Nepotismo
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Quando a fasquia baixa a mediocridade sobe de tom
Medicina com nota 9: a decadência de um país que brinca com a vida Editorial — mérito, coerência e a dignidade de quem confia nas instituições Opinião 6 setembro 2025 Há limites que não se deviam transpor. Um deles é a exigência mínima para formar médicos. Quando se abre a porta da Faculdade de Medicina a alunos com nota 9 em 20, a mensagem é brutal: até a vida humana pode ser relativizada ao sabor das conveniências. Num país normal, a nota mínima de acesso a Medicina seria sagrada. Não é elitismo — é responsabilidade. Um médico não pode ser medíocre, porque um erro não reprova apenas no exame: reprova…
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Um palacete em Inglaterra vs 55 imóveis em Portugal
Uma Casa em Londres, Um Palácio em Lisboa Sátira Política Uma Casa em Londres, Um Palácio em Lisboa Camões observa, perplexo, o telhado da ética cair em Londres e os palacetes da impunidade erguerem-se em Lisboa. Por Francisco Gonçalves & Augustus Veritas Lumen — 5 de setembro de 2025 Ilustração satírica: Camões pensa; a classe política empilha imóveis com sorriso de retrato oficial. No Reino Unido, a vice-primeira-ministra esquece-se de um imposto numa casa. Descoberto o deslize, cai a espada da responsabilidade: demissão imediata. Em Portugal, Camões acorda no túmulo, esfrega os olhos e pergunta: “Demissão? Por uma casa? Mas que loucura é esta?” Cá, não seria apenas uma casa:…
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Portugal: A Nação que Premia os Incompetentes
Introdução – O Síndroma Nacional Portugal gosta de se apresentar como uma terra de poetas, navegadores e heróis do passado. Mas, no presente, cultivou uma herança mais silenciosa e corrosiva: o elogio à incompetência. Não é uma falha ocasional, é um padrão estrutural. O país aprendeu a premiar quem não faz, quem enrola, quem se adapta à hierarquia — e a castigar quem ousa resolver, inovar ou romper o ciclo da mediocridade. Capítulo I – O Teatro das Aparências O segredo da ascensão em Portugal não é competência, é saber representar. No país da retórica, a ação é vista como ameaça. Capítulo II – A Aristocracia da Mediocridade Deste caldo…
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🎭 Teatro em Três Atos: “As Vagas Fantasmas da Medicina”
A novela da oito em ponto Ato I – O Pedido MágicoEra uma vez um governo que achou que a Medicina era como a pastelaria da esquina: se não há bolos suficientes, abre-se mais uma fornada.— Ó senhor reitor, faça lá um jeitinho… — cochicharam vozes vindas dos corredores do poder.Só que não era jeitinho, era ginástica olímpica à lei. E o reitor, longe de ser trapezista, respondeu:— Querido ministro, eu cumpro a lei. Se quiser outra coisa, mande-me um despacho, carimbe-o, e depois vamos todos juntos ao Ministério Público! Ato II – O Ministro e a Amnésia SeletivaO ministro, apanhado em palco, assegurou ao público:— Pressão? Eu? Nunca! Eu…
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Portugal – Uma Análise político-económica dos ultimos 90 anos
1. O balanço histórico sem complexos De facto, Salazar — com todas as sombras de ditadura, censura e repressão — deixou marcas industriais que ainda hoje se notam. Basta pensar na Lisnave/Setenave, na Sorefame, na Siderurgia Nacional, no projeto embrionário de Sines, nas indústrias conserveira e têxtil, ou até nas G3 fabricadas pela Fábrica Militar de Braço de Prata. Não eram “ilhas” mas sim peças de uma estratégia: criar autossuficiência e alguma exportação. Claro que muito disso assentava em mão-de-obra barata, em protecionismo e em atraso tecnológico relativamente ao exterior. Mas é inegável que se produzia em Portugal. Hoje resta quase só a memória. 2. A democracia e os 50…
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O charco nacional normalizado
Do Charco Português e dos Sapos que Nele Coaxam Portugal, país encantador de vistas e fadistas, mas onde a política se transformou num charco. E nesse charco, os sapos coaxam sem parar, satisfeitos com a lama onde se banham. O povo, cansado, olha de fora, como se o espetáculo fosse inevitável. O conflito de interesses que já nem indigna É possível — sim, possível em pleno século XXI — que um primeiro-ministro eleito mantenha um negócio privado de advocacia e consultoria ativo, em perfeito conflito de interesses com o cargo que ocupa. É possível que esse mesmo governante surja com 55 imóveis não declarados, num festival de opacidade que em…
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A Corrupção nas Autarquias a troco de viagens da Microsoft
Vantagem Indevida e Corrupção nas Administrações Públicas “A mediocridade esvai-se e a excelência recorda-se.” Mas quando a mediocridade se transforma em sistema e a corrupção se banaliza, o que resta é um país condenado ao atraso. O caso Microsoft como sintoma Nos últimos anos vieram a público investigações sobre viagens pagas pela Microsoft a autarcas portugueses, com estadias em Seattle avaliadas em centenas de euros, misturando lazer e trabalho. A contrapartida? A aquisição em massa de pacotes Office e serviços associados por várias câmaras municipais. Foram já constituídos arguidos autarcas de peso, incluindo o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, e outros nomes ligados ao poder local e central.…
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As forças do Mal reforçam-se
A Tríade do Mal Extremo: Putin, Xi e Modi no Tabuleiro da Nova Ordem Francisco Gonçalves & Augustus Veritas Lumen Um mês é muito tempo na política global. O presidente russo, Vladimir Putin, reaparece em Pequim, desta vez não como vassalo de Xi Jinping, mas como parceiro de igual estatuto. Ao seu lado, o líder chinês Xi — paciente estratega — e Narendra Modi, primeiro-ministro indiano que se coloca como convidado inesperado nesta aliança de conveniência. Nasce assim a imagem de uma nova tríade: um triângulo de potências que se apresenta como alternativa à ordem liberal do Ocidente. Putin ressuscitado Após anos de sanções, isolamento e a guerra na Ucrânia,…
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Os enganadores da nação
Crónica · Fragmentos do Caos Que grande é o poder d’enganar Camões já o sabia: a arte velha do embuste, agora com luzes LED e telepontos. Antes do teleponto já havia teatro. No púlpito e na corte prometiam mundos; hoje, na gala e no prime-time, prometem reformas milagrosas. Mudaram-se os cenários, ficou o truque: persuadir o cansaço a tornar-se crença. “Que grande é o poder d’enganar, e como o povo fácil se persuade…” — Luís de Camões Eis a tragédia repetida com figurinos novos: Ontem, reis navegavam nas naus da vaidade; hoje, ministros surfam nas marés do marketing. Ontem, promessas gravadas em pergaminho; hoje, slogans gravados em LED e em…
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Oh vã glória de mandar.. medalhar a arte do efémero
Crónica · Fragmentos do Caos Oh vã glória de mandar Um lusíada pós-moderno sobre medalhas fáceis, palcos fáceis e a difícil arte de merecer memória. Belém já não ecoa de naus e marés; vibra de microfones e flashes. O palco é novo, a farda é outra, mas a liturgia é velha: medalhas que prometem eternidade e duram o tempo de um ciclo noticioso. “Oh vã glória de mandar, oh vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama…” — Luís de Camões, Os Lusíadas Os heróis de ocasião chegam em caravana, entre entrevistas e patrocínios. Trazem golos, números e contratos; faltam-lhes mares, mapas e silêncio. A pátria, cansada, aceita o espetáculo:…





























