Assalto a "coisa pública",  Corrupção,  Elites patéticas,  Mediocridade,  Nepotismo

A República das Faturas e dos Sonhos Taxados

Spread the love

A Democracia das Ilusões e o Imposto sobre a Esperança

🜂 Box de Factos

Nos regimes democráticos modernos, a tributação atinge níveis recorde, enquanto os serviços públicos degradam-se e o cidadão perde progressivamente o controlo sobre o seu destino. A retórica da liberdade serve, cada vez mais, de disfarce para a servidão económica.

Vivemos tempos estranhos. As democracias do século XXI, outrora erguidas sobre o ideal da liberdade, converteram-se em engenhos sofisticados de domesticação. Chamam-lhes “democracias maduras”, mas o nome certo seria outro: democracias canalhas — essas que vendem sonhos em pacotes de impostos, que trocam direitos por dívidas e esperanças por subsídios.

O cidadão moderno já não é livre — é contribuinte. E o voto, outrora sagrado, tornou-se a assinatura periódica do seu próprio contrato de submissão. O Estado promete futuro; o povo paga adiantado.

Pagamos o sonho europeu, o sonho verde, o sonho digital, o sonho da inclusão — mas todos esses sonhos vêm com IVA, IRS e o selo da dependência.
Enquanto isso, a classe política distribui cargos, conselhos, comissões e assessores — as verdadeiras bolsas de valores da mediocridade.

E se o povo protesta, dizem-lhe que “vive em democracia” — como se a liberdade se medisse pelo número de urnas e não pela qualidade das consciências.
A democracia transformou-se em marketing institucional, com logótipo, slogan e jingle patriótico.

A tirania antiga usava grilhões de ferro; a nova usa **formulários e dívidas**.
Hoje, o cidadão não teme o carcereiro, mas o contabilista do Estado.
Não foge da censura, mas do fisco.
E quando ousa pensar, descobre que a sua liberdade termina onde começa o imposto.

É por isso que esta democracia não é governo do povo — é gestão do rebanho.
Votamos, pagamos, calamos — e chamamos a isso civilização.
Mas a verdadeira liberdade, Francisco, não nasce do boletim nem da factura — nasce da coragem de dizer não a um sistema que nos cobra até o direito de sonhar.

— Francisco Gonçalves / Fragmentos do Caos


“Vivemos em democracias que prometem liberdade, mas cobram-na em prestações.”

📖 Leitura Aconselhada

A cidadãos que se querem livres.

A liberdade é conquista, e cada geração deve lutar para não a perder.

🌌 Fragmentos do Caos: BlogueEbooksCarrossel

Francisco Gonçalves, com mais de 40 anos de experiência em software, telecomunicações e cibersegurança, é um defensor da inovação e do impacto da tecnologia na sociedade. Além da sua actuação empresarial, reflecte sobre política, ciência e cidadania, alertando para os riscos da apatia e da desinformação. No seu blog, incentiva a reflexão e a acção num mundo em constante mudança.

Contactos