Literacia
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A Jarra, o Rio e a Lição que Fica
A Jarra, o Rio e a Lição que Fica Há ensinamentos que não se explicam. Acontecem — e ficam para sempre. Um dia, um aluno fez ao seu professor uma pergunta difícil. Daquelas que exigem mais do que uma resposta rápida. Mestre – “QUAL O SENTIDO DE LER TANTOS LIVROS SE, NO FIM, EU ESQUEÇO A MAIOR PARTE DO QUE ELES CONTÊM ?” O mestre ouviu, olhou demoradamente… e não respondeu. Ficou em silêncio, como se a pergunta ainda precisasse de amadurecer no ar. Dias depois, caminhavam juntos pela margem de um rio. O professor parou, apanhou do chão um jarro velho, coberto de terra, manchado pelo tempo e pelas…
- Cidadania, Ciência, Collective Intelligence, Democracia e Sociedade, Filosofia, Inovação, Literacia, Partilha, Política, Team Collaboration, Utopia
Fui Feliz sem Saber — A Minha Infância com Mundo (e a Biblioteca que Nasceu em Silêncio)
BOX DE FACTOS Género: memória autobiográfica, lírica e reflexiva. Tempo: infância e juventude em Belmonte e arredores, junto à natureza e às gentes simples. Escola/Liceu: leitura intensa como disciplina íntima; formação de uma biblioteca pessoal. Ideia central: ter sido feliz “sem saber” não absolve a História — apenas explica a vida imediata. Fui Feliz sem Saber — A Minha Infância com Mundo (e a Biblioteca que Nasceu em Silêncio) Fui feliz naquela época longínqua — e nem sequer sabia. Não porque a História fosse boa, mas porque a minha vida imediata era feita de terra, água, noite, silêncio, livros e liberdade física. A criança não vive em ideologias. Vive em…
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Não foi a IA que pensou: foi o humano — sobre mérito, plágio e ignorância conceptual
BOX DE FACTOS Debate recorrente: “Foi escrito por IA, logo não tem mérito.” Acusação frequente: “É plágio.” Erro central: confundir texto com ideia. Realidade: ferramentas não criam pensamento — apenas o expressam. Questão essencial: onde reside o verdadeiro valor intelectual? Não foi a IA que pensou: foi o humano “Há quem rasgue as vestes porque um texto foi escrito com ajuda da IA. Mas esses não percebem a diferença fundamental entre palavras e pensamento — e é aí que tudo falha.” Vivemos tempos curiosos. Sempre que surge um artigo, ensaio ou projecto com profundidade, logo aparecem os arautos do atraso a gritar: “foi a IA, não tem mérito”. Outros vão…
- Artificial Intelligence, Cidadania, Ciência, Ensino 3.0, Filosofia, Literacia, open-source, Partilha, Soberania Digital
A Escola do Futuro Começa Hoje: Laboratórios na Sala de Aula e IA como Aliada do Pensamento Crítico
BOX DE FACTOS Problema: o ensino ainda funciona como fábrica de memorização, num mundo que já opera com IA. Solução: laboratórios permanentes na sala de aula + aprendizagem por projectos + pensamento crítico. Ferramenta transversal: IA como copiloto cognitivo (não como batota). Resultado: alunos criadores — capazes de prototipar, validar, pensar e inovar. Visão: a escola deixa de preparar para empregos fixos e passa a preparar para futuros mutáveis. A Escola do Futuro Começa Hoje Laboratórios na Sala de Aula e IA como Aliada do Pensamento Crítico “Num mundo onde uma máquina já escreve, calcula, traduz e programa, a escola que continua a avaliar memorização não está a ensinar —…
- Banalidade do mal extremo, Cidadania, Democracia e Sociedade, Literacia, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo
Escuta, Zé-Ninguém — Um Cântico Negro Contra o Medo de Ser Livre
BOX DE FACTOS Género: crónica lírica e cívica, em tom de advertência. Alvo: o conformismo, a obediência automática e a pequena covardia diária. Ideia central: não há tirania sem rendição interior. Propósito: acender a responsabilidade, sem copiar nem citar a obra original. Escuta, Zé-Ninguém — Um Cântico Negro Contra o Medo de Ser Livre Há um país dentro de cada homem: às vezes é república, às vezes é quartel. O que o decide não é a lei — é a coragem. I — A Voz Que Não Pede Licença Escuta, Zé-Ninguém. Não te chamo por desprezo, chamo-te por precisão — porque és o nome que a multidão dá a si…
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A Preguiça Metacognitiva e a Dívida da Escola — quando a IA só é perigo num ensino que formata mentes
BOX DE FACTOS Termo-chave: “preguiça metacognitiva” — quando o aluno terceiriza a vigilância do próprio pensamento. Risco real: não é a IA “pensar por nós”, é a escola continuar a avaliar “produto” e não “processo”. Dívida pedagógica: se a educação não ensinar método, crítica e autoria, a IA apenas expõe a fragilidade. Viragem: passar de “entrega a resposta” para “defende o raciocínio”. A Preguiça Metacognitiva e a Dívida da Escola Há um medo novo a circular nas salas de aula: que a Inteligência Artificial torne os alunos preguiçosos. Mas a pergunta honesta é outra — preguiçosos em relação a quê? Se o ensino continuar a treinar obediência a formatos, a…
- Banalidade do mal extremo, Democracia e Sociedade, Elites patéticas, Filosofia, Literacia, Manipulação da verdade, Mediocridade, Nepotismo
A Democracia que Não Aprendeu a Envelhecer — Ensaio Filosófico em Forma de Crónica
BOX DE FACTOS Tese central: a democracia não caiu; ficou para trás — e o atraso tornou-se vulnerabilidade. Diagnóstico: regras do século XIX a governar um mundo algorítmico, instantâneo e global. Sintoma: o cidadão vota, mas deixou de sentir consequência — nasce a inutilidade colectiva. Risco: a “eficiência” autoritária torna-se tentação quando a democracia parece lenta e impotente. Saída: reinventar a democracia como sistema vivo, contínuo, transparente e participativo. A Democracia que Não Aprendeu a Envelhecer Há sistemas que não morrem por colapso. Morrem por atraso. Continuam de pé enquanto o mundo corre. E, um dia, o farol ainda aceso já não alcança os navios. A tragédia do nosso tempo…
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Portugal -Liberdade dos Analfabetos Certificados: Um País a Fingir Que Pensa
BOX DE FACTOS Liberdade sem leitura séria é apenas um cartaz bonito colado numa parede húmida. Diplomas podem certificar técnica; raramente certificam cultura, carácter ou visão. O exame substituiu o pensamento: treina-se a resposta, não a compreensão. Resultado: elites funcionais, mas intelectualmente desarmadas — e um país governado por reflexos. A Liberdade dos Analfabetos Certificados: Um País a Fingir Que Pensa Um povo pode votar livremente e, ainda assim, viver preso: preso à ignorância, ao impulso, ao slogan, ao ruído. A liberdade sem cultura é uma chave de ouro… para uma porta que não existe. Há uma pergunta que devia assombrar qualquer sociedade que se proclame livre: como é que…





















