceu no tranquilizante das claques partidárias.Saímos da tirania de um só homem para a tirania multicéfala de aparelhos que aprenderam depressa a lição essencial do poder: tomar tudo. Das autarquias ao Terreiro do Paço, das empresas públicas às privadas “amigas”, das fundações às consultoras que fazem leis ao quilo — tudo. A anatomia da quadrilha Os sintomas a olho nu A fatura Cinquenta anos de energia dissipada em clientelas: salários estagnados, fuga de cérebros, justiça que boceja, serviços públicos exaustos e…
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⏳ Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Camões, com a sua pena, já percebia que o mundo é instável como o mar.Mas se o poeta falava da mutabilidade humana, nós, hoje, só podemos rir:porque em Portugal, os tempos mudam… mas as vontades mudam sempre para pior. “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,Muda-se o ser, muda-se a confiança;Todo o mundo é composto de mudança,Tomando sempre novas qualidades.” Mudam-se as vontades dos políticos — conforme a cadeira onde se sentam.Mudam-se as vontades dos ministros — conforme o lobby que os visita.Mudam-se as vontades do povo — conforme o próximo jogo de futebol. Aqui, a mudança não é progresso: é reciclagem da mediocridade. E assim se cumpre a farsa: Portugal…
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Portugal aos Trambolhões – Sátiras da Quinta Democrática
Prefácio Portugal aos Trambolhões – Sátiras da Quinta Democrática Portugal é um país que anda de elevador sem cabos, elétrico sem travões e comboio sem maquinista.Um país que se habituou ao improviso, à mentira repetida com ar sério e ao corrupto que “faz obra” como se fosse um santo padroeiro do betão. Somos um povo que ri para não chorar, que aplaude o ladrão desde que inaugure rotundas e que aceita a decadência com a mesma passividade com que aceita a chuva de novembro. A sátira, neste teatro grotesco, não é luxo: é sobrevivência. Este livro não é um manual de ciência política, nem um compêndio académico sobre governança. É,…
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A versão portuguesa do cartoon do Charlie Hebdo
📌 Facto em Destaque A política portuguesa, retratada como um elétrico desgovernado, desce em queda livre rumo ao abismo — e todos nós vamos lá dentro. 🚠 Portugal no Elevador da Glória… rumo ao abismo “Desbloqueemos tudo!”, gritam os políticos nacionais, enquanto se amontoam num elétrico amarelo a descer desgovernado pela calçada da Glória. Parafusos a saltar, travões partidos, cordas soltas – a imagem não podia ser mais fiel ao estado da política portuguesa. No interior da cabine, todos os protagonistas se acotovelam: uns prometem ética, outros juram que vão salvar o país, mas todos partilham o mesmo destino – a queda. Marcelo acena, Montenegro protesta, Costa olha de soslaio,…




























