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Banca em Portugal: A Cúpula Dourada da Impunidade
O MANTO DE IMPUNIDADE DA BANCA EM PORTUGAL Por Francisco Gonçalves • Série “Contra o Teatro da Mediocridade” 🧩 Box de Factos • IRC em Portugal: 21% + derramas). • Setor bancário: contribuição especial baseada em responsabilidades (CESB). • Taxa efetiva dos bancos: em média inferior a 12%. • Lucros em 2024 dos cinco maiores bancos: ~3 mil milhões de euros. • Imposto efetivamente pago: entre 300 e 400 milhões. Vivemos num país onde os bancos são tratados como se fossem os próprios senhores do Estado. Lucram centenas de milhões — às vezes milhares — e pagam impostos como se fossem meras start-ups em dificuldades. Em 2024, o setor bancário…
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🔸Portugal — Fábrica de Esperas e Empregos Suspensos
Lay-off na Bosch Braga: a linha de montagem que parou o pulso industrial português Quando o chip falha, o país silencia Devido à escassez de componentes para peças eletrónicas e às recorrentes interrupções na produção, o mecanismo de lay-off estabelecido no Código do Trabalho entra em vigor a partir do início de novembro até, presumivelmente, ao final de abril de 2026. A decisão atinge a unidade da Bosch em Braga, um dos maiores empregadores industriais do país. O lay-off consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou na suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, estruturais…
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Tesouras e Estetoscópios: O Corte Frio no Coração do SNS
Os Cortes no SNS — Um Crime Silencioso Contra os Portugueses Quando a tesoura substitui a reforma, a saúde adoece 📌 Box de Factos Medida: Ordem governamental de corte de despesa no SNS e nos hospitais públicos Objectivo declarado: Contenção orçamental Consequência real: Redução de exames, atrasos em medicamentos e colapso dos serviços Despesa pública em saúde (2021): 10,6% do PIB Média UE: 11,5% do PIB Despesa privada: ~27% do total — uma das mais altas da Europa O Governo decidiu, em nome da contenção, ordenar às administrações hospitalares e ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) que cortem na despesa. Uma decisão que revela mais cobardia do que coragem reformadora:…
- Assalto a "coisa pública", Banalidade do mal extremo, Corrupção, Crime Organizado, País de Desigualdades e Injustiça
Quando a Justiça Entreabre a Porta: O Inédito Julgamento dos que Julgavam
A Justiça Quer Funcionar, Mas Pouco O julgamento da Operação Lex — o inédito que devia ser regra 📌 Box de Factos Processo: Operação Lex Tribunal: Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Início do julgamento: 29 de Outubro de 2025 Arguidos: 16, incluindo ex-juízes desembargadores Rui Rangel e Fátima Galante Crimes: Corrupção activa e passiva, branqueamento de capitais, fraude fiscal, abuso de poder Carácter: Inédito na história judiciária portuguesa — juízes no banco dos réus O julgamento da Operação Lex começou no Supremo Tribunal de Justiça com uma carga simbólica rara. O próprio presidente do colectivo sublinhou o seu “carácter inédito na história judiciária portuguesa”: pela primeira vez, juízes de toga…
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A Justiça Adiada: Quando o Pó do Poder Cobre a Balança da Verdade
Corrupção à Vista de Todos E só a Justiça não via 📌 Box de Factos Data da operação: 29 de Outubro de 2025 Entidades visadas: Novo Banco e KPMG Portugal Crimes investigados: corrupção activa e passiva, burla qualificada e branqueamento Âmbito: Vendas de activos imobiliários desde 2018, com prejuízos para o Estado Entidade investigadora: PJ / Unidade Nacional de Combate à Corrupção Há investigações que são como janelas abertas numa casa fechada há demasiado tempo. A Polícia Judiciária fez buscas à KPMG Portugal e ao Novo Banco, mergulhando nas sombras das vendas de activos imobiliários realizadas desde 2018. Em causa: a possível prática de corrupção activa e passiva no sector…
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O País Onde o Crime Espera e a Justiça Dorme
O Tempo do Crime: Duarte Lima e a Eternidade dos Culpados Série «Contra o Teatro da Mediocridade» — por Francisco Gonçalves Imagem simbólica — o tempo detido sobre o crime O Julgamento que Não Vem Três anos depois de anunciado, o julgamento de Duarte Lima volta a ser adiado — desta vez por mais sessenta dias. O juiz do processo pediu à Procuradoria-Geral da República que interpele as autoridades brasileiras sobre o motivo pelo qual o processo ainda não foi remetido na íntegra para Portugal. Previsto para novembro de 2022, o julgamento tornou-se um caso-escola do colapso moral e logístico da justiça portuguesa: entre prazos, pedidos, e carimbos, a verdade…
- Artificial Intelligence, Assalto a "coisa pública", Democracia e Sociedade, Nepotismo, Soberania Digital
De Silicon Valley a São Bento: O Código Fonte da Influência
A República S.A.: Ética em Falência Técnica Série «Contra o Teatro da Mediocridade» — por Francisco Gonçalves Imagem simbólica — o reflexo do poder digital sobre o Estado O Caso em Ângulo Nítido Bernardo Correia, até há pouco director-geral da Google Portugal, foi nomeado secretário de Estado responsável pela implementação da legislação europeia relativa à inteligência artificial e aos serviços digitais. Antes disso, era parte activa na empresa que agora passa a dever supervisionar. E, segundo dados públicos, mantém mais de meio milhão de euros em ações da Google — um dado que ultrapassa a mera coincidência. O Governo indicou a ANACOM como autoridade nacional principal para supervisão do regulamento…
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💔 Corações em Corte: A Desumanização do SNS
Austeridade Clínica: Quando a Tesoura Substitui o Estetoscópio Série «Contra o Teatro da Mediocridade» — por Francisco Gonçalves Imagem simbólica Box de Factos Em 2022, os hospitais públicos portugueses acumulavam défices equivalentes a cerca de 2,5 % do PIB. 89,6 % dos portugueses acreditam que o SNS se está a deteriorar e 85,1 % receiam não obter os cuidados de que precisam. A despesa pública em saúde rondava 10,6 % do PIB em 2022, com participação pública abaixo da média europeia. Uma Ordem que Contradiz a Razão Exigir cortes de despesa hospitalar mesmo com abrandamento da actividade é uma contradição estrutural: se a actividade diminui, as necessidades fixas não desaparecem;…
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1️⃣ O País do Tudo Grátis e da Consciência em Falência
A República do Tudo Grátis — O País dos Direitos sem Deveres Portugal tornou-se o país do “eu tenho direito”. Direito à escola gratuita, à universidade sem propinas, aos transportes sem bilhete, à saúde sem espera, ao subsídio sem contrapartida. É a pátria onde todos exigem o seu quinhão de generosidade estatal — e ninguém quer saber quem paga a conta. O novo orgulho nacional é viver à custa de um Estado que já não se aguenta de pé. A retórica dos “direitos sociais” transformou-se em anestesia colectiva. O mérito, o esforço, o contributo e a responsabilidade foram substituídos por uma fé ingénua no “Estado papá” — essa criatura mitológica…
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Do Saco de Batatas ao Saco Azul
O País das Batatas — Crónica de uma Corrupção Sem Data de Validade Há histórias que valem mais do que mil relatórios da Procuradoria. Histórias que, por si só, explicam um país inteiro. Portugal tem essa vocação antiga: transformar a batata em moeda, o truque em talento e o oportunista em herói popular. Corria o ano de 1965, no início da guerra colonial. No norte de Angola, um jovem oficial de intendência chamado Valentim dos Santos de Loureiro geria os aprovisionamentos da messe dos oficiais — a cantina dos senhores da guerra. Entre tabelas de fornecimento, faturas e barris de batatas, descobriu-se um pequeno grande esquema: o militar inflacionava os…





























