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IBM e a Era dos Angstroms: quando o silício deixou de encolher e começou a subir em altura
IBM e a Era dos Angstroms: quando o silício deixou de encolher e começou a subir em altura A IBM demonstrou uma tecnologia de chip sub-1 nanómetro, baseada num nó de 0,7 nm, ou 7 angstroms, e numa arquitectura tridimensional NanoStack. Não é apenas mais um transístor mais pequeno. É uma mudança de geometria: quando o plano já não chega, a computação começa a construir para cima. Nota de abertura: Durante décadas, a indústria dos semicondutores viveu da obsessão de encolher. Agora, com a arquitectura NanoStack da IBM, a pergunta muda: não é apenas até onde conseguimos reduzir os transístores, mas até onde conseguimos empilhá-los, ligá-los e alimentá-los sem que…
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Portugal: O País que Desmontou as Suas Máquinas
O País que Desmontou as Suas Máquinas Há cinquenta e dois anos, Portugal possuía fábricas, estaleiros, metalomecânica, produção ferroviária e conhecimento técnico. Hoje celebra recordes de turismo enquanto importa muitas das máquinas que outrora sabia construir. Nota de abertura: Esta crónica não pretende transformar o Portugal anterior a Abril de 1974 numa idade dourada. Era um país pobre, desigual, autoritário e socialmente atrasado. Mas reconhecer essa realidade não obriga a apagar outra: Portugal possuía uma base industrial relevante para a sua dimensão, fabricava equipamentos complexos, acumulava conhecimento técnico e exportava produtos industriais. A democracia deveria ter modernizado essa capacidade. Demasiadas vezes, preferiu deixá-la desaparecer. Há cinquenta e dois anos, Portugal…
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Portugal: O País Onde o Petróleo Desce e a Bomba Sobe
O País Onde o Petróleo Desce e a Bomba Sobe Crónica crítica sobre combustíveis caros, impostos, margens, opacidade e a estranha alquimia portuguesa que transforma cada litro numa factura nacional Crónica da autoria de Augustus Veritas, para Fragmentos do Caos. Nota Editorial Esta crónica nasce de uma perplexidade antiga e profundamente portuguesa: o preço do petróleo pode descer nos mercados internacionais, mas o preço dos combustíveis nas bombas nacionais parece possuir vida própria, temperamento fiscal e uma vocação quase artística para resistir à descida. Em Portugal, o combustível não é apenas energia. É imposto, margem, logística, retalho, taxa, carbono, IVA, geopolítica, desculpa técnica e resignação por litro. Cada abastecimento parece…
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Portugal não precisa de mais radares. Precisa de cidadãos
Portugal não precisa de mais radares. Precisa de cidadãos. Quando a falta de civismo se torna a principal causa invisível da insegurança rodoviária Francisco Gonçalves Fragmentos do Caos | Julho de 2026 “Um radar mede quilómetros por hora. A consciência mede o grau de civilização de um povo.” Nota Editorial Há temas que regressam ciclicamente ao debate público. A sinistralidade rodoviária é um deles. Sempre que uma sucessão de acidentes choca o país, repetem-se as mesmas respostas: mais radares, mais fiscalização, novos limites de velocidade e alterações ao Código da Estrada. Estas medidas podem produzir resultados positivos em determinados contextos. Contudo, tornam-se insuficientes quando ignoram aquilo que está na origem…
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A Filosofia como Arquitetura do Pensamento Sistémico e Estratégico
A Filosofia como Arquitetura do Pensamento Sistémico e Estratégico Crónica de Francisco Gonçalves para Fragmentos do Caos, 2026 Há uma ilusão moderna, muito conveniente e por isso mesmo muito perigosa, segundo a qual pensar estrategicamente é dominar ferramentas, metodologias, matrizes, indicadores, dashboards e modelos de decisão. A humanidade, sempre inclinada a confundir instrumentos com sabedoria, desenha gráficos coloridos e acredita ter domesticado a complexidade. Mas a estratégia não nasce da ferramenta. Nasce da pergunta certa. E a pergunta certa, quase sempre, tem raízes filosóficas. Antes do método, há o espanto. Antes do algoritmo, há a dúvida. Antes do plano, há a pergunta. Antes da inteligência artificial, há a inteligência humana,…
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A Ética em Política e a Qualidade das Democracias
BOX DE FACTOS A ética em política não é ornamento moral: é o limite invisível que impede o poder de se transformar em abuso. Uma democracia pode conservar eleições, parlamentos e instituições formais, mas perder substância quando abandona a verdade, a vergonha e a responsabilidade. Desde Aristóteles, a política foi pensada como parte da vida ética da comunidade, orientada para a justiça e para o bem comum. Montesquieu mostrou que a separação de poderes é uma defesa contra a concentração e o abuso do poder. Max Weber distinguiu a ética da convicção e a ética da responsabilidade, mostrando que a política exige princípios e consciência das consequências. Rawls colocou a…
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Portugal Capturado: A Democracia das Redes, dos Segredos e dos Contribuintes
Portugal Capturado: A Democracia das Redes, dos Segredos e dos Contribuintes Crónica crítica sobre elites, corrupção sistémica, opacidade institucional, justiça lenta e o país que vota, paga impostos e continua à espera de ser ouvido Crónica da autoria de Augustus Veritas, para Fragmentos do Caos. Nota Editorial Portugal não falha apenas por falta de recursos. Falha porque demasiadas vezes os recursos são capturados, desviados, mal geridos ou entregues a redes de influência que vivem do Estado como parasitas de luxo. O problema maior não é apenas a corrupção clássica, feita de envelopes, adjudicações, favores e contratos convenientes. É a corrupção sistémica, mais profunda, mais silenciosa e mais difícil de combater:…
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Almada, a República da Torneira Seca
Almada, a República da Torneira Seca Crónica crítica sobre água, urbanismo, incompetência municipal e a estranha arte de cobrar pelo crescimento sem preparar as infraestruturas Crónica da autoria de Augustus Veritas, para Fragmentos do Caos. Nota Editorial Esta crónica nasce de uma indignação elementar: num concelho moderno, urbano, densamente habitado e fiscalmente voraz, a água não pode transformar-se numa lotaria doméstica. Não é aceitável que famílias, comerciantes, idosos, trabalhadores e instituições passem dias ou semanas a viver ao ritmo da torneira, como se Almada tivesse regressado ao tempo dos cântaros, das bicas públicas e da resignação administrada. A falta de água em Almada não é apenas um problema técnico. É…
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O SNS, a Saúde a Duas Velocidades e o Português que Paga Duas Vezes
O SNS, a Saúde a Duas Velocidades e o Português que Paga Duas Vezes Crónica crítica sobre a degradação do Serviço Nacional de Saúde, a fuga para o privado e o absurdo de um país onde os cidadãos pagam duas vezes pela mesma promessa Crónica da autoria de Augustus Veritas, para Fragmentos do Caos. Nota Editorial Esta crónica nasce de uma evidência cada vez mais difícil de esconder: Portugal mantém formalmente um Serviço Nacional de Saúde universal, mas empurra milhões de cidadãos para soluções privadas quando a resposta pública falha, atrasa ou se torna imprevisível. O cidadão português paga impostos para financiar o SNS. Depois paga seguros, consultas privadas, exames,…
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A Civilização Ocidental Perante os Novos Bárbaros
A Civilização Ocidental Perante os Novos Bárbaros Crónica sobre a fragilidade das democracias, o regresso dos autoritarismos e a defesa da liberdade no século XXI Nota Editorial Esta crónica nasce de uma inquietação profunda: a percepção de que a civilização ocidental, apesar da sua força tecnológica, económica e militar, se encontra hoje mais vulnerável do que gostaria de admitir. O perigo não vem apenas de fora, dos regimes autoritários que desafiam a ordem democrática, instrumentalizam a guerra, controlam populações e procuram enfraquecer as sociedades livres. Vem também de dentro: do cansaço cívico, da perda de confiança nas instituições, da manipulação da verdade, da desigualdade, da mediocridade política e da perigosa…





























