Política
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O Chega e os 40 Ladrões
Diz-se em Lisboa que um certo Aluvabá — não confundir com o Alibabá, que pelo menos tinha algum engenho — abriu um clube secreto. Não precisava de senha mágica, apenas de microfone e muita vozearia. Mas, em vez de tesouros escondidos, dali só saem personagens que fariam corar até Sherazade. Primeiro, apareceu um pedófilo, desses que deveriam ser trancados fora da história, mas que entrou sorrateiro como figurante de luxo. Logo depois, um ladrão de malas, especialista em trocas rápidas nos aeroportos da moralidade. E, como se não bastasse, surge agora um incendiário, pronto a atear fogo à decência e deixar o país a arder em cinzas de populismo. Enquanto…
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O charco nacional normalizado
Do Charco Português e dos Sapos que Nele Coaxam Portugal, país encantador de vistas e fadistas, mas onde a política se transformou num charco. E nesse charco, os sapos coaxam sem parar, satisfeitos com a lama onde se banham. O povo, cansado, olha de fora, como se o espetáculo fosse inevitável. O conflito de interesses que já nem indigna É possível — sim, possível em pleno século XXI — que um primeiro-ministro eleito mantenha um negócio privado de advocacia e consultoria ativo, em perfeito conflito de interesses com o cargo que ocupa. É possível que esse mesmo governante surja com 55 imóveis não declarados, num festival de opacidade que em…
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Os enganadores da nação
Crónica · Fragmentos do Caos Que grande é o poder d’enganar Camões já o sabia: a arte velha do embuste, agora com luzes LED e telepontos. Antes do teleponto já havia teatro. No púlpito e na corte prometiam mundos; hoje, na gala e no prime-time, prometem reformas milagrosas. Mudaram-se os cenários, ficou o truque: persuadir o cansaço a tornar-se crença. “Que grande é o poder d’enganar, e como o povo fácil se persuade…” — Luís de Camões Eis a tragédia repetida com figurinos novos: Ontem, reis navegavam nas naus da vaidade; hoje, ministros surfam nas marés do marketing. Ontem, promessas gravadas em pergaminho; hoje, slogans gravados em LED e em…
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Oh vã glória de mandar.. medalhar a arte do efémero
Crónica · Fragmentos do Caos Oh vã glória de mandar Um lusíada pós-moderno sobre medalhas fáceis, palcos fáceis e a difícil arte de merecer memória. Belém já não ecoa de naus e marés; vibra de microfones e flashes. O palco é novo, a farda é outra, mas a liturgia é velha: medalhas que prometem eternidade e duram o tempo de um ciclo noticioso. “Oh vã glória de mandar, oh vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama…” — Luís de Camões, Os Lusíadas Os heróis de ocasião chegam em caravana, entre entrevistas e patrocínios. Trazem golos, números e contratos; faltam-lhes mares, mapas e silêncio. A pátria, cansada, aceita o espetáculo:…
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Portugal em Marte: Crónicas de um País Imaginário segundo José Luís Carneiro
Se alguém ligasse a televisão sem som e apenas observasse a expressão convicta de José Luís Carneiro, pensaria estar perante um astronauta regressado de uma missão interplanetária. O homem fala de Portugal como quem descreve uma civilização avançada, algures entre Marte e Proxima b, onde a justiça social brilha mais do que o Sol e onde os cidadãos flutuam em salários dignos como se fossem gravidade zero. Segundo Carneiro, Portugal é um país de excelência: cresce, inova, atrai talento, distribui riqueza. A educação é uma nave espacial que catapulta jovens para as estrelas; a saúde, uma estação orbital onde todos são tratados com eficiência robótica; a economia, um foguete imparável,…
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📚 Constituição em BD — “A Lei em Quadradinhos”
Transformar a Constituição numa Banda Desenhada pode ser um ato revolucionário de cidadania: acessível, pedagógico, irreverente — e ainda por cima divertido. Estrutura Cada capítulo ou artigo-chave é explicado numa história curta (2 a 3 páginas). Personagens recorrentes: O “Cidadão Zé Ninguém” — confuso, mas curioso. A “Dona Constituição” — figura sábia, firme, sempre a corrigir disparates. Os “Políticos Fantoches” — caricaturas do poder, que tentam distorcer a lei. A BD em capitulos Semeámos artigos em forma de quadradinhos, criando uma edição dos principais artigos da Constituição em Banda Desenhada — que é ao mesmo tempo sátira, educação e despertar de consciências, transformar a cidadania em algo vivo, criativo e…
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📖 Guia de Cidadania para Tótós
(Versão portuguesa, revista e aumentada) 1. Votar não chega Marcar a cruzinha de 4 em 4 anos é como assinar uma folha em branco e entregá-la a quem não conheces. Democracia não é só urna, é também rua, voz, exigência. 2. Ler é revolucionário Se só lês os títulos, não és cidadão: és espectador de cartoons. Ler até ao fim, pensar e comparar fontes é o mínimo para não seres manipulado como marioneta de feira. 3. Reclamar não é ser chato Escrever ao jornal, mandar e-mails às entidades, participar em assembleias locais — é direito, não favor. Só quem protesta muda as regras. 4. A política não é novela Os…
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Partidocracia, S.A.: manual de manutenção da mediocridade
Manifesto com 10 medidas, prazos e KPIs para desmontar a partidocracia em Portugal: transparência total, concursos verdadeiros, limites de mandatos e registo de lóbi.






















