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O Antro da Corrupção e da Mediocridade: Portugal Pós-80
Nos finais da década de 80, Portugal descobriu a sua verdadeira vocação: não era a de ser “um país moderno na Europa”, mas sim um país especialista em transformar a corrupção em método de governo e a mediocridade em valor nacional. Foi a época em que a partidocracia ocupou as empresas públicas e privadas como quem ocupa uma herdade. Não havia bois nem oliveiras, mas sim Carrasqueiras de poder, pastagens de contratos chorudos e vinhas de privatizações mal paridas. A invasão dos “boys” Surgiu então a fauna política que ainda hoje nos assombra: os famosos boys e girls, catapultados para administrações milionárias sem nunca terem gerido sequer uma mercearia de…
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🕴️ Maçonaria em Portugal: o Teatro das Sombras que Nunca Fecha Cortinas
Há quem acredite em fadas, em unicórnios e até em políticos honestos. Mas poucos têm coragem de acreditar no que realmente existe: a Maçonaria portuguesa, essa sociedade de “iluminados” que, desde o século XVIII, se apresenta como farol da razão… mas mais parece um candeeiro fundido que só ilumina os corredores do poder e os bolsos dos irmãos. Desde 1735, quando os primeiros pedreiros-livres bateram à porta de Lisboa, que os “irmãos” se especializaram em duas artes: as reuniões secretas e o tráfico de influências. Foram perseguidos pela Inquisição, sim — coitadinhos, mártires do progresso! — mas não deixaram de conspirar nas caves, entre rituais, aventais bordados e apertos de…
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Trump’s Poisoned Gift and the Silent Senate
Donald Trump, with the subtlety of an elephant in a china shop, announced that the solution to the war in Ukraine would be… elections. Yes, elections in a country occupied, bombed, amputated of territory, and with millions of refugees. It’s like proposing a picnic in the middle of a minefield: absurd, dangerous, and above all, cynical. What Trump is really suggesting is simple: hand Ukraine over to Putin, wrapped in the colorful paper of democracy. With ballot boxes standing next to Russian tanks, with Moscow’s propaganda replacing free voices, with fear replacing hope. It would be the consecration of the old saying: “he who has the guns writes the rules.”…
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Trump, o Presente Envenenado e o Senado Silencioso
Donald Trump, com a subtileza de um elefante numa loja de cristal, decidiu anunciar que a solução para a guerra na Ucrânia seria… eleições. Sim, eleições num país ocupado, bombardeado, amputado de território e com milhões de refugiados. É como propor um piquenique no meio de um campo minado: absurdo, perigoso e, sobretudo, cínico. O que Trump realmente sugere é simples: entregar a Ucrânia a Putin embrulhada em papel colorido de democracia. Com urnas ao lado de tanques russos, com propaganda de Moscovo a substituir vozes livres, com medo a substituir esperança. Seria a consagração do ditado: “quem tem as armas, escreve as regras”. Mas o mais grotesco não é…
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O Novo Analfabeto Político Português
Há muitas formas de analfabetismo. O mais grave, o mais letal, não é o de quem não sabe ler nem escrever — é o de quem se recusa a pensar, a questionar, a exigir. Esse novo analfabeto político português não é o camponês pobre de outrora, que apenas não teve acesso à escola. É o cidadão do século XXI que, com todos os meios de informação à mão, prefere ser alimentado pela colher da televisão, pela espuma dos dias, pelo circo dos debates sem conteúdo e pelas novelas da política nacional. Este analfabeto moderno não se revolta com a corrupção porque “sempre foi assim”. Não exige melhor saúde porque acha…
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Portugal, o País da Inovação de Fachada
Vivemos num país onde basta colar a palavra digital ou inteligência artificial a qualquer projeto para que, de repente, toda a mediocridade ganhe um ar de modernidade. O truque é simples: quanto mais pomposo o inglês do “pitch”, mais provinciano é o cérebro que o pronuncia. O Web Summit é o exemplo acabado deste circo: Lisboa aplaude como se tivesse recebido a NASA, quando na verdade acolhe um evento de powerpoints, “unicórnios” de plástico e políticos a fingirem que sabem o que é um algoritmo. É a Disneyland dos idiotas úteis, que saem convencidos de que Portugal está “na linha da frente da inovação mundial”. A realidade? Enquanto isso, os…
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Portugal: O País Amigo dos Criminosos
Homens apanhados em flagrante a atear um incêndio em Vinhais. Presos? Não. Julgados no imediato? Também não. Soltos. Livres. Protegidos pela justiça que deveria proteger o povo. Eis Portugal: o país onde quem cumpre a lei vive oprimido, e quem a pisa sai com um sorriso cúmplice da sala do tribunal.Um país onde os incendiários saem em liberdade, enquanto aldeias inteiras tremem de medo sempre que o vento levanta.Um país onde ladrões de colarinho branco assinam sorridentes a sua impunidade, e o povo honesto continua a carregar nos ombros a carga fiscal de sustentar o circo. Não é só em Vinhais. É em todo o lado. A justiça portuguesa transformou-se…
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O Jogo do Congelamento: Putin, a Ucrânia e a Ilusão da Paz
Dizem alguns que Vladimir Putin estaria disposto a aceitar uma paz se lhe reconhecessem o domínio de Donetsk e Lugansk. Como se o czar moderno fosse um homem satisfeito com migalhas de território. Como se a fera, após devorar um pedaço, se deitasse sossegada à sombra, sem desejar o resto da presa. A verdade é crua e simples: Putin não quer a paz. Quer o tempo.Tempo para rearmar. Tempo para treinar. Tempo para transformar os territórios já ocupados em fortalezas russificadas. É o método que já aplicou na Geórgia com a Abkházia e a Ossétia do Sul; na Moldávia com a Transnístria; e, claro, na Crimeia desde 2014. Sempre o…
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O Governo do Mateus Rosé
Perguntam muitas vezes se existe governo em Portugal. A resposta é simples: não, não existe. O que temos é um grupo de rapazes engravatados, vestidos como se fossem a um batizado, que confundem a governação com uma festa de salão. Em vez de ministros, parecem rótulos de garrafas: um Aguiar Branco, um Poiares Maduro… porque não juntar um Colares Tinto ou um Mateus Rosé? Ao menos seria mais honesto: o país está transformado numa carta de vinhos mal arrumada, onde a escolha nunca sacia e apenas embriaga. Chamam a isto democracia madura. Mas madura de quê? De tanto tempo ao sol, apodrecida, como fruta esquecida na árvore. O que vemos…
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Portugal: 191 Razões para Duvidar da Justiça e da Política
Desde 2017, pelo menos 191 políticos e detentores de cargos públicos em Portugal foram constituídos arguidos ou acusados pela Justiça.O número já seria escandaloso por si, mas torna-se ainda mais obsceno quando se percebe que entre eles há: Os crimes? Corrupção, peculato, branqueamento de capitais, recebimento indevido de vantagem… o catálogo habitual da promiscuidade entre poder e interesse privado.E onde estão concentrados? Sobretudo nos dois partidos que têm governado o país nas últimas décadas — PS e PSD —, alternando no poder, mas nunca nas práticas. A teia invisível Como explica Regina Queiroz, investigadora de Justiça Social e Política, a estrutura partidária portuguesa funciona como um clube fechado, onde os…





























