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    A República dos Carimbos

    Onde a inteligência é subversiva e o carimbo é Deus Há repúblicas fundadas sobre ideais. Esta nasceu sobre balcões.Na República dos Carimbos, a burocracia é religião, a assinatura é sacramento e o cidadão é servo fiel da santa instituição do papel timbrado. Neste romance ficcional — ou talvez não tão ficcional assim —, Francisco Gonçalves (sob o heterónimo satírico de Augustus Veritas) cria um universo onde a mediocridade é promovida por edital, o pensamento livre é crime e o bom funcionário é aquele que diz “falta o carimbo” com expressão sacerdotal. Escrito com humor negro, lirismo subversivo e crítica afiada, o livro atravessa os corredores labirínticos de um país paralisado…

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