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Portugal e o Ensino da Iliteracia: Quando a Escola Falha e a Internet Abre as Portas
BOX DE FACTOS Tese central: um sistema de ensino degradado forma cidadãos para a iliteracia funcional. Consequência: um país com menos pensamento crítico torna-se presa fácil do ruído, do favor e da manipulação. Alternativa real: e-learning e recursos abertos com qualidade global — sem pedir licença ao conformismo. Ideia-chave: quando a escola falha, a responsabilidade passa a ser do indivíduo: estudar é um acto de soberania. Base: texto original (17 Agosto 2013), revisto e actualizado. Portugal e o Ensino da Iliteracia “Quando a escola deixa de formar pensamento, passa a fabricar obediência. E um povo que desaprende a pensar é um povo que aprende a ajoelhar.” Portugal não tem apenas…
- Assalto a "coisa pública", Corrupção, Crime Organizado, Elites patéticas, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo, País de Desigualdades e Injustiça
Portugal, Roda Viciada: Um País Entre Rifas e Rifões
BOX DE FACTOS Imagem central: Portugal como “roda da sorte” — mas viciada, onde o prémio cai sempre nos mesmos. Diagnóstico: captura do poder, continuidade cultural do favor e da obediência, com “democracia” muitas vezes reduzida a cenário. Ferida moral: a normalização do absurdo e a resignação social como combustível do sistema. Citação-chave: Miguel Torga (1949) — “Não há pensamento onde não há liberdade.” Origem do texto: notas pessoais (eco de 31 Dez 2013), retrabalhadas em registo editorial. Portugal, Roda Viciada: Um País Entre Rifas e Rifões “Dizem que é roda da sorte. Mas é sorte viciada: o prémio vai sempre para os mesmos. Os mesmos salões, os mesmos nomes,…
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A Democracia que se Habituou ao Incêndio — EUA, Tarifas e a Normalização do Autoritarismo
BOX DE FACTOS 20 de Fevereiro de 2026: Supremo dos EUA trava tarifas impostas sob a IEEPA (lei de “emergências”). 21 de Fevereiro de 2026: Trump reage e anuncia tarifa global a subir de 10% para 15% em menos de 24 horas. Estratagema legal: recurso à Secção 122 (Trade Act de 1974), com tecto de 15% e duração máxima de 150 dias sem Congresso. Sinal político: ataque directo ao Supremo — a ideia de que a lei deve obedecer ao líder, e não o contrário. A Democracia que se Habituou ao Incêndio Há países que caem no abismo com estrondo. Outros descem devagar, como quem se senta numa cadeira a…
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A mediocridade protege-se por selecção — contrata “sossego”, não competência
BOX DE FACTOS Ideia central: a mediocridade protege-se por selecção — contrata “sossego”, não competência. Mecanismo: quem teme o contraste evita pessoas capazes de expor falhas, medir resultados e cortar desperdícios. Efeito: instituições que “funcionam”, mas não avançam — relógios parados com aparência de relógio. Nota de honestidade: nem todos os líderes fazem isto; mas um sistema que recompensa conforto favorece este padrão. O Círculo Fechado: como a mediocridade se reproduz sem pedir licença Um medíocre não contrata competência: contrata sossego. E o sossego, em Portugal, é a forma mais barata de manter o país caro. Há uma regra não escrita — mas praticada com fervor — na administração, nas…
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Democracia com Códigos Antigos: o Estado Novo que ficou na mecânica
BOX DE FACTOS Código Civil: aprovado em 1966 e com entrada em vigor em 1967, ainda é a matriz do direito civil português, embora com reformas importantes após 1974. Reforma de 1977: revista profunda do direito da família, impulsionada pela Constituição de 1976 (igualdade entre cônjuges e não discriminação dos filhos). Código Comercial: apesar de múltiplos diplomas parcelares e do Código das Sociedades Comerciais (1986), permanece em vigor um núcleo relevante do Código Comercial de 1888. O problema raramente é o “texto” isolado: é a cultura de aplicação, a energia selectiva do Estado e o desequilíbrio entre o cidadão comum e os grandes aparelhos. O resultado: uma democracia que, para…
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O Fresh Start Selectivo: Três Anos Para Uns, Vida Inteira Para Outros
BOX DE FACTOS O “fresh start” em Portugal surge via insolvência pessoal e pedido de exoneração do passivo restante. É civil: trata dívidas e recomeço económico; não substitui nem apaga o plano criminal. Um arguido não é um condenado: a crítica aqui incide na arquitectura e na percepção de justiça selectiva. O choque público: dívidas elevadas ao Estado, uma pensão confortável e a ideia de “limpeza” em três anos. A pergunta: por que razão o “recomeço” parece, tantas vezes, um privilégio distribuído por castas? O Fresh Start Selectivo Três Anos Para Uns, Vida Inteira Para Outros Em Portugal, há quem receba uma sentença de papel com data de validade: três…
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Workshops contra cheias: o novo milagre nacional da desresponsabilização
BOX DE FACTOS Frase-tipo: “as populações devem ter formação para estarem melhor preparadas para eventos extremos”. Problema: a “formação” aparece como substituto da prevenção estrutural — e não como complemento. Realidade: cheias e fogos agravam-se com ordenamento falhado, infraestruturas frágeis, fiscalização insuficiente e desigualdade. Tradução: quando o Estado falha, a culpa passa a ser do cidadão por não ter feito “workshop”. O que seria sério: investimento em prevenção + resposta eficaz + informação pública simples e acessível. Workshops contra cheias: o novo milagre nacional da desresponsabilização Quando a água entra pela porta e o fogo entra pela serra, o Estado tem uma resposta moderna e “sapiente”: façam formação. Tradução: “Nós…
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As Portas Giratórias e o País Sentado na Cadeira — “A democracia a funcionar
BOX DE FACTOS Em Portugal, o poder circula frequentemente dentro de um circuito curto: instituições → governo → instituições. A confiança pública degrada-se quando a transparência é fraca e as regras de incompatibilidades são ambíguas ou permissivas. O problema não é um nome isolado: é o padrão — e a sensação de “sempre os mesmos”. Quando a democracia se reduz ao procedimento legal sem cultura de limites, surge a desconfiança: “funciona no papel, falha na alma”. As Portas Giratórias e o País Sentado na Cadeira Há países com vento do Atlântico. E há países com vento de corredores: o sopro gelado das portas giratórias, onde entram os mesmos, saem os…
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O Crime Perfeito: quando o poder económico escreve o guião e a política faz de actor
BOX DE FACTOS Tese: não é preciso “conspiração”; bastam incentivos, opacidade e portas giratórias. Motor do fenómeno: captura regulatória (quando quem devia vigiar passa a servir o vigiado). Ferramentas: lobbying sem luz, financiamento indirecto, redes de influência, fiscalidade agressiva, concentração, contratos públicos, consultorias “cinzentas”. Resultado: o cidadão vota, mas o sistema vem com o guião parcialmente escrito fora das urnas. Alvo desta crónica: mecanismos sistémicos — não acusações pessoais sem prova. O Crime Perfeito: quando o poder económico escreve o guião e a política faz de actor Não é preciso uma sala escura com charutos e mapas do mundo. Basta uma mesa limpa, um “parecer” bem vestido e a velha…
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Supervisão à portuguesa: salários de Estado, conforto de império, vigilância de papel
BOX DE FACTOS Entidade: Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). Pedido: acumulação do salário do cargo (remuneração + despesas de representação) de 12 678,89€ com uma pensão estrangeira na ordem dos 18 000€ mensais (valores divulgados pela imprensa). Posição das Finanças: não identifica impedimento por se tratar de pensão estrangeira, mas solicitou parecer ao Centro Jurídico do Estado (CEJURE). Questão pública: legalidade possível não é sinónimo de legitimidade democrática — e a confiança no Estado não se mede por “pareceres”, mede-se por exemplo. Pano de fundo: supervisão exige independência, transparência e prestação de contas — e, quando falha, o preço é pago pelo contribuinte e pelo…




























