Mediocridade
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A Europa despojada de valores
Miguel Torga e a Europa Sem Valores Box de Factos: Em 1993, Miguel Torga escreveu: “Ninguém me encomendou o sermão, mas precisava de desabafar publicamente. Não posso mais com tanta lição de economia, tanta megalomania, tão curta visão do que fomos, podemos e devemos ser ainda, e tanta subserviência às mãos de uma Europa despojada de valores.” As palavras de Torga ecoam em 2025 como se tivessem sido escritas ontem. O diagnóstico é brutal e certeiro: lições de economia vazias, megalomanias de dirigentes, visão curta sobre o futuro e uma Europa sem valores. Trinta anos passaram, mas o enredo não mudou. Portugal continua prisioneiro de tecnocratas que falam em PIB…
- Assalto a "coisa pública", Corrupção, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
A democracia como uma farsa
A Democracia Representativa: a Grande Farsa dos Nossos Dias Box de Factos: Texto original escrito em janeiro de 2014 por Francisco Gonçalves, agora reescrito e renovado em 2025. Tema central: a democracia representativa como sistema de manipulação e encenação, mais próximo da farsa do que da verdadeira participação popular. A democracia representativa dos nossos dias deixou de ser democracia. É farsa, encenação, um espetáculo político onde o povo paga bilhete mas nunca sobe ao palco. Pior que muitas ditaduras, nem sequer precisa perseguir quem pensa diferente — basta ignorar. O debate de ideias não existe. O que há são conversas circulares, sempre dentro das muralhas dos partidos. Um bando partidário,…
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Portugal : “O melhor do mundo”
Portugal, o “melhor do mundo”: a epopeia das promessas tecnológicas Box de Factos: Marcelo Rebelo de Sousa afirmou na ONU que “Portugal é o melhor do mundo”. O projeto Discretion, coordenado pela Indra Deimos, venceu o Prémio Nacional de Inovação em Cibersegurança, destacando o papel de Portugal nas comunicações quânticas. Marcelo repete-o como um refrão: “Portugal é o melhor do mundo”. Soa bem, enche o peito de orgulho, fica bonito no boletim de imprensa da ONU. Mas, cá dentro, soa como eco antigo — aquele das promessas que Portugal faz há cinquenta anos e nunca concretiza. Já tivemos promessas de microeletrónica de ponta, de chips portugueses, de polos de inteligência…
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Portugal país de zequinhas
Zequinhas em Série: A Dança da Mediocridade Eis Portugal em toda a sua glória: um zequinha a criticar outro zequinha. O primeiro aponta os erros do segundo, o segundo denuncia as falhas do primeiro, e ambos se afundam no mesmo charco onde nadam há décadas. É a dança dos mediocres: um teatro de pequenas vaidades, de discursos cheios de nada, onde a única constante é o país sempre no mesmo lugar — atolado, resignado, a rir para não chorar. No fim, não há vencedores, apenas perdedores: nós, que continuamos a ser governados por um rodízio de zequinhas que se criticam uns aos outros, mas nunca mudam nada. — Francisco Gonçalves
- Assalto a "coisa pública", Corrupção, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça, Sátira Política
Rui Rio : Não me comprometa
Rui Rio: o Político NIN e a Comédia da Política Portuguesa Rui Rio é o retrato perfeito de Portugal em caricatura: critica a justiça quando lhe convém, elogia-a quando lhe serve, e no resto do tempo finge que o problema é dos outros. Fala de ética como quem fala do tempo — uma conversa de circunstância — mas sempre a aplicar aos vizinhos, nunca à sua própria casa. Apresenta-se como um outsider, quase um marciano aterrado em Lisboa ontem à tarde, que nada teve a ver com os últimos 50 anos de política nacional. Mas, surpresa!, foi um dos habitantes de primeira fila desse mesmo circo que hoje critica. É…
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Portugal : Oportunidades perdidas
Portugal recusou o comboio da tecnologia. Em vez de futuro, escolheu ser colónia digital e turística. Portugal: a Província Digital da Europa Portugal não perdeu apenas o comboio da tecnologia — recusou-se a entrar nele. Preferiu a paralisia, o conforto da mediocridade e o vício da dependência. Enquanto o mundo investia em redes de 5G/6G, semicondutores, inteligência artificial e biotecnologia, nós cultivávamos congressos sobre turismo sustentável e debates sobre quotas de imigração. A verdade nua e crua é esta: somos uma periferia satisfeita com a sua condição de servos. Em vez de soberania digital, importamos plataformas estrangeiras. Em vez de indústria de software com escala global, vendemos “startups” embrulhadas em…
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Estado : Empregos vitalícios e privilégios
Contra o Teatro da Mediocridade: O Tempo como Carreira Box de Factos Na função pública portuguesa, a progressão na carreira continua a ser ditada quase exclusivamente pela antiguidade. Em Portugal, há um território onde o tempo não é apenas uma medida da vida, mas a moeda de troca de toda uma carreira. Não é o mérito que abre portas, não é a ousadia que ergue degraus, não é a competência que acelera ritmos. É a simples cronologia: a cada ano, um passo; a cada década, uma cadeira mais pesada; e, por fim, a certeza tranquila de uma reforma a salvo das intempéries. Este modelo, resquício endurecido do Estado Novo, permanece…
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Falta cumprir Abril : Um povo em desespero
50 Anos de Democracia: Entre o Sonho de uma Nação e a Realidade de um País em Suspenso O Rugido da Liberdade — meio século depois, resta perguntar: o que fizemos do sonho de Abril? Introdução: O Rugido da Liberdade A madrugada de 25 de Abril de 1974 foi mais do que o fim de uma ditadura: foi o início de uma promessa. O povo, cansado da guerra colonial, da censura e da miséria, acreditou que a liberdade seria a semente de um país novo, justo e próspero. Mas meio século depois, a pergunta ecoa como um grito: o que fizemos do sonho de Abril? Capítulo 1: As Conquistas Inegáveis…
- Corrupção, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça, Pedinte da Europa, Política
O Eterno Provincianismo Luso
A Síndrome do Império de Quintal: A Euforia Pueril do Provincianismo Lusitano Como a celebração do mínimo denominador comum nos impede de crescer É um espetáculo peculiar, repetido ad nauseam nas televisões, nos cafés e nas redes sociais: a euforia desproporcionada com uma conquista menor. Um prémio internacional qualquer, uma referência fugaz num jornal estrangeiro, a inauguração de mais um data center ou a eleição de uma praia portuguesa num ranking duvidoso. Aclama-se com o fervor de quem descobriu o caminho marítimo para a Índia. Esta “alegria de província” – este provincianismo puto – não é inofensiva. É o sintoma de uma adolescência cultural prolongada, um complexo de inferioridade mascarado…
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Portugal: Se não fosse trágico até seria irónico
📚 Box de Factos — Entre lombadas e envelopes Quem: Vítor Escária, então chefe de gabinete do primeiro-ministro. O quê: apreensão de 75.800 € em numerário, acondicionado em envelopes e repartido por livros e caixas de vinho. Onde: gabinete em São Bento. Quando: buscas no âmbito da Operação Influencer (novembro de 2023). Estado (2025): decisões judiciais mantêm o montante apreendido enquanto se apura a origem das notas. Nota de leitura: colocar notas entre livros não aumenta a literacia; apenas o peso específico das prateleiras. A literatura pede leitores, não depositários. Em países sérios, os livros abrem-se para ler. Nos outros, por vezes, para guardar “silêncios”. Fontes VISÃO — 75.800€ em envelopes,…





























