Mediocridade
- Burocracia, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
Que país e que Europa temos, 40 anos depois da adesão?
BOX DE FACTOS Tratado assinado: 12 de Junho de 1985 (Jerónimos). Adesão efectiva: 1 de Janeiro de 1986. (Portugal2030) Convergência (PPC): Portugal em 82% da média UE em 2024 (Eurostat via GEE). Em 2000 chegou a ~85% e depois perdeu fôlego. (GEE / Eurostat; Mais Liberdade) Fundos europeus: estimativas apontam para cerca de 167 mil milhões € em quatro décadas (Eco, especial 2025). Percepção pública: Comissão Europeia em Portugal refere 91% dos portugueses a concordarem que o país beneficiou da adesão. (Representação da CE) O dilema: infraestrutura e modernização avançaram; produtividade, salários e estrutura produtiva ficaram aquém. Que País e Que Europa Temos, Quarenta Anos Depois da Adesão? Expectativas cumpridas……
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Quando Washington quase desistiu de Lisboa: Portugal ‘perdido’ no PREC
BOX DE FACTOS 1974–1976 (PREC): fase de instabilidade e disputa sobre o rumo do regime após o 25 de Abril. Washington alarmado: memorandos oficiais mostram receio de “Portugal ir comunista” e debates sobre como reagir. O “Portugal está perdido”: Kissinger terá dito a Mário Soares que Portugal estava “perdido para os comunistas” e chamou-lhe “Kerensky”. Frank Carlucci em Lisboa: enviado como embaixador (1975–1978), com missão política explícita de evitar a perda de um membro da NATO. PCP e Moscovo: PCP mantinha alinhamento com a URSS, o que amplificava a leitura geoestratégica norte-americana. Desfecho: eleições, legitimidade democrática e reequilíbrio interno culminam na consolidação do eixo ocidental. Quando Washington Quase Desistiu de…
- Crime Organizado, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, Política Internacional
A Teia de Maduro e o Cerco da DEA: quando o Estado vira cartel — e o cartel aprende a ser Estado
BOX DE FACTOS Em 2020, o DOJ (EUA) anunciou acusações criminais contra Nicolás Maduro e outros responsáveis, alegando narco-terrorismo, tráfico e corrupção. Em 2025, o Tesouro (OFAC) sancionou o Cartel de los Soles como entidade criminosa sediada na Venezuela, descrevendo apoio material a redes violentas. Em 2025, o Departamento de Estado anunciou a intenção de designar o Cartel de los Soles como FTO (organização terrorista estrangeira), com data de efectivação indicada. A DEA intensificou acções de cerco em rede: operações coordenadas multi-jurisdição, com foco em finanças, logística, e desmantelamento (não apenas apreensões). A Europa surge como mercado final e palco de degradação institucional: corrupção portuária, violência e infiltração do crime…
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Direito Internacional à La Carte — quando a indignação tem calendário
BOX DE FACTOS Nicolás Maduro é considerado ilegítimo por vários países ocidentais. Existem acusações criminais nos EUA associadas a narcotráfico. A captura foi executada fora do território norte-americano. O Direito Internacional voltou a ser invocado — selectivamente. Direito Internacional à La Carte O Direito Internacional é invocado com a solenidade de um salmo… mas apenas quando não atrapalha a narrativa do dia. Quando Trump manda capturar Maduro, acusado de crimes graves e à margem de qualquer verniz democrático, os autodenominados guardiões da legalidade internacional entram em modo apocalipse. Rasgam vestes, citam tratados que nunca leram e descobrem, subitamente, que a soberania nacional é um valor absoluto — mas apenas hoje.…
- Assalto a "coisa pública", Corrupção, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
Banif: Do Ouro Africano ao Estoiro Final — Roque, Berardo e a Factura para Portugal
BOX DE FACTOS Horácio Roque parte adolescente para Angola; mais tarde fixa-se na África do Sul e torna-se parceiro de negócios de Joe Berardo. O Banif nasce a 15 de Janeiro de 1988, incorporando o activo e passivo da Caixa Económica do Funchal, então em dificuldades. O fim chega a 20 de Dezembro de 2015, com medida de resolução e venda ao Santander Totta. O apoio público e a factura foram estimados em valores na ordem dos 2,0–2,3 mil milhões € (com detalhe oficial de 2,255 mil milhões € numa comunicação governamental), variando conforme a forma de contabilização (Estado/Fundo de Resolução/outros efeitos). Este ensaio discute factos e mecanismos; evita acusações…
- Assalto a "coisa pública", Corrupção, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
Portugal- O País dos Filhos do Estado: Capitalismo de Mesada e Coragem de PowerPoint
BOX DE FACTOS Em Portugal, o Estado é simultaneamente grande regulador, grande comprador e grande distribuidor de incentivos — tornando-se o centro de gravidade económico. Muito do “empresariado” vive de rendas, concessões, contratação pública e protecção regulatória, mais do que de risco e inovação. A fuga de capitais para jurisdições opacas é um sintoma de baixa confiança, baixa previsibilidade e cultura de impunidade percebida. Sem investimento produtivo e competição real, a produtividade estagna — e os salários também. O povo paga a factura em impostos altos, serviços frágeis e empobrecimento contínuo. O País dos Filhos do Estado: Capitalismo de Mesada e Coragem de PowerPoint Portugal não tem falta de “empresários”.…
- Assalto a "coisa pública", Corrupção, Crime Organizado, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
Do Trono à Cleptocracia (1820–2025) — Um livro para acordar a cidadania
BOX DE FACTOS O que é: um livro-espelho sobre o percurso político português, de 1820 a 2025, e as metamorfoses do poder. Para quê: trocar resignação por lucidez — e lucidez por acção cidadã. O alvo: a normalização do “não vale a pena”, do “são todos iguais”, do “deixa andar”. O convite: ler, discutir, partilhar e exigir — com serenidade, mas sem ajoelhar. Onde ler: Portugal : Do Trono à Cleptocracia Do Trono à Cleptocracia (1820–2025) Um livro para desalojar a indiferença e reinstalar a cidadania Há um país que não é pobre por falta de talento — é pobre por excesso de tolerância ao abuso. E o abuso prospera…
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Livros ao Lixo, Estrelas ao Frio — a Biblioteca da NASA e a Política da Ignorância
BOX DE FACTOS O quê: Encerramento da maior biblioteca de investigação da NASA, no campus Goddard (Maryland). Quando: Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2026. Como: “Reorganização” com encerramento previsto de 13 edifícios e de mais de 100 laboratórios até Março de 2026. Depois do fecho: Revisão do acervo por semanas/meses; parte armazenada, parte descartada segundo regras federais. O que está em jogo: Memória técnica, continuidade científica, e o princípio simples de que civilização é biblioteca — não é berraria. Livros ao Lixo, Estrelas ao Frio — a Biblioteca da NASA e a política da ignorância Quando uma potência espacial fecha bibliotecas para “poupar”, não está a cortar custos: está a…
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O presidente de Portugal, Marcelo citou Eça — e esqueceu o espelho
BOX DE FACTOS O gesto: citar Eça no Ano Novo dá verniz literário ao ritual. O silêncio: omite-se a lâmina de Eça contra o compadrio e o país governado ao acaso. O padrão: Portugal adora palavras polidas e teme escolhas com custo político. A ironia: invoca-se o escritor, mas foge-se ao espelho que ele segurava. A pergunta: quantos Anos Novos mais precisamos até trocar “dicção” por “decisão”? Marcelo citou Eça — e esqueceu o espelho Citou-se o nome. Guardou-se a ferida. E assim o país continua: muito bom em cerimónias, mediano em coragem, exímio em adiar. Há uma arte nacional que não consta nos currículos: a coreografia do “dizer bonito”.…
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O País Falhado e o Governo do «Não Sei Mais»
BOX DE FACTOS Portugal é descrito pelo próprio poder como um país frágil e estagnado. O Estado social encontra-se degradado e sem respostas estruturais. Os governantes admitem o problema, mas não apresentam plano. O discurso substitui a governação efectiva por moralina. A responsabilidade é devolvida ao povo. O País Falhado e o Governo do «Não Sei Mais» Dizem-nos que isto é um pantanal. Depois pedem-nos fé. E despedem-se com ligeireza, como se o fracasso fosse apenas cenário. Portugal chegou a um ponto indecente: o poder descreve o fracasso como quem descreve o tempo. A economia é débil, o Estado social degrada-se, a pobreza alastra — e tudo isto é dito…



























