Portugal
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Europa Sim — Portugal Inteiro: A Soberania Não é um Rodapé
BOX DE FACTOS Europa unida é um meio, não um altar: cooperação estratégica sem abdicação da soberania popular. Portugal é soberano por definição constitucional: a soberania reside no povo e o Estado deve obedecer à Constituição. Integração não é dissolução: ser europeu não exige deixar de ser português, nem falar em “família” como se fosse um contrato eterno. Uma União madura aceita divergência: quando tudo é “consenso”, geralmente é porque alguém já desistiu de mandar. Plano B não é hostilidade: é prudência nacional (energia, produção, tecnologia, defesa, finanças, alimentação). Europa Sim — Portugal Inteiro: A Soberania Não é um Rodapé A Europa pode ser casa comum — mas Portugal não…
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A Era do Evento: quando até o Inverno pede desculpa
BOX DE FACTOS Nova tendência verbal: as estações do ano foram substituídas por “eventos”. Tradução política: quando tudo é “evento”, nada é responsabilidade. Efeito civilizacional: a linguagem deixa de explicar o mundo e passa a anestesiá-lo. Risco maior: a infantilização do discurso torna adultos em espectadores — e espectadores em governantes. A Era do Evento: quando até o Inverno pede desculpa O mundo não mudou por decreto. Mas há quem tente reescrevê-lo com sinónimos, como se a realidade aceitasse correções ortográficas. Antigamente, havia Inverno. Era uma coisa rude, legítima, com chuva, frio e uma certa pedagogia natural: ensina-nos limites, obriga-nos a fechar portas, a acender luzes, a respeitar o ritmo…
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Portugal: O País do Sol que se Perde por Falta de Baterias
BOX DE FACTOS Paradoxo: Portugal produz muita energia eólica e solar, mas falta armazenamento para “guardar” excedentes. Resultado: em horas de produção forte e baixa procura, parte da renovável é limitada/“cortada” (curtailment) e perde-se valor. O essencial: baterias (BESS) resolvem minutos–horas; bombagem hídrica resolve horas–dias. O erro clássico: instalar mais painéis sem reforçar rede, flexibilidade e armazenamento. O caminho: baterias em nós críticos + hibridização (solar+storage) + procura inteligente + interligações. Visão: Portugal pode ser “laboratório atlântico” de rede inteligente e armazenamento europeu. Portugal: O País do Sol que se Perde por Falta de Baterias “Produzimos vento e luz como quem acende constelações… e depois deixamos a energia escorrer pelos…
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ATLANTIS-pH: Um Piloto Científico para Mitigar a Acidificação dos Oceanos
BOX DE FACTOS O que é: acidificação dos oceanos = descida do pH causada pela absorção de CO₂ atmosférico. Porquê importa: reduz carbonatos (CO₃²⁻) e dificulta conchas, recifes e calcificação. O risco: efeitos em cascata na biodiversidade, pescas, berçários costeiros e estabilidade ecológica. O princípio certo: sem reduzir CO₂ na fonte, tudo o resto é paliativo. ATLANTIS-pH: piloto experimental com fotobioreactores fechados + recolha de biomassa + MRV; opcionalmente, aumento controlado de alcalinidade. Filosofia: “medir antes de escalar” — ciência prudente, reversível e auditável. ATLANTIS-pH: Um Piloto Científico para Mitigar a Acidificação dos Oceanos “O oceano não protesta. Não vota. Não faz greves. Apenas muda. E quando damos por isso,…
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Carta Aberta a Portugal: Cidadania Activa, Transparência Radical, Democracia Viva
BOX DE FACTOS Formato: carta aberta curta, pronta para redes e publicação. Objectivo: defender cidadania activa, escrutínio e transparência radical. Ideia-chave: democracia não é um acto eleitoral — é um contrato diário. Carta Aberta a Portugal Cidadania Activa, Transparência Radical, Democracia Viva Uma democracia que só respira no dia das eleições sufoca nos restantes 1 459 dias. Não escrevemos contra partidos. Escrevemos contra a captura do Estado. Não escrevemos contra pessoas. Escrevemos contra um sistema fechado sobre si próprio. Durante décadas disseram-nos que votar de quatro em quatro anos bastava. Mas uma democracia que só respira no dia das eleições sufoca nos restantes 1 459 dias. Portugal não precisa de…
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O Banco dos Envelopes: anatomia de uma falência anunciada
NOTA EDITORIAL / ENQUADRAMENTO O texto que se segue é uma crónica de reflexão cívica e um testemunho pessoal, escrito a partir de experiência directa vivida pelo autor e da sua memória dos acontecimentos, tal como foram então percebidos e hoje recordados. Esta publicação não constitui nem pretende constituir imputação de factos criminais, acusação jurídica ou atribuição de responsabilidade penal a pessoas concretas. Qualquer referência a entidades, cargos ou figuras públicas surge apenas no plano histórico, institucional, político e moral, no âmbito do legítimo exercício da liberdade de expressão e do direito de crítica em democracia. As interpretações e leituras apresentadas são de natureza opinativa, não substituem investigação oficial, auditoria…
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Quando Washington quase desistiu de Lisboa: Portugal ‘perdido’ no PREC
BOX DE FACTOS 1974–1976 (PREC): fase de instabilidade e disputa sobre o rumo do regime após o 25 de Abril. Washington alarmado: memorandos oficiais mostram receio de “Portugal ir comunista” e debates sobre como reagir. O “Portugal está perdido”: Kissinger terá dito a Mário Soares que Portugal estava “perdido para os comunistas” e chamou-lhe “Kerensky”. Frank Carlucci em Lisboa: enviado como embaixador (1975–1978), com missão política explícita de evitar a perda de um membro da NATO. PCP e Moscovo: PCP mantinha alinhamento com a URSS, o que amplificava a leitura geoestratégica norte-americana. Desfecho: eleições, legitimidade democrática e reequilíbrio interno culminam na consolidação do eixo ocidental. Quando Washington Quase Desistiu de…
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Emprego Público em Portugal (1991–2025): percentagens OCDE, outsourcing e o custo real do Estado
BOX DE FACTOS Série Portugal: postos de trabalho nas Administrações Públicas (Pordata/DGAEP) desde 1991; 2025 com valor DGAEP/SIEP (30/06/2025). Comparação OCDE: emprego público como % do emprego total (não é % da população). Em 2021: Portugal 15,0%; Reino Unido 16,9%; Finlândia 25,4%. Outsourcing público: parte da execução de serviços migrou para concessões, empresas municipais e prestadores privados — sai da estatística de emprego público, mas não sai da despesa. Escala de custos: o emprego público e a contratação pública movem-se em ordens de grandeza de dezenas de milhares de milhões por ano (estimativas e proxies). Emprego Público em Portugal (1991–2025): percentagens OCDE, outsourcing e o custo real do Estado A…























