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A Corte das Almas Pálidas: Louvores Latinos e Lágrimas Populares
Na vetusta Sala dos Capelos, onde outrora se discutia saber e ciência, celebrou-se esta semana mais uma ópera burlesca da nossa democracia cénica. O Presidente Marcelo, de toga engomada e latim afiado, decidiu agraciar dois figurões europeus com títulos que não pagam pão nem curam variz — mas brilham no peito como medalhas em desfile. Felipe VI, rei por herança e não por currículo, recebeu um honoris causa pela sua persistência em continuar a existir — o que, na verdade, é o que melhor faz. Ao seu lado, Sergio Mattarella, patriarca da estabilidade italiana, cujo maior feito recente foi… bem, estar presente. Marcelo, qual bardo imperial renascido, recitou em latim…
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Quando Votar Deixa de Contar: O Sistema que Sobrevive Sem o Povo
Portugal atravessa uma crise de representação profunda. Em cada eleição, a abstenção ultrapassa metade do eleitorado. Milhares de cidadãos votam em branco, nulo, ou simplesmente deixam de acreditar. Mas o que faz o sistema político perante esse grito de ausência? Nada. Porque foi desenhado precisamente para sobreviver sem o povo. Quando mais de metade dos portugueses decide não votar, o sistema não se escandaliza. Não se questiona. Não se reforma. Limita-se a seguir em frente, apoiado nos 20 ou 30% que ainda comparecem — muitas vezes por inércia, dependência ou falta de opção. Os votos em branco? Tratados como decoração estatística. São um protesto silencioso, mas não têm qualquer efeito…
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Porque os Políticos Não Reformam, e o País Apodrece em Silêncio
“Num corredor vazio, uma cadeira de rodas espera por quem talvez já tenha desistido. Um estetoscópio abandonado no chão denuncia a ausência do cuidado. As urgências estão ali… mas fechadas, ausentes, sobrecarregadas. E o país, como esta imagem, parece também abandonado à sua sorte. Porque os políticos adiaram reformas, o povo sofre em silêncio. E no lugar do futuro, resta a sombra.”








